28.11.16

Encontro Fetish Club - Quinta Feira - Cinelândia

Queridos amantes do BDSM,
  
É com muito prazer que comunico a vocês a realização do último encontro de 2016  do Grupo Fetish Club, que ocorrerá nessa próxima quinta-feira, dia primeiro de dezembro, à partir das 18 horas, no tradicionalíssimo "Bar Amarelinho" no coração da Cinelândia!
Apesar da popularidade do referido lugar, o encontro fetichista será na salinha dos fundos do Bar, estrategicamente escolhido para que os presentes possam interagir numa boa e conversar sobre o nosso prazeroso mundo do BDSM.
Então não fique de fora e venha conhecer gente interessante com os gostos parecidos com o seu. Saia do virtual!

Maiores informações: (21) 98412 0452 - Domme Afrodite

7.11.16

Fetish Lab - Ata



  Primeiramente quero pedir desculpas ao meu grande camarada Julinho pela demora desse texto. E também, é claro, aos meus leitores que ainda visitam esse abandonado blog em busca de notícias e novidades em festas ou nos bastidores do BDSM carioca.
  Em segundo lugar gostaria de deixar claro que essa ata terá pouco da Fetish Lab em si. Essa demora na publicação se deu por inúmeros motivos: falta de tempo, falta de lugar para escrever, saúde abalada, viagens, etc.…, mas nenhum desses motivos é maior do que o meu esquecimento dos acontecimentos da noite de 21 de outubro. Vamos por parte...
  Me deu uma porra de uma dor até agora meio que inexplicável no pé e no joelho direito. Mas não estou aqui para voltar a falar de dor, nem vou mais citar nenhum capítulo da novela “costela esquerda quebrada” para que esse blog não saia do prazeroso mundo do fetichismo sexual, para entrar no chatíssimo mundo das lesões e inflamações. A consequência disso (das dores nos membros inferiores) foi que me passaram um anti-inflamatório fortíssimo e eu não estava podendo beber. Por sinal, eu nem estava com condições de ir ao evento, e quase que não fui. Mas sabe como é né? podólatra mesmo doente rola na cama em dia de festas fetichistas! Então fui, e nem a “fantasia” de Quáquá usei, abandonei meu traje de regata e calça jeans (ou nesse caso em específico a famosa camiseta do Frankenstein tema da festa), coloquei a primeira camisa de manga menos feia que estava à mão e parti para a festa, no meu pior momento em vinte anos para esse tipo de evento, me achando fora de ritmo e de forma, quase um forasteiro que se predispõe a ir a um lugar sem saber o que ele pode oferecer de bom, sem saber se vai se dar bem ou se o vexame é certo.
  Sem poder beber bebi; e entornei todas! Talvez tenha sido a mistura do Bi-profenid com o toragesic, o dorflex, a cerveja e a caipirinha que tenha me causado a estranha amnésia que esmaeceu os acontecimentos dessa Lab da minha mente. Então vou ser didático até o ponto em que as coisas ainda funcionavam normais na minha linha torta do tempo das lembranças:

1.       Peguei uma Uber e desci em frente ao bar que costumo fazer a concentração, e para minha alegria Fidel estava lá. Não lembro sobre o que conversamos, estávamos bebendo cerveja e Rainha Lindinha chegou com a felicidade de sempre. Depois chegou a Rainha Penélope, fiz uma massagem na sua mão, mas logo Lindinha queimou o filme dizendo “Quaquá já vai começar com a mesma lenga-lenga”; e foi chegando mais gente, lembro da Rainha Psique, e se não me engano do Fagundes. Sr. Observador também chegou, foi bom ver o retorno de um amigo antigo de muitas batalhas. Havia uma roda de gente na minha frente bebendo e conversando sobre BDSM, não conhecia alguns, e outros rostos não eram estranhos. Não lembro como acabou a concentração, mas sei que encontrei Alessandro e Julinho no bar, e esse último me emprestou uma máscara branca e me pediu cuidados com ela. Entrei na festa mascarado, com camisa lilás e adesivo do Marcelo Freixo no coração, fui reconhecido, e a mesma garota que sempre me pisa quando me vê, não se fez de rogada, me jogou no chão e me pisou com força, descalça. Ela ignorava que eu estava debaixo de seus pés e conversava com as amigas como se estivesse em pé no chão, acho que abri a noite.

2.       Pedi uma cerveja e matei no gargalo em menos de três minutos, voltei ao bar e pedi outra, o barman me avisou que a caipirinha estava naquela promoção de pagar uma e beber duas, nesse instante Malpodo chegou para pedir uma cerveja e eu ofereci minha segunda caipirinha para ele, com a condição de que quando acabássemos de beber ele pagaria a próxima rodada, ele topou. Demorei a acha-lo novamente, e quando o encontrei a promoção já havia terminado, então ele comprou apenas uma e dividimos em dois copos. Justo!

3.       Não sei muito bem a ordem das coisas, mas havia três ou quatro Rainhas que me fizeram ajoelhar e beijar seus pés e sapatos, uma delas aproveitou que estava quase deitado ao chão e pisou na minha cabeça, me forçando a deitar completamente, lembro que algumas delas me pisaram, outras que passavam também pisavam ou simulavam que colocavam o peso, não sei ao certo quantas me pisaram. Quando consegui levantar fui para a boate e dancei um bocado, tinha muita gente dançando e pulando, o pessoal era bem receptivo, eu parava na frente de qualquer pessoa e dançava com ela, tinha uma roda de amigos meio que dançando abraçados, entrei no meio deles como se fizesse parte do grupo e pulei no mesmo ritmo, devem ter pensado, ´quem é esse doido?  Lembro de ter Dommes chicoteando subs lá dentro.  A festa estava muito cheia, acho que foi a Fetish Lab mais cheia que já tivemos.

4.       Tinha play acontecendo para todo o lado, fui lá para o palco ver uma mulher que pisava num rapaz, ela punha o peso do salto no saco dele, pelo menos tentava encontrar essa região para pisar, ela era muito bonita, e logo que acabaram eu pedi para ser pisado por ela, que me perguntou se eu aguentaria de salto, eu menti, disse que sou o cara que mais aguento salto naquela festa, então ela me pisou muito, não pedi água, acho que a marca que tenho no peito foi do salto dessa moça, casal muito simpático. Na boate encontrei Rainha Lindinha Descalça e descabelada, me deu uns chutes na barriga e no braço, acho que ela consegue levantar a perna e chutar mais alto do que eu. Todavia, o que ela queria mesmo era me pisar, respondi que naquele momento estava sem condições, e era verdade. Continuei dançando a alguém derrubou minha garrafa cheia de cerveja no chão, mal havia comprado, fiquei puto, o cara nem de desculpou.

5.       Me falaram que fui pisado mais algumas vezes, e que quando estava deitado no palco eu parecia não me encontrar espiritualmente ali, só o físico estava presente. Não me lembro sequer der ter deitado no palco nessa festa. Mas sei que teve uma hora, lá pelas três da manhã, que uma mulher me jogou bebida na boca, era a moça que distribui aquele drink que a festa disponibiliza de graça, e que nas outras edições eu mesmo ajudo a servir. Lembro de ter sentido a bebida percorrer todo o meu corpo, de me dar uma confortável revigorada, então fui no bar e comprei mais uma cerveja e um energético, misturei e bebi em três ou quatro goladas, olhei ao redor e não parecia ter ninguém conhecido.  Vi o casal Peccatore e Nanda Hell, acho que estavam fantasiados de alguma coisa, maquiagem sinistra.  Falei com eles, e depois só me lembro de estar na portaria contando dinheiro para pagar a conta. Sei que voltei de Uber porque apareceu o registro e a nota fiscal no meu celular.  Quando acordei na manhã seguinte não me lembrava onde estava minha roupa, minha carteira e meu celular, cada peça de roupa estava jogada em um canto diferente da casa, meus outros objetos estavam em locais que não costumo colocar, tipo, dentro do armário. Julinho me mandou um áudio no dia seguinte perguntando se eu estava vivo, respondi que sim, e que estava em recuperação. A pergunta que não quer calar: será que fiz alguma merda ou paguei algum mico? Até agora nenhuma reclamação foi feita. A festa deve ter virado a noite.

Parabéns ao Julinho e a toda equipe de organizadores da Fetish Lab, graças a vocês é que posso dizer em alto e bom tom que o Rio de Janeiro tem sim uma festa fetichista foda, e duvido que alguém de outras regiões possa se gabar de algo tão grandioso. Que seja mensal!

Eu escutava passos, ela estava descalça, e pressentia os rostos anoitecidos lá fora, meu coração era um pêndulo entra ela e a rua. Eu não sei com que forças me despedi de seus olhos, me libertei de seus braços. Ela ficou nublando de lágrimas sua angustia, atrás da chuva e do cristal, porém incapaz de gritar: espera-me, vou contigo” (Miguel Otero Silva)

14.10.16

O Estranho Mundo da Lab - Sexta-feira dia 21, em Botafogo!



Meus amigos fetichistas, é HALLOWEEN!!

Está chegando mais uma visionária FETISH LAB , agora na edição:  “O Estranho Mundo da Lab”, comemorando o aniversário do Anfitrião Júlio Bessa.

 Mantendo a proposta de trazer a mais alta qualidade musical e de muita variedade em performances, esse evento promete mais uma vez divulgar para um amplo público todas os prazeres das nossas noites fetichistas, enriquecendo e ampliando cada vez mais o BDSM na nossa cidade.

A Fetish Lab, como sempre, vem lotada de belas performances de trample, Shibari, Poney play, Bondage, Spanking, velas e muito mais, tudo isso ao empolgante som fetichista de Júlio Bessa, Otávio Cruz, Juliana Manhã e Priscila Dau, todos mandando o que tem de melhor no Rock and Roll, Classic Rock, Industrial, Synth e outros.

Então, anotem a data, é nessa sexta-feira, dia 21 de outubro a partir das 23:00. O endereço é Casa da Vizinha - Rua Henrique de Novaes 123, Botafogo - RJ

Outras surpresas virão, nem pense em ficar de fora!

Ingressos: Antecipados https://goo.gl/q6ZVx6  R$ 25,00 + adesivo FETISH LAB

 Na hora R$ 30,00 na lista até 1h

 Após 1h ou sem lista R$ 40,00

* Para pôr o nome na lista basta confirmar presença na página da festa no Facebook

Nos vemos lá!

Festas Eventos Chopes



Como as grandes festas vêm acontecendo com intervalos maiores, o pessoal tem feito encontros e chopes cuja finalidade é sempre a mesma: praticar o BDSM. Todavia, a divulgação acaba ficando um pouco limitada a alguns grupos e na maior parte das vezes muita gente não fica sabendo da existência desses eventos. Eu sempre tento divulgar ao máximo e com a maior antecedência possível, mas muitas vezes a informação chega tarde demais, ou mesmo nem chega até a mim.  E para ser sincero com vocês, estou no meu momento menos festeiro desde que me adentrei ao mundo público do BDSM; além da minha costela quebrada ainda doer e tentar me impossibilitar de fazer as práticas que mais gosto, ando viajando muito a trabalho e quase não me conectando às pessoas mais envolvidas com as festas. Nesses últimos dias, tivemos três eventos na cidade (que eu fiquei sabendo), um Chopp Podo Club, uma festa prive na Barra, e a inédita Festa Fetish Clube.  Tive a oportunidade de comparecer nas três, mas não tive tempo de escrever suas respectivas atas. É claro que a festa da Barra não teria ata porque era fechada, mas as duas outras que aconteceram no mesmo bar da praça XV tiveram publicidade aqui e minha vontade era de escrever sobre elas, mas já se passaram tanto tempo e não me lembro bem das coisas.

Bem, o Chope Podo Clube contou com uma boa participação do público, mas demorou muito para sair a primeira Play, acho que se não estou lá para abrir as palys com a Camille Dame neguinho ia passar a noite sentado na mesa bebendo cerveja e conversando sobre práticas. Mas depois que os trabalhos foram abertos começou a rolar play para todos os lados, na sua maioria trample.  Gostaria de registrar um fato aqui, e talvez até inconscientemente seja por isso que eu esteja escrevendo esse texto: havia um casal numa mesa perto do bar, próximo a entrada dos banheiros, que estava nesse tipo de evento pela primeira vez, e que acho inclusive que eram casados. Quando o marido se ajoelhou e começou a beijar os pés da esposa, eu também me ajoelhei e comecei a fazer massagem nas mãos dela, e depois passei para as suas costas e terminei a massagem no pé que não estava sendo beijado pelo marido. Esse casal me recepcionou muito bem, e me pareceu que eles curtiram essa minha intromissão.  Mas foi um ato de intromissão minha, sem pedir permissão para participar daquele ato íntimo deles, eu já fui chegando e me ajoelhando e tocando nas mãos da Rainha. Mesmo no final eles sendo legais e educados, me senti mal. Não sei por que cargas d’água fui me meter numa play de um casal que eu não conhecia e que poderia ter me enxotado com todas as razões do mundo.  Então, é isso, peço minhas desculpas aqui já que não o fiz pessoalmente.

Já a Festa Fetish Club contou com um número menos expressivo de pessoas, mas em compensação as plays rolaram desde o começo. A anfitriã e aniversariante Rainha Afrodite já foi colocando todo mundo no clima, e ora chicoteava um, ora pisava noutro, ou pedia para chicotear um terceiro. Foi nesse dia que percebi que ainda não posso ser pisado, não estou curado da costela (mas também liguei o foda-se quanto a isso, se doer não faço, se não doer faço e se quebrar quebrou).  Contudo o que realmente me incomodou nessa festa foi o fato de que as pessoas que bebiam lá no meio da rua e estavam sendo atendidas pelo garçom do nosso bar (e que nada tinha a ver com o BDSM), entravam para usar o banheiro no nosso espaço e viam todas a plays rolando ao vivo e a cores de pertinho. Mas não aconteceu nenhum problema ou constrangimento quanto a isso, e a festa foi sim muito boa.  O que vale ressaltar é a coragem dessa turma que por conta própria vem realizando eventos, juntando gente e, sem ganhar um tostão que seja, botando a cara na reta e prestigiando o fetiche e o BDSM. Vocês estão de parabéns, sempre que puder estarei com vocês.  
 
Ps. Em relação a festa fechada na Barra da Tijuca, só posso dizer uma coisa: Está em discussão a proposta de termos uma festa temática de uma prática totalmente diferente das já praticadas nos eventos abertos ao público, prática essa que poucos assumem que gostam, quase ninguém já fez, mas que pelo que percebo, temos um público seleto para isso.