16.4.17

Ta de pé? - Ata



Quando vejo a Rainha Lothus recomeçar do zero um projeto fetichista, sabendo que uma das festas mais famosas do Brasil é dela (afinal a Exótic chegou a ser uma recordista de público), eu não consigo deixar de fazer uma associação com a do músico que abandona uma banda de rock famosíssima e vai tentar a carreira solo, recomeçando do nada, e com um som muito parecido ao da sua ex banda, mas com um público bem mais limitado (pelo menos no complicado começo rumo ao sucesso), com a finalidade de mudar de ares, de fazer diferente, com ideias novas. Lothus aparentemente deixou de lado a ambiciosa e sempre aguardada Festa Exótic, abriu mão de conhecidos points da noite carioca, como o Castle of Vibe e o Espaço Marum, para se renovar no desconhecido La Carmelita, um sobradinho fofo no comecinho da Rua do Resende na Lapa, em um encontro com pessoas que começam a se reencontrar ou mesmo a se conhecer, de um grupo que ela criou no WhatsApp cujo alvitre inicial é uma abordagem maior a podolatria e a supremacia feminina.  O “Tá de Pé” ainda é recém-nascido e pouco divulgado, foram apenas dois encontros, com um público ainda em crescimento, onde nos divertimos, contamos piadas, tomamos cerveja e praticamos nossa encantadora prática de podolatria. O espaço, apesar de ainda ser desconhecido ao público do BDSM, é perfeito para as plays, já que é de pouca iluminação, tendo propositalmente um designer underground, e um estiloso palco no meio salão para brincarmos do que bem entendermos. Sem esquecer que se trará daqueles antigos casarões neoclássicos da Lapa, da época colonial, e que atualmente são usados para inúmeras finalidades, como por exemplo, comércio, religião, moradia e eventos BDSM, com janelas altas que parecem portas, onde os fumantes encontram o espaço ideal para curtir seus cigarrinhos. E é ali que o “Ta de Pé”  começa a dar seus primeiros passinhos, com uma trilha sonora de Jazz e uma vontade danada de crescer. Rainha Lothus mais uma vez se renova na busca do novo, e se posso dizer que em algum momento se repete, é na vontade de levar o fetiche mais longe, a novos públicos e a novas vertentes, e confio nela demais nesses quesitos, estamos juntos há décadas em diferentes vibes, sempre nos aventurando com o BDSM em distintos públicos, e sempre nos surpreendendo.
O Primeiro encontro aconteceu no mês passado, no dia 06 de março, e assim como o segundo, se deu numa segunda-feira. Os presentes ficaram reunidos em mesas que foram unidas no centro da grande sala, e nelas aconteceram as cenas de adoração aos pés das Rainhas presentes. Eu me arrisquei um pouco mais e fiz um duplo trample com a anfitriã Lotus e sua linda e delicada irmãzinha. Vocês leitores podos, já foram pisados por duas irmãs ao mesmo tempo? É uma experiência diferente, pois você sabe da cumplicidade, do amor e do carinho que as Deusas que estão em cima de você nutrem uma pela outra, sabe que ali existe uma bagagem de vida inteira, uma estrada única que foi traçada há muitos anos, e que no presente momento estão novamente juntinhas, lado a lado, com único propósito de te pisar. Lembro que as duas subiram de sandália de salto, e enquanto uma esmagava meu rosto com as pontas dos pés, a outra espezinhava meu peito e minha barriga com força, deixando as marcas dos saltos.

O Segundo encontro se deu nessa última segunda-feira, marquei já uma concentração com os parceiros Fiori, Lilith e Juju, mas só o primeiro pode comparecer (não parece não, mas segunda-feira é um dia bem difícil, e o horário também não ajuda, visto que seu começo se dá as vinte horas, ou seja, ou a pessoas já tem que estar a caminho de casa, ou já estão em casa sem condições de ir até o Centro da Cidade para o encontro).  Contudo, o barzinho da esquina onde fiz a concentração é perfeito! Cerveja Gelada, pasteizinhos deliciosos e um torresmo de dar água na boca, além de ter mesas sempre disponíveis e um bom atendimento. O lugar é Bar do Pedro, vale a publicidade!
Já no La Carmelita, com um público bem maior que o antecedente, pude reencontrar o famoso Jack Bauer, moderador do grupo na rede social e autointitulado “protetor das Rainhas”, e escravo Real da anfitriã, ele se deliciou aos pés da Lothus, além de no final da noite ter levado dezenas de fortes chicotadas. Rainha Drika também teve seus pés adorados por alguns podos. Rolou um trample da Lothus com um sub que não me recordo o nome, e Marley beijou os pés de todas as Rainhas que pôde e ainda perturbou as garçonetes querendo os pés delas. Por falar nas atendentes, achei elas incríveis, pude extravasar meu conhecimento de cinema e falamos por mais de uma hora sobre os vários períodos e movimentos da sétima arte. Uma delas era Fã de Jean-Luc Godard e podemos discutir bastante desde o Nouvelle Vague até o cinema assistido, foi prazerosíssimo!Tivemos também a honrosa presença do Mestre Fidel.
Depois chegou a irmãzinha da Lothus dizendo que não queria dar os pés pois estaria com um baita de um chulé, já que estava desde cedinho com os pezinhos quentes dentro dos sapatinhos pretos. Claro que insisti para dar pelo menos uma cheiradinha! E ela com um carinha de malvada e sexy ao mesmo tempo, foi desatando as fivelinhas dos sapatos e me olhando como quem diz “Tá né, já que pediu vai ter que cheirar! ”, e assim se descalçou e levantou ambos os pés na direção do meu rosto, me ajoelhei e juntei seus dez dedinhos em frente ao meu nariz, inalando o cheirinho suave daquele par de pezinho macio e perfeito.   Pena que era uma segunda-feira e eu tive que ir embora cedinho, mas o encontro continuou até meia-noite, com mais adorações e cheiradas nos pés da irmã da Lothus. Agora é aguardar a data do próximo e desejar sucesso a esse novo projeto fetichista da minha maninha Lothus, porque só quem tem a ganhar é a gente! Tá de pé?

13.4.17

Chopp Podo Clube ed. de Aniversário - Ata



Confesso que quando virei a esquina da Rua do Mercado com a Rua do Ouvidor, e me deparei com aquelas quatro ou cinco mesas cheias de integrantes fetichistas, todos participando da tradicional concentração, bebendo, conversando fetiches, e se preparando para entrar na festa assim que desse a hora das portas se abrirem, pensei na mesma hora: Esse evento veio para ficar, e vão ter que engolir uma festa mensal ou bimestral, com um público fantástico, voltada quase que exclusivamente para práticas derivadas da marginalizada e perseguida podolatria. Ao me referir a este fetiche em específico desta forma, não estou sendo propositalmente pejorativo com umas das práticas que mais me motivam nesse ilimitado mundo do BDSM, mas impossível me referir de outra forma a todos aqueles que veem os podos como a plebe do movimento BDSM. E olha que isso vem lá desde os primórdios das festas cariocas (sejam elas abertas ou fechadas ao grande público), e se mantem até os dias atuais em eventos organizados até mesmo por pessoas adeptas a podolatria e que tentam limitar essa prática nas suas respectivas cerimônias. E não precisamos ser muito experientes e sagazes para percebermos que, se existiram festas grandes e lucrativas em todos esses anos de movimento, foi graça aos podos chatos e babões que sempre compareceram e pagaram o preço do ingresso para poderem realizar a tara tão desejada e recriminada dentro e fora dos padrões sadomasôs, ou seja, a de beijar, cheirar e ter contato com essa linda perfeição criada por Deus em um momento de pura inspiração, os pés femininos. E essa ata, é em homenagem a todos os podos, chatos ou não, que, perturbando ou não, tímidos ou extrovertidos, ajudaram a nos fazer chegar a esse momento, o marco divisor de águas entre um simples chopinho pós trabalho, e uma grande festa fetichista voltada para a podolatria. Vida longa à FESTA PODO CLUBE!

Mas voltemos a mesa, ou seja, as várias mesas juntadas no segundo quarteirão da Rua do Ouvidor onde tínhamos um grupo seleto de fetichistas bebendo cervejas. Estavam ali representadas todas as gerações. Deveríamos ter batido uma foto, dessas que imortalizariam tal momento, já que tínhamos Tonhão e Carpete nas primeiras cadeiras, seguidos de um bando de Rainhas relativamente novatas (todas lindas, sem exceção), e logo a seguir o companheiro Chuck Norris com sua esposa, Rainha Frigga, Rainha Índia GG, Rainha Demônia, Mal Podo, Branca de Neve, Sharon, Tontom, eu e o anfitrião Régulus. E de pé, tomando cerveja, rodeando a mesa por falta de lugar, nada menos que Mário, Rainha Lindinha, Rainha Alma, Rainha Fada, Fagundes e BB Karioca. Fora a outra turma, jurássica ou não, que chegou quando a festa já havia começado. Pensei, caralho?! Como esse cara conseguiu reunir essa turma? Régulus é o Tite do BDSM, daqui há uns meses ninguém lúcido da cabeça vai querer estar de fora dessa seleção. Mas o sucesso é relativamente simples de se explicar, o rapaz teve a sagacidade de usar da tecnologia das redes sociais para criar e administrar distintos grupos que agregam pessoas cujos desejos e fantasias são parecidos, e apenas as épocas são diferentes. O Dino é um grupo criado já há alguns anos com membros que, de uma forma ou de outra, contribuíram para a formação e o sucesso das festas fetichistas que tiveram seu auge no final de século passado, e que atualmente mantêm uma amizade, seja ela virtual ou física.  Já o grupo que leva um nome parecido com o do evento, é mais voltado para o público jovem – me refiro aqui a idade participativa em eventos, e não a idade da pessoa propriamente dita – uma galera que pretende se adentrar ao meio de forma segura e prazerosa. E Régulus vem fazendo isso de forma cuidadosa e respeitosa, moderando com a devida cautela e tentando da melhor maneira possível não arrumar problemas com outros organizadores concorrentes. E sabemos que o ego e a concorrência são os eternos fatores que só fazem desagregar um movimento que, por si só, já é pouco unido.  E a prudência é percebida tanto na esfera pessoal como na virtual, fica claro a estima com que o moderador reverencia à galera que está no meio há mais tempo, e também quanto aos cuidados para que os novatos conheçam e respeitem as regras, tanto as tradicionais SSC, quando as criadas internamente para o bom convívio de grupos virtuais e o respeito a intimidade alheia.

Entramos todos juntos para a festa assim que a porta foi aberta. Quero que as Rainhas e os podos novatos me perdoem por não postar seus devidos apelidos aqui, mas foram tantas as pessoas novas que conheci, que os nomes se confundem na minha cabeça, e não quero errar ao discorrer sobre as plays.
Logo que cheguei massageei os pés da bela Rainha Daniele, e ao redor já aconteciam as primeiras adorações. Chuck Norris estava com sua bela esposa, e essa já foi tirando a sandalinha para exibir para todos os seus belos pés. Não resisti ao momento em que vi as solas viradas para mim sobre as pernas do marido, e lá fui me ajoelhar e cheiras aquelas apetitosas maravilhas. Rainha Fada veio me falar que precisava me pisar logo, já que depois fico destruído e começo e negar trample. Aceitei feliz da vida, Rainha Fada me conhece há vários anos e temos uma conexão incrível nessa prática. Ele pisa como se estivesse esmagando uvas, firme, com vontade e em todos os pontos do corpo, da canela a cabeça. Mesmo eu pedindo para que não pulasse, para não sentir dor nas costelas logo no começo do evento, não teve jeito, ela se abaixou, perguntou se podia dar um pulinho e eu não resistindo ao momento, disse que podia dar quantos quisessem, e assim ela fez.  Foi perfeito! E quando falo em Fada, lembro do seu marido e meu amigo Gaúcho, que infelizmente está fora do estado e não pode acompanha-la. Mal terminei de ser pisado pela Fada, e tive que deitar novamente no pequeno palco no cantinho do salão para um duplo trample com as sensacionais Rainhas Ana e Lavínia, que me pisaram como quiseram, com medo sim de pular, mas colocando o peso onde bem queriam, com seus deliciosos pés esmagando cada centímetro do meu corpo.  Rainha Lavínia ainda fez uma linda play com BB Karioca, e se não me falha a memória com chutes, tapas e pisadas. Quem estava mais feliz que pinto no lixo era o jurássico Carpete, que se deitou aos pés de um banco onde várias Rainhas o usaram como encosto de pés. Ali, largado, Carpete passava as mãos, cheirava e lambia os pés e os sapatos de provocativas Deusas, que ora subiam com todo o peso em seu corpo, ora o esmagavam sua mão e seus dedos só por maldade. Tonhão, outro jurássico, se esbaldou aos pés das Rainhas, recebi uma foto no meu celular dele literalmente hipnotizado enquanto passava a língua na sola de um perfeito pé de alguma mulher. Um dos tramples mais perfeitos que fiz foi com a Rainha Vivi tendo a Rainha Lindinha como coordenadora, e que coordenadora malvada. Rainha Vivi subiu com vontade pisando onde queria, e Rainha lindinha dava umas dicas de crueldade que eram apreciadas e postas em práticas pela Rainha Vivi, tipo: “sobe no rosto com um pé só colocando todo o peso”, “ Pula na barriga”, “esmaga os antebraços” ... e por aí foi! Saí completamente realizado, e destruído. Logos após isso fui fazer o tão esperado trample com minha antiga e eterna amiga Rainha Alma. Acho que a decepcionei. Há muito tempo que não fazíamos play juntos e ela é dos áureos tempos em que eu aguentava de tudo, inclusive duas ou três mulheres pulando em cima de mim ao mesmo tempo de salto fino. Atualmente não aguento sequer uma caminhadinha em cima com a mulher de salto alto, e Rainha Alma só curte pisar calçada. Até tentei, mas não aguentei quase nada, e ela, amiga paciente que é, retirou os sapatos e caminhou descalça, dando alguns baixos pulinhos. Mas mesmo assim não aguentei muito tempo, tinha acabado de fazer um trample hard e minha costela já estava pedindo STOP. Lamento não ter sido o que ela queria, o respeito e o carinho que tenho por ela me diz que ela merecia muito mais. Fica para a próxima.  Fui tentar dar um tempo nos tramples para ver se me recuperava e saí a procura de pés para massagear. Lembro de ter massageado os pés de uma gatinha incrivelmente linda, acho que Rainha Ju, que logo que tirou os pés do sapatinho foi rodeada de podos querendo tirar uma casquinha. Fiz minha massagem e deixei que os felizardos se deliciassem. Depois massageei os pés da não menos bela Rainha Anita Mello, um pezinho formoso e macio. Voltei para o trample e fui pisado pela minha antiga amiga Marcia Bjork, que me pisou com delicadeza e carinho, a meu pedido, é claro! Porque sei que por ela a destruição seria certa (adoro). Massageei os pés da Rainha Kayser, divinos!  E fiz mais dois tramples antes de ir embora, um com a Rainha Ananda e outro bem de levinho, pois eu já estava cheio de dor, com a adorada Sra.Targino, cujos pés são tão bonitos que dá vontade de não sair mais debaixo. A festa teve vários outros momentos, como Carlos sendo arrastado pela coleira por uma Deusa, Rainha Lindinha dominando, passando os pés no rosto e sentando em cima de uma bela menina, tudo isso enquanto pisava ao mesmo tempo no braço de Chuck Norris, e Rainha Frigga esbanjando sensualidade com seus maravilhosos pés. Teve ainda crush de chocolate com homens comendo aos pés das Rainhas e muito mais.

Foi muito bom rever essa turma que estava há anos sem dar as caras, abraçar o meu amigo Carpete, o Chuck Norris a Fada e a Alma, nostálgico! E agradeço ao Régulus por nos proporcionar tais momentos tão agradáveis! A festa foi uma delícia, incrível em vários sentidos. Agradeço também a todas, absolutamente todas as mulheres presentes, pelo eterno carinho com que me tratam. Ao Carlos, pelo caríssimo combo de Red Label com Redbull que liberou de boa para quem quisesse chegar e beber, e pela confiança que sempre me depositou. Ao Tontom pela companhia no retorno para casa, e a todos vocês que acompanham, divulgam ou criticam esse blog. Estamos a guardando a data da próxima Festa Podo Clube com ansiedade!

3.4.17

Primeira quinzena - Dois Eventos



Meus amigos fetichistas,
Nessa primeira quinzena do mês de abril, teremos dois importantes eventos na cidade maravilhosa, vejamos:


Neste sábado, dia 08/04, a partir das 23 horas, no Klandestino Bar, localizado na Rua do Mercado n°25 – Praça XV , teremos o “Chopp Podo Clube” Edição especial de aniversário! As atrações são inúmeras, entre ela: Dose Dupla de Caipirinha de 0h à 1h30, Cozinha com vários aperitivos, Promoção de Brahma Extra a noite toda, #PodoClubeOficial no telão, Sorteio de um lindo Kit PodoCare exclusivo para uma Musa Feet , além de  uma boa conversa e uma boa prática daquilo que mais gostamos: podolatria, trample e dominação.
Mulheres R$25 (até 0h/Lista Amiga R$15)
Homens R$50 (Lista Amiga R$40)


Nesta segunda-feira, dia 10/04, a partir das 20 horas, na La Carmelita, localizado na rua do Resende n° 14 – Lapa, teremos o segundo encontro “Tá de pé”, encontro oficial do grupo do WhatsApp  “Podólatras BR”, cujo local será totalmente reservado para o evento, tendo espaço para adorações e performances fetichistas, e o valor da entrada é de somente cinco reais (R$ 5,00), e será aberto a todo público BDSM e fetichista. 

Conto com vocês em ambos os eventos, nosso fetiche nos chama!