24.7.14

Exótic - Medieval Torture - Ata



Em primeiro lugar gostaria de dar os parabéns a todos os leitores desse blog pelo dia de hoje, uma data muito importante, dia 24/07, dia internacional de BDSM. Pra falar a verdade eu não me acho muito incluso nesse meio, sou fetichista, podólatra, e o trample apesar de ser uma prática um tanto sadomasô me atrai por ser feito exclusivamente por essa parte do corpo que tanto me fascina, o pé! Claro que gosto do jogo de sensualidade que pode ocorrer antes, durante e depois de cada trample, e principalmente da visão da mulher poderosa em cima de mim, de suas solas caminhando sobre o meu corpo, o seu olhar de desprezo, a minha fragilidade ao chão sem poder me mexer diante a Deusa; ou seja, me atrai tudo que se possa imaginar e se desenvolver nesse clima que transmite vulnerabilidade e poder. Tem BDSM aí? Dever ter um pouco. É que quando digo que não me incluo muito ao gênero quero dizer que levo meu fetiche de modo tão light que sigo apenas o limite do meu prazer e o da pessoa que no momento participa dele comigo. Não o levo tão a sério! Eu até curto brincar com ele, é minha diversão e meu tesão ao mesmo tempo. Por isso que adoro as festas abertas, já que juntam tudo isso com amplas possibilidades. Não gosto de estudos sobre o tema, filosofias, psicanálises, longas explanações de pseudo-intelectuais sobre o tema em uma mesa de bar. Respeito, mas acho um saco! Acho a liturgia importante, os costumes, as regras objetivas do SSC ou mesmo subjetivas acordadas por determinado casal, ou o lado 24 por 7 que tanto se fala. Mas sou meio desleixado com tudo, comigo o prazer logo toma a frente da situação e me entrego o quanto posso ao momento, e é isso que me faz um podólatra feliz. Contudo, hoje é o dia! Então, você que gosta de um puxão de cabelo com mais força, ou gosta de simplesmente lamber a sola dos pés da sua esposa durante a penetração, sinta-se homenageado um pouco também, assim como eu me sinto, pelo menos um bocadinho. Feliz dia internacional de BDSM!

Agora a festa! Oh, Eu tinha medo da Exòtic não se adaptar a casa, ou da casa não se adaptar a Exòtic, sei lá. O espaço, como eu já disse em outras atas, é completamente diferente dos outros que já recebeu a festa, e não tem aquele fumódromo enorme lotado de mesas que tinha na Marun, onde o pessoal batia papo e se mantinha um pouco afastado da boate propriamente dita. Mas graças a Deus a adaptação foi perfeita e a festa foi ótima (achei umas das melhores dos últimos meses), era entrar e se sentir na boa e velha Exòtic: a começar por uma corda que descia do teto e que terminava em um bambolê, útil tanto para sessões de Spanking como para apoio para trample. Serviu até de balanço para algumas Deusas brincarem e para uma linda apresentação meio acrobática (depois falo disso).
Marquei a concentração lá no bar Sinucas da Lapa, como fiz das outras vezes, só que sexta-feira aquilo fica absolutamente lotado, cheguei lá quase dez da noite e não tinha uma mesa sequer, então fomos parar em uma lanchonete logo abaixo do Castle Of Vibe, onde tem latão de antártica por cinco reais e um monte de tira-gosto legal. O único problema continua sendo mesa pra sentar, nessa lanchonete tem um balcão pequeno e duas mesas que mal cabem uma cadeira em cada um dos lados. Mas como fica bem ao lado da entrada da festa o pessoal acaba ficando em pé ali pela frente e cumprimentando os que já vão chegando e entrando na fila. Ah, a fila! Que saco ter que se “cadastrar” não é mesmo? “Como é seu nome? Heim? Quaternado? Isso não é seu nome de verdade não é?” AFF!
Mas fora esse deslize achei o pessoal da casa simpaticíssimo, colaboradores de alto nível. Eu já tinha percebido isso na festa do Júlio, e agora confirmei de vez!
Ainda durante a concentração fui resolver um problema sobre o barman e me puseram pra trabalhar, tive que levar um monte de cadeira do segundo pro terceiro andar. Foi bom que deu pra dar uma espiada e uma opinada na distribuição de mesas que a anfitriã Lotos idealizou, e tudo ficou muito bem montadinho. Levei duas chibatadas nas costas ainda na tal concentração, quem bateu foi minha linda Deusa Camille Dame, e como doeu! Subimos todos pra festa!

Já estava bem cheia quando entramos, e já vi plays por toda à parte. Lembro da poderosa Rainha Sibele fazendo um podo lamber as solas de seus pés, e de um belo trample da Sexy Lady com algum sub que não me lembro agora quem era. O trample foi bacana porque ela toda hora levantava as solas e pisava somente com os dedinhos, feito bailarina, depois descia o peso rapidamente para os calcanhares, como se relaxasse da posição anterior.
Quando subi pro terceiro piso percebi que era ali que o coro estava comendo de verdade! Rolava duas plays de Spanking ao mesmo tempo, um casal eu já conhecia de vista de outras festas, mas o outro eu não conhecia. O chicote era usado com força e vontade. Do lado de dentro da salinha rolava tipo que uma festa à parte, o pessoal bebia, conversava e praticavam algumas brincadeirinhas. Camille Dame tinha os dois belos pés adorados por um podo que se dedicava a lamber cada trechinho deles, e eu enquanto via e escrevia essa cena na minha folha de papel era pisado pela Senhora Lúcia de salto, que para se apoiar se segurava na Rainha Sapphire que também pisava com suas delicadas solinhas em minhas mãos. Tudo isso num pequeno espaço físico.
Depois foi a fez da Quimera me pisar bastante, foi um trample perfeito, ela sabe fazer. Pisa firme e sua postura é sempre autoritária. Caminhou por todo o meu corpo enquanto se apoiava no tal bambolê, às vezes dava alguns fortes pulos! Foi perfeito! Como meu brother Fernandez não estava lá (fez falta), aproveito aqui para agradecer pela play. Um beijo no casal.
No meio da festa houve uma interrupção na música para Carlos fazer seu Stand up. Um pouco antes disso ele havia me dito para colocar uma roupa dessas de Látex (ou Vinil?) que me cobriu da cabeça aos pés e que dificultava muito a respiração. Como prêmio ele me prometeu que quando acabasse o show mulheres viriam me pisar em sintonia com uma das piadas sobre futebol que ele contaria. Então fui lá, pus a roupa e desci feito uma múmia para acompanhar o Stand UP do Carlos.  Eu não conseguia nem respirar direito, que dirá rir de suas boas piadas com aquela roupa que me cobria todo. E no final, ele encerra o show e se esquece de mim, ali do lado, todo mumificado! Mas valeu a pena, o show foi muito legal, apesar de eu não ter ganhado as pisadas prometidas!
Logos após isso, uma linda gata, bem produzida, fez uma bela cena de acrobacia no bambolê. Na verdade foi uma mistura de dança com acrobacias. Bem legal mesmo.
Fiz mais uns bons tramples, mas não me lembro com quem, já estava pra lá de Bagdá!
Lembro da Rainha Jade sentada em cima de alguém e tendo os pés beijado por um outro alguém, numa linda cena de podolatria e submissão, também a vi fazendo trample num sub feliz. Assisti um spanking entre mulheres e uma linda play com Velas. E finalmente meu amigo Mário reapareceu depois de uns meses sumidos, só não lembro se fez alguma play.
Saí de lá quase 5 horas da manhã, e a festa ainda bombava com muitas performances. Para saber mais, vejam as fotos na página da Exótic no Facebook.
Parabéns a minha irmã lótus pela ótima festa, a casa funcionou!
Beijos em todos vocês! Obrigado pelo carinho de sempre!

"Respeite as regras. Então jogue todas fora. Pela primeira vez, você atinge a liberdade." (Bashô) 

14.7.14

Exótic em Casa Nova! Sexta-feira!




Amigos e amigas fetichistas,

É com muita felicidade que convido todos vocês para uma reestréia fetichista na cidade maravilhosa, a nossa tradicional festa exótica está em casa nova: "Exòtik Fetish Fest – Medieval Torture". O evento será na próxima sexta-feira, dia 18 de julho, a partir das 23 horas no Castle Of Vibe, localizado na Avenida Gomes Freire 814, Lapa, Rio de Janeiro.

Venha se divertir nessa grande festa fetichista, onde teremos um excelente espaço liberado para qualquer
prática feichista: Trample, adoração de pés, Spanking, Torturas de todo o tipo, Poney Boy, Velas, Voyerismo, Shibari, Dog Play, Cross Dresser, Bondage, CBT, Suspensão, e muito mais. Muita gente bonita já confirmou presença.
A lapa, berço da Boemia carioca é novamente escolhoda para abrigar essa grande festa, o local é super discreto e seguro. Teremos o DJ Finno tocando a noite som dos anos 80, Eletro Pop, House, Tribal e muito Rock'n'Roll , além de vários filmes BDSM e fetichistas selecionados por mim e pelo experiente VJ Mário Tapete.
Haverá ainda Fetish Shows, variadas performances de BDSM, estande de acessórios, sorteio de brindes e muito mais...

Ingressos no local:
Homens 50 Reais (Com nome na lista pagam somente 40 Reais)
Mulheres 30 Reais (com nome na lista pagam somente 15 Reais)
C. D. 30 Reais (a noite toda)

Lista amiga: Existem três o opções para colocar seu nome na lista e arranjar o desconto:
1-     Colocando o nome na página do evento no Facebook
2-     Mandando um SMS com o seu nome para: 21 9 9784 6948
3-     Mandando um e-mail para mim até as 18 horas do dia da festa – quaternado@yahoo.com.br

Dress Code (opcional) : All Black, Fetish, Couro, Latex, Lingerie, Vinil, Style Sexy, Goth e Zentai

Informações: 21 9 9784 6948    
Lótus Produções Fet
* Proibido fotografar
* Sujeito à lotação e alteração sem aviso prévio.
* Classificação etária 18 anos

Ps. Faremos nossa tradicional concentração a partir das 22 horas no bar Sinucas da Lapa (Rua Riachuelo 44 - Lapa), bem próximo ao local da festa. Chegue mais cedo e comece a se envolver antes.

Fetish Lab - Game of Torture - Ata



Brasil ter perdido pra Alemanha influenciou diretamente na minha vida fetichista. Se tivéssemos vencido, a gente teria ido pra final, o jogo seria no domingo e eu estaria no maior pique do mundo na noite de sábado, chegaria no Fetish Lab com a maior vontade de beber todas e ainda curtiria uma Lapa num momento único de provocação com os milhares de Argentinos que lá estavam. Todavia, levamos aquela porrada de 7 X 1 dos alemães e o jogo de disputa de terceiro lugar da copa foi sábado, ou seja mesmo dia da festa, isso quer dizer que comecei a comemorar a derrota do Brasil pelos holandeses às 17 horas (eu já sabia que íamos perder), e não parei mais de beber. Depois fiz uma concentração maneira no bar “Sinucas da Lapa”, e lá estiveram comigo pessoas que amo como Rainha Camille Dame, Rainha Jade, Pépe, Fulana, Poney, e um podo que pela primeira vez conheceu nossa galera fetichista. Bebi todas!  Rasguei feio o dedo enquanto cortava um hambúrguer no meio (faca afiada da porra), e sangrou muito, o pessoal me fez enfiar o dedo cortado dentro de uma garrafa de álcool, doeu horrores, foi minha primeira play da noite! Depois chegamos na Rua do “Castle of Vibe, paramos em um estiloso bar bem próximo à entrada da casa, e ficamos bebendo e assistido a fila de entrada diminuir, entramos eu, Pépe e Fulana, o restante da turma preferiu continuar a beber no barzinho em questão.

Quando entrei a casa ainda não estava cheia, mas a saleta lá de cima, onde o povo do BDSM escolheu para sempre se reunir, já estava ficando apertada. Uma turma de umas dez pessoas formou um circulo e lá conversavam animadamente, do outro lado da mesma sala outras pessoas se acomodavam como podiam para arrumar seu espaço. Tenho pra mim que o principal motivo dessa sala ser tão disputada é o fato de ter lugar para sentar e pouco barulho de música. Esse espaço se equivale a aquela área dos fumantes do espaço Marum, só que dez vezes menor. Como daqui pra frente duas festas vão acontecer nessa nova casa, eu acho feliz a idéia de disponibilizarem mais mesas e cadeiras para os frequentadores, pois além de eu conhecer gente que não gostou de lá pela falta de lugar pra sentar, eu senti uma tremenda dificuldade em massagear os pés de duas Rainhas que me solicitaram isso, já que não tinha lugar pra elas ficarem relaxadas.

Nessa saletinha apertada rolou meu primeiro e único trample da noite: Eu estava sentado de pernas cruzadas e minha grande amiga Pépe começou a brincar de pisar na minha perna, e assim foi subindo com todo o peso nas minhas coxas, meu corpo foi escorregando pra trás na medida em que ela subia. Quando eu já estava totalmente deitado, ela calçada, me pisou e caminhou na minha barriga e no meu peito.
Do lado de fora da saletinha, no ambiente reservado para as plays, as coisas já estavam começando a esquentar: duas mulheres usavam uma espécie de apoiador preso a uma corda que se estendia desde o teto, e ali rolava uma espécie de bondage, bem próximo uma outra mulher dava pequenas e rápidas chicotadas nas nádegas de outra. Reencontrei a linda Rainha Lilith Malveillants, quem não se lembra? Uma Rainha malvada de pés absurdamente lindos e que já freqüentou muitas vezes nossos eventos. Logo de cara ela me pediu que massageasse e lambesse a sola dos seus pés, arrumamos um cantinho na saletinha da galera amiga, tirei suas botas e meias pretas e comecei uma longa e deliciosa massagem em seus pés, de vez em quando rolava umas lambidas e umas cheiradas também. Prometi a ela um trample, mas fiquei devendo.
Também reencontrei a belíssima Elizabeth, que também estava um pouco sumida. Essa me lembrou que já fui tapete dela em outras ocasiões. Ela praticamente me encoleirou quando me viu. Pediu logo que eu lhe fizesse uma massagem nos pés, mas não havia lugar, então sentei no chão e pensei em começar o trabalho com ela de pé mesmo, quando de repente alguém surge e coloca uma cadeira encostada em uma das paredes. Nem perdi tempo e levei a gata pra lá. Tirei suas sandálias e comecei e lamber e massagear aquelas solas incríveis. De repente me aparece a Cind e diz “a cadeira é minha heim, só deixei porque é você heim Quaquá”. Agradeço aqui a Cind por me emprestar por um tempinho sua cadeira, me quebrou um galho. E continuando, Elizabeth me pediu um trample, mas ali estava bastante cheio, além da cadeira da Cind chegou uma espécie de cruz que estava sendo montada por um monte de gente, não tinha espaço no chão, falei que depois fazíamos mas infelizmente não aconteceu, em compensação fiz uma boa massagem nas suas costas. Minha amiga Cind estava linda fazendo uma play com velas em duas meninas, formou um grande grupo ao seu redor para assistir.
Quando finalmente montaram a tal cruz, rolaram várias plays de Spanking nela. Pra começar duas gatas se chicotearam, acho que foi mais pra testar o equipamento do que por outra coisa, depois um cara foi chicoteado por uma morena fofinha. Eu não conhecia nenhum desses que estavam por ali brincando, meus parceiros do BDSM ainda estavam na tal saletinha, e não presenciei nenhuma play por lá, pois fui embora por volta das três da manhã já que estava mortinho da Silva. Com certeza mais tarde deve ter rolado algumas coisas bem legais protagonizadas pela minha turma querida. Ainda tomei uma saideira no botequim com a galera que não havia subido pra festa. Agradeço imensamente ao Poney e Jade pela carona.

Agradeço ao Júlio pela grande festa e espero ansiosamente por outras.

Um beijo em todos vocês!

7.7.14

Fetish Lab - Game of Torture! - Sábado!



Meus amigos fetichistas,

Com muitas novidades e querendo mais uma vez surpreender, chega até vocês à esperada segunda edição da “FETISH LAB – Game Of Torture”, no novo espaço carioca para nossas práticas de BDSM, o Castle of Vibe. Mantendo a proposta de trazer a mais alta qualidade musical e de muita variedade em performances, esse novíssimo evento promete divulgar para um amplo público todas os prazeres das nossas noites fetichistas, enriquecendo e ampliando cada vez mais o BDSM  na nossa cidade.
A Fetish Lab vem também lotada de belas performances de trample, Shibari, Poney play, Bondage, Spanking, Velas e muito mais, tudo isso ao empolgante som fetichista de Dj DvogT ( DDK, Bazar Noir ) e Dj Ramonah ( Ferri Party, Um Drink no Inferno) com o que tem de melhor no Classic Rock, Industrial, Gothic e outros. Vá fantasiado e concorra a prêmios!!

Então anota aí, nessa Sábado 12 de julho, à partir das 23 horas, na Avenida Gomes Freira, 814 LapaFetish Labno Castle of Vibe!

Homem 30 Reais confirmando presença*, e 40 sem confirmação.
Mulher 20 Reais confirmando presença* ,  e 30 sem confirmação.

* Para confirmar presença e ter o desconto basta entrar na página da Fetish Lab no Facebook e clicar confirmando presença. Ou então mandar seu nome para esse e-mail: fetishlablista@gmail.com

Nos vemos no Sábado, muita novidade nos aguarda!

Ps. Faremos a tradicional concentração no barzinho pé sujo mais próximo do evento, chegarei por lá uma hora antes do começo da festa para já começar a biritar e aquecer com essa turma maravilhosa que sempre abre as noites de festas!

20.6.14

Fetish Lab - O Começo - Ata


Parte 1 – Uma Balada Músical e Fetichista

A proposta era essa, fazer uma festa com música de qualidade e temática inédita: uma boate em pleno coração do centro do Rio de Janeiro em que tribos representando minorias se identificassem em determinados aspectos e pudessem assim compartilhar uma noite sem preconceitos ou limites de censura, dosando em boa medida ousadia e novidade.
A DJ em um espaço muito bem bolado exatamente acima do bar mandava ondas sonoras que sacudiam os dois ambientes da casa, fazendo até mesmo o garçom dançar enquanto servia diferentes drinks. Cada um que chegava ia achando sua turma e arrumando algum cantinho da casa para curtir, Lola fez umas belas apresentações que pareciam começar do nada, e logo a bela modelo ficava rodeada de gente curiosa para saber o que rolaria de bom, e quem não estava atento não conseguia visualizar o espetáculo de tanta gente ao redor. Júlio era pinto no lixo purinho, apesar de comandar o evento conseguia arranjar tempo para excelentes tramples com as mais lindas gatas. Eu de vez em quando pegava uma carona com ele e me deitava para pegar uma rebarba nos pés dessas gatas, e conseguia muito trample legal nessas horas. Descobri que sou mais conhecido do que pensava, muita gente vinha falar comigo e eu não fazia idéia de quem era; não sei se eram pessoas da Miss Sexy cuja amizade eu devo ter feito num momento de muito álcool na cabeça, ou se são frequentadores de festas BDSM antigas que já não lembro mais. Só sei que conheço muita gente que não sabia que conhecia, acho que vou me candidatar ao legislativo municipal.
O “Castle OF Vibe”, é uma dessas casas imensas que no passado serviu de moradia para alguma família de classe média alta do centro da cidade, e como centenas de outras, teve seu espaço adaptado para algum tipo de comércio nos tempos atuais. É comum vermos pelas ruas do Centro casarões desse tipo que hoje funcionam como restaurantes, lojas de roupas, hotéis e boates. A Fetish Lab contou com um bonito espaço de dois andares, quase todo pintado de preto, cuja mobília e estrutura nos faz lembrar castelos europeus dos séculos XIV e XV. No primeiro andar (que na verdade seria o sobrado) tem-se a pista principal, o bar e um pequenino espaço em uma divisória elevada onde pratiquei uns bons tramples.
No segundo andar, o salão principal cede um pequeno espaço a uma confortável varanda fechada com alguns bancos, e onde rolava uma ótima massagem feita por um profissional num pequeno tatame. Nesse local ainda havia uma portinha que dava para um minúsculo espaço aberto onde os fumantes se exprimiam para tragar seus cigarrinhos.

Parte 2 – BDSM

O segundo andar da casa foi esquematizado para as plays – apesar de todas as que fiz terem sido no primeiro. Lá em cima era onde o spanking rolava solto, com muita cena bonita de dor e humilhação. Rainha Severa estava esplendorosa em todas as suas performances, presenciei duas cenas absolutamente fantásticas. Rainha Sapphire também estava ótima, consegui ver uma linda play de Spanking em um rapaz que se mostrou muito resistente. Por falar em resistência tinha um cara meio vampiro que foi um astro nas performances, apanhava e parecia não sentir. Severa deu-lhe várias chicotadas e ele fazia um “não” com a cabeça como quem diz, “tô tintindo nada”, depois uma outra gata pegou o chicote e também bateu muito, e ambas ficaram revezando até o cara realmente transparecer dor.
A linda Rainha Madeleine fez uma linda play com velas em outra gata, muito pingos, sensualidade pura.
A lindíssima Rainha Camille Dame fez uma das poucas cenas de podolatria que presenciei, esfregou suas rosadas solinhas no rosto de um rapaz feliz.

Júlio foi o que mais foi pisado na festa, toda hora ele ia pro chão, são tantas que nem da pra contar aqui. Gaúcho também fez boas plays, uma com Rainha Lindinha que até deslocou a grade de lugar enquanto pulava nele, mas que foi corretamente consertada. Rainha Sibele e Rainha Fada também pisaram muito nele.
Meus tramples foram todos perfeitos. Duas lindas gatas me pisaram dentro de um lindo espaço que parecia uma jaula, lembro que uma estava calçada com uma espécie de bota cujo material era meio aveludado e a outra descalça. Ambas eram novinhas, deviam ter uns 20 anos, e bem malvadinhas, e eu me sentia preso e indefeso com duas beldades me judiando (êta vida dura!). Depois Sibele me pisoteou todinho no meio do salão, a galera abriu espaço pra ver, juro que fiquei com medo da mulherada ao redor se empolgar e querer subir todas juntas. Foi ótimo, muito pulo da Rainha que se apoiava na parede para executar as manobras acrobáticas. Em um pequeno espacinho do segundo piso, onde havia umas mochilas estocadas, fiz um maravilhoso trample com outras duas gatas, mas eu já havia bebido tanto que nem lembro mais quem eram. Só sei que me pisaram com toda a vontade do mundo.
Saí de lá quase quatro da matina, e muita coisa ainda rolava.
Parabéns ao meu brother Júlio pelo ótimo evento. Diferente de tudo!
E anotem aí na agenda, a próxima Fetish Lab já tem dia marcado: 12 de Julho - Game of Torture - no mesmo castelo, na mesma hora. Não perca, a noite será nossa!

9.6.14

Fetish Lab - Estréia - Sexta-feira 13.



Meus amigos fetichistas,

Temos ótimas novidades na cidade maravilhosa! É com muito orgulho que convido todos vocês para a mais nova festa temática fetichista do Rio de Janeiro, a “FETISH LAB”, que também inaugura o novo espaço carioca para nossas práticas de BDSM, o Castle of Vibe. Com uma proposta de trazer a mais alta qualidade musical e de muita variedade em performances, esse novíssimo evento promete divulgar para um amplo público todas os prazeres das nossas noites fetichistas, enriquecendo e ampliando cada vez mais o BDSM da nossa cidade.

A Fetish Lab chega para sacudir, com apresentações especiais, entre elas a grande apresentação da Diva Mor LolaElse, em uma performance exuberante! Haverá ainda trample, Shibari, Poney play, Bondage, Spanking, Velas e muito mais, tudo isso ao empolgante som fetichista de Dj DvogT ( DDK, Bazar Noir ) e Dj Ramonah ( Ferri Party, Um Drink no Inferno) com o que tem de melhor no Classic Rock, Industrial, Gothic e outros. E ainda para completar, no Lounge Relax-O, MAC LOVE massageando e fazendo você esquecer as tensões do dia. E não acaba por aí, haverá sorteios de Feet Shots de tequila!

Então anota aí, nessa sexta-feira 13 de junho, à partir das 23 horas, na Avenida Gomes Freira, 814 LapaFetish Labno Castle of Vibe!

Homem 30 Reais confirmando presença*, e 40 sem confirmação.
Mulher 15 Reais confirmando presença* ,  e 20 sem confirmação.

* Para confirmar presença e ter o desconto basta entrar na página da Fetish Lab no Facebook e clicar confirmando presença. Ou então mandar seu nome para esse e-mail: fetishlablista@gmail.com

Nos vemos na sexta-feira, muita novidade nos aguarda!

Ps. Faremos a tradicional concentração no barzinho pé sujo mais próximo do evento, chegarei por lá uma hora antes do começo da festa para já começar a biritar e aquecer com essa turma maravilhosa que sempre abre as noites de festas!

8.6.14

Exòtic - Black Country - Ata



A festa Exòtic se despediu do Espaço Marum num breve comentário feito pela anfitriã Lótus um pouco antes de começar os tradicionais sorteios de brindes. Nem todos ouviram, uma grande parte do público estava do lado de fora, na área dos fumantes. Mas de um modo natural e rápido, foi dito que “está foi à última festa nesse local”. Lótus conseguiu um novo espaço para abrigar a Exòtic, “fenomenal” segundo ela. Ao que tudo indica a nova casa é muito mais adequada e estruturada para receber o nosso tipo de evento que essa atual, e como fica no coração da lapa – point eterno da boemia carioca – será mais acessível a grande maioria dos frequentadores. Em breve vocês saberão todos os mínimos detalhes desse novo local. Com o fim das festas no Marum se encerra mais uma vez uma longa parceria do BDSM com esse tradicional espaço na Rua do Catete, que outrora, nos anos de 1990, recebeu também a primeira festa fetichista do Rio, a “FetiXe”, da minha querida amiga Nefer. Bate uma pontinha de tristeza pelo fim da parceria, muita coisa boa ocorreu ali, muita história, tanto que dessa vez fui embora sem me despedir de quase ninguém, não queria dizer: “estaremos juntos agora na nova casa, essa já era”. Apesar de todos os problemas surgidos nos últimos meses, como, por exemplo, cobrarem o olho da cara para abrir o terceiro andar e outras coisinhas a mais, eu gostava daquele espaço, me sentia bem no chão daquele palco. Então despedida não é meu forte! Lugares, pessoas e momentos entram e saem da nossa vida em tremenda velocidade, gosto de lembrar apenas dos bons momentos, das curtições, das risadas, de tudo aquilo que foi extremamente importante e saudável naquele instante, naquele exato momento. O que passou, passou! e que venham novas emoções, outros prazeres em novas vivências. Vivemos de lembrança, não? O que seria de nós sem as melhores delas! As ruins que se apaguem sozinhas!

A contração se dividiu em duas mesas, uma comandada pela poderosa Senhora Lúcia, e a outra pelas Poderosas Rainhas Carol, Lindinha, Jade, Psique e Camille. Arrumamos as duas mesas do lado de fora do bar, lugar disputadíssimo que além de fresquinho permite que os fumantes se dêem ao prazer. O inconveniente foi a Pizza Margherita pedido pela Carol, que depois de uma espera de uma hora, veio à notícia de que a mesma fora queimada. As Rainhas dessa mesa entraram na festa com vontade de pizza, e lá dentro pediram que? PIZZA! Descobrimos que o espaço Marum serve a pior pizza do Rio de Janeiro, parece pão com manteiga derretida! Se deu bem a mesa da Sra. Lúcia com o deliciosos e conhecido frango à passarinho de sempre.

As performances demoraram um pouco a sair dessa vez. Eu estive muito gripado durante a semana, e ainda me recuperava de uma febre causada pela gripe, então estava bem longe dos meus 100% de força para o trample. E para onde eu olhava só via mulher malvada, dessas que destroem os tapetes humanos sem pena. Conversei com a Rainha Ellen e expliquei minha situação, ela como boa Rainha me disse que pegaria leve, e assim fomos pro espaço das plays. Tirei seus dois scarpins e tive o privilégio de sentir o cheirinho de sua fenomenal, perfeita e deliciosa sola. Dei um beijinho, uma espécie de selinho, em cada uma delas. Depois me deitei e Ellen subiu com firmeza, começando a dançar de forma sensual em cima do meu corpo, contudo com pisadas firmes incertas em seu destino: ora os pés esmagavam meu tórax, ora a barriga e a região da cintura. Pulos foram apenas cinco, mas o suficiente pra fazer pedir água e agradecer a dádiva de estar por algum tempo embaixo dessa bela Rainha.
Depois disso, e como sempre acontece, começaram a rolar performances por todos os cantos, a maioria de podolatria. Assisti os pés da Linda Branca de Neve serem chupados e adorados por dois caras, um alto que sempre vejo e não sei o nome, e o nosso eterno brother Tarantino, sempre presente aos pés da melhores gatas da noite.
No palco duas sensacionais performances: Rainha Lindinha detonava um tapete (na vi bem quem era) e Psique fazia um lindíssimo trample do Nelson. Por falar no nosso Iron Man, quero abrir um parêntese rapidinho para dizer da minha tristeza ao saber que esse nosso grande amigo e parceiro das primeiras festas fetichistas do país, vai morar fora do Brasil, vai se mandar e nos deixar um vazio tremendo. Nelson é um desses amigos que fiz em festa que mais admiro, dono de um caráter e uma dignidade irrepreensível. Espero que essa figura maravilhosa sempre nos visite, sempre apareça, para que possamos babar nas suas plays da mais alta qualidade. Vai fazer falta!

Do lado de fora do salão, ou seja, na área dos fumantes, Rainha Severa e Rainha Adaga aplicaram uma linda surra no escravo sinistro, foram vários minutos de fortes chicotadas que já valeram o ingresso da festa para aqueles que gostas de assistir o binômio Dor/Resistência.
Chegaras umas lindas garotas na festa que não sei o nome, elas sabem que sou o Quaquá, pois me cumprimentaram pelo nome. Tentei massagear seus pezinhos mas nenhuma deixou! Será que são subs e tem ordem do dono para que nenhum marmanjo toque nelas? Mas tudo bem, da próxima vez tento de novo. Consegui massagear e beijar os pés de uma menina branquinha que sempre que me vê pede uns beijinhos nos pés. Matou meu desejo!
Meu trample mais Hard aconteceu de repente: Eu estava passeando na festa, pra lá e pra cá, com minha latinha de cerveja na mão quando Rainha lindinha me pega e me manda pro chão, ali mesmo, no meio do salão cheio de gente! Deitei, e ela subiu de bota. Apoiou-se em uma espécie de estrutura metálica que deixa o teto rebaixado e caminhou assim por todo o meu corpo, Rainha Lótus que passava por ali naquela hora resolveu ajudá-la, e subiu também, essa última de salto fino. Fui pisoteado assim por alguns minutos, levei algus chutes e pulos também, a dor era ofuscada pelo prazer de ter essas gatas em cima de mim, e até que agüentei bem. Essa o Mário tinha que ter visto. Cadê você meu irmão, a turma toda ta com saudades!!

Rainha Sapphire teve seus perfeitos pés adorados por um podo sortudo. A linda e sensual Sexy Lady fez uma linda play com escravo, que além de beijar e lamber por muito tempo seus pés, ainda levou uns fortes tapas no rosto. Os pés da Sexy Lady são de uma beleza ímpar.
Rainha Camille Damme, perfeita como sempre, fez uma linda play com um podo, com direito a muitos chutes, adoração e uma linda performance de trample; eu até ajudei, segurei as delicadas mãozinhas da Deusa para que conseguisse equilíbrio. Não durou muito, o podo em questão ainda não tem muito experiência nesse tipo de play, mas foi um ótimo começo!

Saí de lá por volta das três da manhã, e muita coisa legal ainda acontecia. Não posso deixar de elogiar o sorteio de brindes, pois os prêmios eras muito legais. A Rainha Camille foi a primeira a ser sorteada, e pegou um bonequinho lindo, uma personagem do BDSM que qualquer colecionador ficaria louco. Uma pena que a galera não leva muito a sério esses sorteios, muita gente nem acompanha, fica lá fora bebendo. Muito número foi tirado sem que aparecesse o bilhete sorteado. Quem ganhou se deu bem, ótimos presentinhos!
Enfim, encerro aqui a ata sem querer me despedir. Agradeço a todos os amigos presentes, e em especial a minha querida irmãzinha anfitriã Lótus. A festa foi ótima. Te amo!
Casa nova por aí! é a Lapa de volta ao cenário fetichista! Vida Longa ao BDSM carioca.
Beijos em vocês!

O amor, esse sufoco, agora a pouco era muito, agora, apenas um sopro. Ah, troço de louco, corações trocando rosas e socos” ( Paulo Leminski)