15.8.17

VIDEODROME - SÁBADO - LAPA

Amigxs Fetichistas,

Nesse sábado, dia 19 de agosto, à partir das 23:30 , a Lapa vai receber o inédito Videodrome, evento BDSM idealizado pela mesma galera que produz a maravilhosa Fetish Lab. Os bastidores andam fazendo mistério sobre o que virá, e nada melhor que se adentrar nesse mundo ainda obscuro da nova síndrome BDSM que vem para conquistar os fetichistas cariocas. Como não sei absolutamente nada do que nos espera na noite sábado, reproduzo na íntegra o que a página da festa no Facebook informa:

"O que é Videodrome?

Videodrome é um vício biosensorial.
Que entra no seu corpo e mente.
É um mundo estranho em tempos estranhos.

Então vamos reunir todos que se identifiquem com a vibe liberal e com a contracultura além de juntar elementos com New Wave, Synth, Ebm, Rock em um espaço BDSM FRIENDLY para tentar amenizar os efeitos da nova era.

Nesta edição de estréia traremos:
Nathalia Civetta ( Catastrophe )
Julio Bessa ( Fetish Lab )
Mariana Pinet ( Veneno )
Wilson Power ( Alien Nation )

Cobertura Mari Czr!


Local - MULTIFOCO BISTRÔ - Av. Mem de Sá 126 - Lapa - RJ 

Entrada
R$ 25,00 Antecipados SYMPLA
R$ 35,00 Lista até 1H
R$ 40,00 Sem lista/Após 1H

3.7.17

Fetish Lab - 3 anos - Ata



O dia está nublado, nublado e nebuloso como muitas vezes também fica a nossa memória. Do meu pequeno apartamento voltado para os fundos de um edifício velho no Centro de Niterói, posso ver unicamente um pequeno pedaço do céu apertado entre duas colunas beges e frias. Ouço ao longe o ruído do trafego na rua principal e sinto o sossego de estar sozinho, bebendo uma brahma extra red lager, e tentando buscar no fundo da minha memória algo que tenha alguma verossimilhança com a Fetish Lab de duas semanas atrás.  Porém, é provável que a minha segunda personalidade, ou seja, a do Quaquá, já tenha se auto exorcizado de dentro de mim desde aquele domingo pós-festa de ressaca e ter levado junto consigo as lembranças da noite anterior, e seja como for, não é possível fotografar as recordações. Também não tenho o controle de estabelecer a hora exata em que o Quaquá se retira para ficar nas nuvens, esperando outro evento, para que possa voltar a reencarnar. E mesmo assim quando o faz, ele não quer saber de passado, só se interessa pelo presente. E como ele não liga, e eu não lembro, fico numa posição confortável sobre as possíveis críticas à nossa conduta, elas não parecem direcionadas a minha pessoa.  Não que eu as tenha recebido, pelo menos não me recordo de tê-las, mas só o fato de que hoje, ao me mandarem as fotos do Quaquá na festa, e eu não ter me reconhecido em algumas (especialmente uma que foi batida com todos os amigos ao redor, onde eu seguro o braço da querida amiga Vanessinha) já me deixa de certo modo exposto a alguma análise não muito positiva. EU NÃO LEMBRAR DE ESTAR NAQUELE MOMENTO, TIRANDO AQUELA FOTOGRAFIA, é um tanto assombroso. Isso significa que não tenho memória de quase nada que aconteceu por umas quatro horas naquela madrugada. E se existe esse texto, é porque existem amigos que me contaram um bocadinho da festa. Lembro de todo o sábado sim, lembro bastante do esquenta na rua da festa! Mas da Casa Da Vizinha em diante, onde já se contavam os primeiros minutos do domingo, os relatos são dos meus amigos e de umas poucas anotações de texto que encontrei no meu celular. O que tenho na memória pode ter sido fabricado num sonho, numa viagem ou de olhos fechados no chão. Ei-los:

Rainha Lilith me mandou uma mensagem por WhatsApp dizendo que compareceria à festa, e se a gente poderia ir junto. Nos encontramos na manhã de sábado, por volta das 11:30, e fomos para um restaurante perto da minha casa com a intenção de tomar uma cerveja e bater um rango. Rainha Dória e seu sub apareceram um pouco depois do meio dia para nos acompanhar, e ainda estavam na dúvida se iriam ou não a Lab. A cerveja desceu tão bem, que beliscamos apenas umas batatas do Self Service de R$ 39,90 Kg., e não almoçamos (a intenção era uma refeição completa com arroz e feijão). E lá pelas 13:00 Rainha Lilith pediu uma porra de uma dose de tequila que desceu ainda mais delicioso que a cerveja, então saímos do bar, fomos num depósito de bebida e compramos uma garrafa de José Cuervo e depois uns limões, aí disse a eles que lá em casa além de sal, tinha o novo CD do Roger Waters - que voltou a fazer um som digno de Pink Floyd -, e que a tequila ficaria ainda mais saborosa com essa trilha sonora. Rainha Lilith precisou ir pra casa. E nós três continuamos na bebedeira, ainda existia algumas latas de Skol estocadas na minha geladeira e entornamos o que era para ser entornado. Depois de algumas horas o casal foi para casa se arrumar e eu fui dormir. Acordei três horas depois com eles já produzidos para a festa –  Dória a maior gata, agora transformada em dominadora, tocando minha campainha com dois limões nas mãos e a procura do Parceiro Cuervo já quase finalizado - apressados matamos a garrafa e fomos nos encontrar com Luana e Mariana que já estavam na esquina dentro de um Uber a nossa espera. O motorista deve ter ficado chocado com o papo sadomasoquista que rolou naquele carro do Centro de Niterói a Botafogo. Chegamos na concentração e ainda não havia quase ninguém, minhas últimas lembranças já enegrecidas pela possessão do Quaquá (ou do álcool?) são todas dali: a galera chegando e se sentando a nossa mesa, a golada de cerveja que desceu tão quadrado que quase coloquei tudo pra fora, a caminhada reta em direção à festa de braços dados com a Rainha Isabela e sem mais quase contato com o chão e com o restante das pessoas que estavam na mesa do bar; depois a fila enorme que comecei a enfrentar para entrar na casa, mas que logo alguém me chamou e já me enviou lá para dentro. De eu abraçar o anfitrião Julinho e ter pedido a ele que guardasse meu casaco. O resto é o que me contam, o anotado, e um resquício pequeno de uma memória estranha, que lembra mais um sonho que uma realidade.

Quem abriu a noite foi a Rainha Danete, que fez um trample junto com a Rainha Onça. Quimera fez um belo trample em Gaúcho logo a seguir. Dizem que dancei muito na boate e que fui muito pisado também, e de acordo com Mário, apenas Gaúcho e Peccatore foram mais vezes para o chão do que eu. E que eu também bebi muita água, e que poucas vezes fui visto com uma garrafa de cerveja na mão.  Mas posso me recordar de Mariana e outra Rainha me pisando no palco, de eu cumprimentar Peccatore e Nanda Hell, ambos fantasiados, e de entregar meu celular nas mãos do Gaúcho para algumas dessas vezes em que servi de tapete.  Lembro de ter atrapalhado Akira e Akane na performance deles, isso aconteceu porque a play estava muito disputada para ser vista, e eu temendo esquecer, subi ao palco para relembrar o nome da dupla. Fui corretamente expulso do palco. Depois disso uma tremenda gata fez um trample no gaúcho, e presenciei Branca de Neve e Mal Podo numa bonita cena de velas. Lembro também, mas vagamente, de ter havido uma pequena chateação com um cara que perseguia uma mulher, e que o segurança teve que agir colocando-o para fora.  Fui para o chão e Branca de Neve me fez aquele gostoso e tradicional trample no rosto, colocando todo seu peso e me pisoteando sem pena na cabeça e no rosto.

Algumas ótimas plays rolaram para deleite dos Voyers, em uma delas a Rainha Demônia estraçalhou o Mário com muitos pulos e sufocação. Rainha Raposa, linda como sempre, se esbaldou pisando e batendo em vários escravos. Meu amigo BB Karioca não ficou desaparecido e também chamou a atenção como sempre faz ao receber inúmeros chutes no saco, dessa vez da sua bela e cruel Rainha Alma. Gaúcho serviu docemente de tapete para três Rainhas que subiram de salto alto e fino, e só depois de um bom tempo ficaram descalças e assim pularam bastante nele. Aquele casal charmoso que esteve no encontro “ Ta de pé”, compareceu e roubou a cena em vários momentos, destaque para a cena em que a Rainha passeia por toda a casa com o escravo de quatro como cachorrinho, com coleira e tudo. Rainha Demônia ainda fez aquele violentíssimo trample lotado de altos pulos no  Peccatore, que fez o palco tremer com cada aterrissagem da gata.

O sucesso da festa se deu também pelas inúmeras presenças ilustres que sempre engradecem o nosso meio, não vou lembrar de todos, mas dessa vez tivemos um grupo especial de amigos cuja presença no mesmo espaço é um tanto rara: Cachorrão, Rainha Lindinha com seus gritos contagiantes, os lindos casais Nathan e Vanessa, Saulo e Lúcia.  A bela Sexy lady reapareceu, e também Lady  Pain que não nos visitava há mais de dez anos (se não me engano), e de quebra fez um ótimo trample no Gaúcho. Arsínoe, linda como sempre, Tonhão, Lyon, além das belíssimas transex que nunca recordo os nomes.

Eu e Rainha Maddie combinamos de fazer um trample, ela estava com um calçado tipo coturno, e me perguntou sobre a costela e falei que estava boa, “então vou pular em você” ela disse, e eu topei. Nessa altura eu estava topando tudo, não sentia mais nada. Mas esqueci de consultar meus anjos protetores, pessoas maravilhosas que as vezes deixam de curtir a festa para cuidar da minha integridade física. Aí resultou no desencontro de informações, Rainha Maddie subiu de coturno e começou a pular. Eu estava com a camiseta branca da Lab, e ela é meio escorregadia, e assim Rainha Maddie tinha dificuldade na aterrisagem, seus pés, por duas vezes, se resvalaram nas minhas costelas e ela acabou fixando os pés no chão do palco em desequilíbrio. Foi motivo suficiente para que meus amigos protetores saíssem em meu socorro, separando a Rainha do tapete e me ordenando que se interrompesse a performance.  Lembro exatamente como se fosse agora (umas das únicas lembranças claras que tenho) de Fadinha e Mestre Kinbaku atuando como dois sagazes juízes de MMA enquanto eu me sentava no chão sem entender muito o motivo da interrupção logo no Primeiro Round, e do Gaúcho, como um técnico que acaba de jogar a toalha, se ajoelhando e zangando com o lutador na lona: “hoje você não vai mais para o chão, tá entendido?” Essa pequena e nada discreta intervenção, em pleno palco de uma festa absolutamente lotada, deixou a pessoa que estava me pisando um pouco aborrecida, e é claro que quem ouviu e apanhou fui eu. Ela se sentou, disse que não queria mais me pisar, me deu uns quatro ou cinco fortes tapas no rosto, e terminou o esporro concluindo que “eu dificultei a formação dela como dominadora”. Hoje, domingo, exatas duas semanas após o ocorrido, eu aproveito esse humilde texto para pedir desculpas a Rainha Maddie (pessoa que adoro de todo o coração): Querida Maddie, como todos perceberam, e acho que isso foi unânime, os amigos que interromperam estavam corretamente preocupados com minha costela, e agiram no momento certo para que não houvesse nada grave. Por outro lado, eu sou culpado em não ter informado a eles, com a devida antecedência, de que estava bem, e ademais, como você bem sabe, estou acostumado com o seu trample (a falha foi minha). Depois disso, Fadinha subiu e fez um trample ainda mais violento em mim, mas nesse caso era consentâneo o fato de que nós dois temos uma experiência de anos de festa nesse tipo de performance, então não houve descontinuidade forçada, Fadinha pulou e me pisou inteirinho, como se eu fosse uma tabua lisa e sem dores. Depois disso eu estava meio morto, e Rainha Isabela tirou seus lindos scarpins e me pisou com vontade, os pés com um cheiro delicioso, enfiando os dedos a força na minha boca;  e acho que foi Rainha Mylla que me finalizou no meu último trabalho da noite: subiu sem nenhuma pena e enquanto me pisava com um dos pés, esfregava a sola do outro em meu rosto, me destruindo pro completo. Não lembro como Rainha Mariane me fez entra no Uber, mas quando dei por mim, já estávamos a caminho de Niterói. A festa, como fiquei sabendo, virou a noite e bateu recorde de público.

Primeiramente agradeço ao meus queridxs amigxs do alliance  e ao mestre Kinbaku pela eterna preocupação com minha integridade física. Ao Julinho e a todos os produtores e DJs que fazem da Lab o grande point fetichista do momento nas noites cariocas. Ao Mário pela força nas recapitulações dos acontecimentos. A Mari e Luana, pela companhia nas nossas idas e vindas. Minhas desculpas a Rainha Lilith pelo meu desaparecimento, a Maddie pelas desinformações e a D.M. por qualquer ressentimento. Vivemos em uma sociedade em que se invertem valores, e a conjuntura atual tenta propiciar ainda mais medo e inseguranças nas chamadas “minorias”, e nós, fetichistas, adeptos ou não ao BDSM somos abrangidos pelo termo. Nós estamos recusamos o óbvio e encarando uma sociedade que rejeita o que está fora dos padrões, o conservadorismo é e será nosso principal adversário. Estamos criando valores e construindo uma cultura que envolve sexualidade, resultando, portanto, no preconceito e na desinformação. Não buscamos o biótipo de modelos de novelas e muito mesmo nos idealizamos com a família padrão presente nos outdoors de planos de saúde. Temos orgulho da nossa indeterminação sexual, e buscamos sim o diferente. Nosso o corpo é zona em constante exploração, heterogênea e permeável, flexível e articulável, e nosso prazer não se conforta somente com penetrações, experimentamos o novo, curtimos a dor, e sabemos desde novos que nossa sexualidade não foi feita para reprodução. Planejaremos cada vez mais atos e performances sexuais deliberadamente contrafeitas. Que venham as festas!

12.6.17

Fetish Lab - 3° Aniversário - Sábado



Amigxs fetichistas, chegou a hora, a Fetish Lab faz três anos de vida!!

E parece que foi ontem o começo de tudo! Nesses três anos de vida a Lab conseguiu subir ao topo dos eventos fetichistas carioca e se firmar entre as melhores festas que já tivemos. E esse aniversário vem para arrasar, para bater recordes!

Mantendo a proposta de trazer a mais alta qualidade musical e de muita variedade em performances, esse evento promete mais uma vez divulgar para um amplo público todas os prazeres das nossas noites fetichistas, enriquecendo e ampliando cada vez mais o BDSM na nossa cidade.

A Fetish Lab, como sempre, vem lotada de belas performances de trample, Shibari, Poney play, Bondage, Spanking, velas e muito mais, tudo isso ao empolgante som fetichista de Júlio Bessa, PRISCILA DAU, Juliana Manhã e Mariana Pinet, todos mandando o que tem de melhor no Rock and Roll, Classic Rock, Industrial, Synth e outros.



Então, anotem a data, é nesse sábado, dia 17 de junho a partir das 23:30. O endereço é Casa da Vizinha - Rua Henrique de Novaes 123, Botafogo - RJ

Haverá drinks experimentais Elemento X e Extrato de energia volátil! E a volta do X de pelúcia!

Ingressos:
 Na hora R$ 35,00 na lista até 1h
 Após 1h ou sem lista R$ 40,00

* Para pôr o nome na lista basta confirmar presença na página da festa no Facebook

Nos vemos lá!

2.6.17

Sábado - Reunião Podocluber

Amigxs Fetichistas,



Convido-os para curtir uma noite agradável num dos bares mais tradicionais do reduto da boemia carioca, juntamente com toda galera “podocluber”, e claro, brindar a visita do querido e amigo podo Sandro Silva.
De quebra você conhecerá a galera da comunidade Podo e Fetichista do Rio, além de criar novas amizades com toda a turma que frequenta os eventos do circuito carioca de fetiches.




Sábado 3 de Junho - A partir das 19:00
Bar Ernesto
Largo da Lapa 41 - Lapa-Rio de Janeiro/RJ
Entrada Free








Importante: Detalhes
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*comanda individual
*mesas reservadas para o Happy Hour no segundo andar
*espaço público, reunião social
*práticas fetichistas não são recomendadas