20.4.16

Fetish Lab 3 - Ata



Dedico esse texto ao corajoso carioca Jean Wyllys e ao aguerrido conterrâneo friburguense Glauber Braga, deputados federais.


Nota Introdutória
Estive pensando sobre o sucesso da Fetish Lab. Convenhamos, é uma festa diferente, única e sem precedentes. Para tentar começar a entender a Lab teríamos que conhecer melhor seu organizador: Júlio Bessa. Uma coisa é quase unânime, todo mundo é apaixonado por esse cara. “Julinho” como é conhecido entre os colegas, é um cara carismático em excesso, educado, boa pinta e desapegado. E sendo totalmente sincero com vocês, não sou um amigo pessoal dele, nunca freqüentei sua casa, não o recebi na minha (pelo menos que eu lembre), e nunca fomos pra baladas-não-fetichistas juntos. Então posso dizer que nosso contato é quase que exclusivo de festa. E, vejam bem, mesmo assim, gosto desse cara como se fosse um amigo de infância; e quando conversamos sobre qualquer assunto, mesmo por pouquinho tempo, parece que realmente nosso crescimento se deu junto, que partimos mais ou menos do mesmo ponto de onde se dá o desenvolvimento de uma criança amada pelos pais e feliz com a vida, e que partilhávamos os mesmos filmes, jogávamos os mesmos games, e curtíamos as mesmas bandas de Rock, e que para completar, viramos podólatras e praticantes do trample. E indubitavelmente Julinho pegou toda essa carga cultural da música, dos livros, das histórias em quadrinho, dos videogames e do cinema, e canalizou com a podolatria, surgindo daí, e com a ajuda de vários amigos que também compartilhavam uma cultura semelhante, esse laboratório de idéias que, a primeira vista pareciam incompatíveis, mas que funcionou primorosamente na prática. E com todo esse carisma e sensibilidade que Julinho carrega, fica difícil pra qualquer pessoa dizer um não pra ele, ou debater mais a fundo alguma questão discordante. A gente acaba o abraçando e dizendo: “Tudo certo então meu amigo, vamos fazer do seu jeito”. E assim sendo, bem vindos a Fetish Lab!

Como vocês já sabem, quase quebrei as costelas pulando na cachoeira, e isso me deixou muito chateado: ir para uma Lab e não poder fazer trample é o mesmo que ir para um show do Roger Waters surdo dos ouvidos.  Então tomei todos as precauções que quando me machuco normalmente não tomo: ingeri antiinflamatórios com a regularidade pedida pelo médico, gastei um dinheiro forte em um relaxante muscular foda, não fui nenhum dia à academia, e o pior, fiquei sem beber uma gota de álcool por todo o decorrer da semana. Tudo como manda o figurino. E a dor demorou a passar, quando eu achava que estava ficando bom vinha uma tosse ou um espirro para me mostrar que eu ainda estava muito fudido; e doía exatamente onde às mulheres mais pisam, naquela curvatura da costela logo abaixo do tórax. Mas não perdi as esperanças, continuei com as precauções necessárias, e na sexta-feira à noite pedi a minha Rainha Camille Dame que subisse em mim só para teste. Prendi o ar, firmei a barriga e ela subiu com os dois pés na região afetada, não senti nada. Minha felicidade voltou, amanhã vou estar 100%, pensei! Mas estava enganado.
Eu e minha Rainha saímos de Niterói 22:00, havíamos marcado de nos encontrar com a Rainha Lindinha para o esquenta e não queríamos nos atrasar. E demos muita sorte, mal chegamos ao ponto e o ônibus apareceu. Para falar a verdade, antes de chegarmos o ônibus parou no ponto e tivemos que correr para pegá-lo, e depois ponte Rio-Niterói sem transito e Rio de Janeiro sem nenhum engarrafamento, chegamos em 40 minutos em Botafogo. Para fazer hora, sentamos num boteco pé sujo na Real Grandeza, pedimos uma antártica e um enroladinho de salsicha. Uma coisa é certa, quanto mais sujo é o bar, mais gostosos é o sanduíche de pernil e o enroladinho de salsicha. Depois fomos pra rua da festa, e as mesas de um pé sujo mais próximo já estavam tomadas de gente que iam pra Lab. Reconheci gente que não via há anos e abracei velhos amigos; a festa estava preste a começar.
Da Festa
Acho que nunca fiz um trample tão rápido na minha vida, acho inclusive que bati o recorde mundial da modalidade “chegada em festa e tempo para trample”. Eu mal coloquei os pés na casa, Alessandro me viu e gritou “Quaquá, deita aqui pra elas te pisarem , tava falando de você agora”, e já foi me empurrando pro chão, e deitei sem pensar muito na costela quando recebi duas meninas ao mesmo tempo de salto em cima de mim. Na hora não doeu, mas foi à primeira fisgada de muitas, e que acabariam me tirando da ação antes que eu quisesse.
A festa já estava cheia, para comprar um cerveja no bar era uma saga, definitivamente esse foi o problema maior do evento, dois atendentes não deram conta, mesmo com o preço altíssimo de 10 reais a cerveja long neck , a fila nunca diminuía. Até a varandinha esteve cheia o tempo todo, e se não houvesse o palco com um privilegiado espaço para as práticas, teríamos tido problema para nossas plays. Mas mesmo assim o povo dava um jeito e fazia suas brincadeiras onde quer que fosse, por exemplo, minha segunda play foi beijar e massagear os pés de uma morena dentro da boate, em um sofá devidamente bem localizado em um canto escuro. Na verdade eu ia massagear e beijar os pés de duas morenas juntas, era o acordado, mas malpodo chegou e dividiu o espaço: - “cada um com uma Quaquá”.
Era play pra todo o lado. BB Carioca sempre mandando bem com altas gatas, ora lhe pisando, ora lhe chutando, Gaúcho no chão provando que hoje é o melhor do Rio no trample calçado (já que nosso outro Iron Man, Nelson, abandonou a concorrência e saiu do país para ser pisado pelas Rainhas Bolcheviques), Camille Dame destruindo quem topasse se deitar aos seus divinos pés e Mário mais uma vez roubando a cena carregando mulheres nas costas, dessa vez as estonteantes Rainhas Terpis, Rafa , Onça e Demônia o montaram e foram carregadas pelos aposentos da casa. Até a fofurinha da Amandinha, ajudante principal da organização do evento, que antes não participava de nada, dessa vez me pisou, me vez cheirar seus pés, e não satisfeita saiu pedindo pra dar tapas no rosto dos homens.
No palco, que se localizava no fundo do principal cômodo da casa, as plays de spanking prevaleciam, dominadores e dominadoras batiam em suas escrava, e quando sobrava algum espacinho, um ou outro podo subia e se deitava para ser pisado por alguma mulher. Numa dessas fui com uma garota que não guardei o nome, ela parecia tímida e deslocada na festa, estava sozinha e sua vestimenta era simples: short, camisa e havaianas. Conversamos sobre cinema e livros e ela se disse ser homossexual, e que estava adorando a festa, mesmo como voyeur em tudo. Então sugeri que me pisasse e fomos pro palco. Eu esperava um trample suave e cauteloso e de cara ela deu um pulo, caiu exatamente onde minha lesão era mais aguda. Eu juro amigos, perdi a fala. Eu não conseguia pronunciar uma palavra, alguma coisa me travou a voz. Ele percebeu que eu não apreciei muito seu pulo e desceu, assim que me recuperei contei a história da costela e ela entendeu, subiu novamente com delicadeza e um tanto decepcionada (na próxima supreendo).
Rainha Lilith, a DJ, esteve presente, e pude fazer uma massagem em seus pés, na verdade relembrar nossas massagens, pois quando tem a Hot Fair no Rio Centro, ela que comanda a tenda Fetish e sempre me convida para participar e ajudar no evento, e nesses dias faço muita massagem, tanto nos seus pés quanto nos das mulheres que vão visitar o espaço.
Mesmo com dor aceitei o convite da Rainha Onça pro trample, e fomos pro palco, ela foi avisada do local da dor e que evitaria pisar nele, mas aí chegou uma penetra, chamada Rainha lindinha, e sem aviso nem permissão saiu subindo de salto em cima de mim. Ainda bem que não pegou em cheio no local da dor, senão eu não estaria aqui pra contar essa história. Na verdade Lindinha estava tão elegante com aquela sandália preta que nem fiz força em pedir pra parar, deixei com o destino, foi o máximo. Logo estavam Rainha Onça e lindinha em cima de mim, a primeira descalça e a segunda de salto fino, acho que mesmo com dor resisti bravamente.
Depois de alguns anos pude novamente massagear os pés da minha grande amiga senhorita, e seus pés eram os mesmos de anos atrás, lindos e os mais macios que já toquei desde que me conheço por podo.
Julinho falou que tinha uma amiga de infância muito bonita, e que estava louca pra pisar num cara resistente, e que pensou logo em mim para a tarefa. Fui lá conhecê-la e ela me falou que nunca havia pisado em ninguém, mas que morria de vontade de fazer o que quisesse em cima de um homem, e assim fui pro chão. O que posso dizer foi que o trample foi diferente de qualquer outro que há fiz na vida e não sei explicar o porquê. Era intenso, forte, autoritário e ao mesmo tempo displicente, relaxado e inadvertido. Era parecia que sabia o que queria, mas também deixava ao acaso seus atos de acordo com minha recepção. Por exemplo, ela não pisava no rosto, ela punha os pés com força na minha cara e parecia querer que o mesmo escorregasse até esmagar meu nariz contra ou chão, e às vezes parecia mais atenta e calma, e passava as solas na minha boca como que pedisse um beijo respeitoso e submisso. Tinha a autoridade e a vontade de uma Rainha experiente misturada com uma certa despreocupação com seu objeto, como se realmente estivesse em cima de uma coisa sem vida. Diferente e muito bom. Desculpem se não me despedi de quase ninguém, saí à francesa porque as dores concreta e abstrata me fizeram partir sem muita homenagem.
Saímos de lá depois das quatro e meia da manhã e a festa ainda bombava, ninguém parecia querer ir embora. Será que já acabou? Tenho minhas dúvidas...
Obrigado Julinho e toda a organização do evento, e a próxima Lab parece que vai ser ainda melhor, edição de aniversário, é aguardar!

Se houverem erros, desculpe, o texto não passou por correção.
 
Em época de supressão dos direitos mais básicos, da tomada de poder por meios inidôneos, e cercado de inimigos, temos manifestado por vezes uma brandura desnecessária, uma bondade desnecessária...

12.4.16

Fetish Lab - 3ªTemporada - Sábado



Meus amigos fetichistas,

Está chegando da terceira temporada da nossa visionária FETISH LAB  , em sua mais nova edição:  “BACK IN GREEN”, em homenagem ao dia de SAINT FRANKENSTEIN , por isso a dica é abusar do verde em todas as suas formas,. E dessa vez atenção, pois a festa mudou de local, mas está na mesma rua da anterior, anotem aí: Casa da Vizinha - Rua Henrique de Novaes 123, Botafogo - RJ.
 Mantendo a proposta de trazer a mais alta qualidade musical e de muita variedade em performances, esse evento promete mais uma vez divulgar para um amplo público todas os prazeres das nossas noites fetichistas, enriquecendo e ampliando cada vez mais o BDSM na nossa cidade.
A Fetish Lab vem também lotada de belas performances de trample, Shibari, Poney play, Bondage, Spanking, Velas e muito mais, tudo isso ao empolgante som fetichista de Júlio Bessa, Thiago Halleck, Priscila Dau e Ramonah, todos mandando o que tem de melhor no Rock and Roll, Classic Rock, Industrial, Synth e outros.

Haverá Shots servidos A LÀ FETISH LAB a todo o instante além de shots de Catuaba SELVAGEM para uma noite épica!

Então, anotem a data, é nesse sábado, dia 16 de abril à partir das 23:30 no endereço já citado acima!
Outras surpresas virão, nem pense em ficar de fora!

Valores:

R$25,00  comprando antecipado pelo site https://goo.gl/kfmmEZ - E Você ainda ganha um brinde a ser retirado no evento
R$ 30,00 na lista* até 1h 
 R$ 40,00 após 1h / sem lista


* Para por o nome na lista basta confirmar presença na página da festa no Facebook
Nos vemos lá!

11.4.16

1º Chopp Podo Clube - Ata



Eram pra ser duas ata hoje, essa do Podo Chopp Clube e outra da Festa Exótic, mas como viajei no dia 08, não pude comparecer a essa última, então fico devendo uma ata pra Exótic.
Antes de iniciar esse texto com os acontecimentos da noite de terça-feira, tenho que lhes contar uma coisa muito chata: sofri um pequeno acidente nesse domingo (ontem, na verdade), resolvi pular uma altura de 12 metros da pedra de uma cachoeira e caí errado na água, meu corpo de projetou pra frente no percurso, e pra não bater de cara eu virei de lado, então quase quebrei as costelas do lado esquerdo. Não precisei ir a médico, mas sinto dor só em respirar, então acho que estarei comprometido pra qualquer play por tempo indeterminado. Todavia, não deixarei de ir aos próximos eventos que vierem a acontecer aqui na cidade maravilhosa a fim de prestigiar os amigos e as Deusas sempre presentes. E sobre meu tombo, não fui imprudente. Nasci em cidade com cachoeira e desde que me entendo por gente pulo das pedras mais altas. Lembro que Sana e Lumiar eram meus preferidos pra altos mergulhos. Dessa vez, por ser uma cachoeira inédita, tomei muita precaução para não bater em nenhuma pedra e acabei descuidando minha postura no ar, e meu corpo pesou pra frente comprometendo a queda. Mas estou bem, nada que um dorflex e o tempo não curem. Mas vamos ao que interessa, CHOPP PODO CLUB.

Vou ser sincero com vocês, não consegui notar nenhuma grande diferença entre esse “chopp” e as nossas festas fetichistas. Notadamente, a ausência de um DJ e o som em volume mais baixo, fez com que não se formasse a tradicional pista de dança, todavia, privilegiou-se a conversa. E o clima de barzinho até preponderaria com mais informalidade se não fossem as performances de adoração. Por todas as mesas e no balcão do american bar podia-se ver a figura de um podo ajoelhado aos pés de uma dona.
Contudo, o motivo preponderante do sucesso desse evento não foi sua nomenclatura menos cerimonial ou seu formato mais descontraído, e sim seu posicionamento no tempo e no espaço. Um evento no coração do Centro da Cidade, se iniciando às 18 horas de um dia de semana comum como é a terça-feira, privilegia todos aqueles cujos problemas se concentram exatamente em freqüentar festas em finais de semana tarde da noite. Juntou-se a fome com a vontade de comer. Recordo-me das FetiXes em algumas tardes de sábado, nesse mesmo local onde aconteceu o Chopp Podo Club, quando minha queridas amigas Nefer e Lúcia produziam uma festa em horário excepcional, exatamente para dar essa chance de divertimento para aqueles que possuem certa dependência com a agenda noturna. Agora novamente tapou-se esse buraco, e como dizia as organizações tabajara: “- Seus problemas acabaram”.

Saí aqui de Niterói com minha Rainha Camille Dame, Rainha Lilith e Tapetinho Persa. Chegamos à praça XV e nos juntamos ao jurássico Fiore, podo amigo que não víamos há anos; no barzinho ao lado da festa tomamos umas cinco cervejas para relembrar os velhos tempos. Logo a seguir entramos no Clube Mix.
Lá dentro o clima era o mesmo das nossas tradicionais festas fetichistas, no começo muita adoração de pezinho, e depois plays como trample e ballbusting. Logo no início, tinha um rapaz fazendo uns tramples muito bons com uma Rainha bem malvada. Depois que terminaram fui pegar seus nomes para enriquecer essa ata e o cara disse que já me conhecia, só que aqui da Internet, que quando era adolescente lia minhas atas e queria fazer o mesmo que eu; sonho realizado. To ficando velho mesmo.
Em relação a nomes, perdi as minhas anotações do evento, então só citarei as pessoas que já conheço.
Acho que fui eu que abri os trabalhos de trample, deitei num cantinho ao lado de Bar e minha Rainha Camille Dame dançou muito em cima de mim, pisou forte o tempo todo, e ao final, pedi água. Meu amigo karioca BB fez um belíssimo trample com duas Rainhas ao mesmo tempo, e de início ambas calçadas com salto alto, depois se descalçaram e continuaram a pisar nele. Sra. Lúcia também fez um belíssimo trample num rapaz novato que ela mesma levou, e o cara se saiu super bem, mostrou bastante resistência.
Rainha Lilith subiu numas caixas que pareciam de som e ficou lá no alto, dali tinha os pés adorados por Fiore. Ela foi uma das sorteadas da noite e ganhou uma linda tornozeleira, quem a colocou em seus pés fui eu.
Rainha Renata era disputadíssima para beijinhos nos pés, ela se sentou num banco e tomava cerveja tranqüilamente enquanto dois podos se deliciavam com suas solas, outros aguardavam em volta na expectativa de também serem convocados.
Fiz outro trample logo na entrada do Mix, e como perdi o papel de anotação, não tenho como dizer quem foi a Rainha que me pisou.
Um casal novato chegou, e pareciam que haviam chegado na disneylândia podólatra, já que não escondiam a felicidade de ver um monte de casal fazendo o mesmo que eles gostavam de fazer, ou seja, adoração, dominação e trample. A princípio eu até achei que eles estavam na festa errada, que acharam que era noite do Swing e entraram por engano, e que a felicidade demonstrada por ambos era irônica e debochada. Na dúvida foi lá e mandei a real: - Fala amigos, entraram na festa errada e tão achando graça das nossas brincadeiras né? Mas não, me enganei, ela me disse que isso era tudo que eles queriam e que não sabiam da existência de eventos assim. Logo logo se ajeitaram num cantinho e o rapaz lambeu, beijou e chupou toda a sandália e a solinha da namorada, se realizaram. Inúmeras plays parecidas com essa aconteceram o tempo todo no decorrer da noite.
Antes do Chopp acabar, uma antiga amiga que freqüentou muito nossas festas no passado, disse que está fazendo um novo evento ali no Clube Mix cuja proposta é unir o fetiche ao Swing, convidou todos os presentes para comparecerem, e me pediu pessoalmente para divulgar essa festa aqui no blog, me entregando o flyer do evento. Todavia o flyer se perdeu junto com minhas anotações do Chopp Podo Clube, e prometo que se encontrar posto aqui, todavia, outras informações das festividades da casa vocês encontram no site de lá: clubemixbar.com.br.
Foi muito bom rever amigos que eu havia perdido o contato. Estar com Sandrinho, por exemplo, não tem preço, amigo das mais antigas baladas do BDSM carioca. E uma galera que realmente não tenho visto e que não comparece mais a evento nenhum aos finais de semana. E aqui pra nós, unir chopp com podolatria é tudo de bom.
Na saída, (já eram quase onze da noite) eu parabenizei os organizadores Caê e Regulus pelo evento e perguntei com que freqüência o mesmo aconteceria, e me responderam que será bimestral. Acho que nossos amigos que só podem ir aos eventos nessas condições de horário e dia já especificados acima não merecem esperar tanto tempo por um choppinho com pés no Centro do Rio. Dei a dica de ser mensal, e se todos os amigos podos insistirem acho que a gente ganha a causa. O único inconveniente é a ressaca de quarta-feira! Nos vemos nas próximas.

5.4.16

Festa Exòtic - Seduction - Sexta-feira!



Amigos e amigas fetichistas,

Está chegando à hora da mais nova edição da: "Exòtik Fetish Fest”, e dessa vez com um motivo especial para ninguém ficar de fora! Abaixamos o preço nesse retorno, com o tema "Seduction”. Será nessa sexta-feira, dia 08 de abril, a partir das 23 horas, no espaço CASTLE OF VIBE, localizado na Avenida Gomes Freire, 814, Lapa – RJ

Venha se divertir nessa grande festa fetichista, onde teremos um excelente espaço liberado para qualquer prática fetichista: Trample, adoração de pés, Spanking, Torturas de todo o tipo, Poney Boy, Velas, Voyerismo, Shibari, Dog Play, Cross Dresser, Bondage, CBT, Suspensão e performances sedutoras! Muita gente bonita já confirmou presença.

Mais uma vez nosso fetiche será no aconchegante espaço do Castle of Vide, novamente a casa escolhida para abrigar essa grande festa, onde o local é super discreto e temático. Teremos o DJ Finno tocando a noite som dos anos 80, Eletro Pop, House, Tribal, Goth, Trip Hop, e Rock'n'Roll, além de vários filmes BDSM e fetichistas selecionados por mim e pelos experientes VJs Mário Tapete e Severin Mountty.
Haverá ainda Strip Domination com Ale misteriosa, performances com a Dame Lótus, sorteio de brindes, jogos fetichistas, além das mais variadas atrações desse nosso prazeroso e instigante meio BDSM, onde você pode ser o personagem principal, então não perca!

Ingressos no local:
Homens 50 Reais (Com nome na lista pagam somente 40 Reais)
Mulheres 30 Reais (com nome na lista pagam somente 15 Reais)
C. D. 30 Reais (a noite toda)

Lista amiga: Existem três o opções para colocar seu nome na lista e arranjar o desconto:
1-     Colocando o nome na página do evento no Facebook
2-     Mandando um SMS com o seu nome para: 21 99784 6948
3-     Mandando um e-mail para mim até as 10 horas da manhã do dia da festa – quaternado@yahoo.com.br

Dress Code (opcional): All black, Máscaras, Fantasias em Geral, Fetish, Couro, Latex, Lingerie, Vinil, Style Sexy, Goth e Zentai

Informações: 21 9 9784 6948    
Lótus Produções Fet
* Proibido fotografar
* Sujeito à lotação e alteração sem aviso prévio.
* Classificação etária 18 anos

31.3.16

1º Podo Chopp Club - RJ



Queridos e queridas fetichistas,

É com muito prazer que anúncio uma estreia no cenário BDSM carioca, chegou a hora de conhecermos o “Chopp Podo Club”, um evento que surge na tentativa de tirar do virtual um grupo que cresce a cada dia no whatsapp, e de dar a chance de novas pessoas se adentrarem ao nosso prazeroso universo fetichista. A proposta é aquele choppinho delicioso e gelado pós-trabalho, direcionado a uma boa conversa e (quem sabe) uma boa prática daquilo que mais gostamos: podolatria, trample e dominação. Tudo isso no coração do centro da cidade, no Clube Mix, bem coladinho à Bolsa de Valores e ao lado da estação das Barcas na Praça XV.

E você não precisa ser do grupo para comparecer e curtir o evento (eu, por exemplo, não estou nesse grupo), mas já sei o que me espera: pessoas com os gostos semelhantes aos meus, gente receptiva, e é claro, segurança, sigilo e chopp gelado. Então amigos, que tal um encontro happy hour na próxima terça-feira? Nos vemos lá!

Terça-feira, 5 de Abril - Rua do Mercado 25, Praça XV, Centro – Rio de Janeiro.
Das 18 às 22 horas.
 Entrada R$ 15,00 – Consumação Livre – Muitos Pezinhos
Sorteio de Brinde para as damas

Realização Regulus / Caê
Maiores informação – 96473 3513
Censura 18 anos

30.3.16

O que vem por aí...



Queridos amigos e amigas desse nosso prazeroso mundo fetichista,

Tenho o prazer de anunciar que o mês de abril será quente aqui no Rio de janeiro, não só pelas altas temperaturas habituais da Cidade Maravilhosa, mas pelo acontecimento de pelo menos três imperdíveis eventos de alto nível.
No dia 05 teremos a inauguração do “Chopp Podo Clube”, que apesar de não ser uma festa fetichista, vem com a proposta de reinventar aquele choppinho no horário nobre do happy hour no meio da semana, porém, com espaço de sobra para curtir um pezinho, fazer um trample ou alguma outra brincadeirinha fetichista.
No dia 08 será o retorno da Festa Exótic, que promete bombar com antigas e novas parcerias e muitas novidades, além de um preço melhor para ninguém ficar de fora em tempos de crise.
E no dia 16 teremos a terceira temporada da maravilhosa Fetish Lab, que como vocês já sabem, inova a cada evento, tanto na estética, quando no som e nas apresentações,

Então não se descuidem amigos, fiquem de olhos nas datas e aqui no blog, pois estarei divulgando detalhes e promoções de cada um desses eventos.

28.3.16

Do atual momento e dos cuidados



Definitivamente esse espaço não foi idealizado para textos políticos, salvo raríssimas exceções, como essa, que julgo importante pela conjuntura que passamos.
Sou absolutamente contra qualquer tipo de mensagens e correntes de cunho político ou partidário que vez ou outra recebemos em grupos (às vezes até de podolatria) que nada têm a ver com tal tema, e que na maioria das vezes só faz repetir a propaganda maciça e diária que os veículos de comunicação, totalmente parciais, tentam embutir pelo cansaço, naqueles que ainda tentam pensar de forma diferente e buscam uma alternativa de informação a mais do que os nossos tradicionais canais da mídia nacional. O próprio Facebook acabou virando uma espécie de tablóide da desinformação - ou da falta de conhecimento - daqueles que repetem como robôs o que recebem desses canais já citados. E com raríssimas exceções, e sem querer me tornar repetitivo, o único sentimento que consigo tirar das postagens e dos textos dos colegas em redes sociais e Whatsapp`s da vida, é a raiva já enraizada da nossa classe média por qualquer coisa que foi, é, ou possa se transformar em políticas sociais compensatórias para os mais desfavorecidos, e tudo ampliado mil vezes por todos os problemas que o Brasil atravessa, ou então uma tremenda falta de conhecimento agravada pela manipulação dos meios de comunicação.

Vamos ao fatos:
Em meados de 1998, no governo de Fernando Henrique Cardoso, o projeto do então recém nascido neoliberalismo, surgiu como tentativa de meta salvadora nos países emergentes, modificando radicalmente a forma de interferência do Estado na economia. Sob o nome de Estado do Bem Estar Social, o governo tucano enxergou que o investimento no capital privado e estrangeiro seria a forma ideal da recuperação da crise, e que o desenvolvimento econômico das empresas e do sistema capitalista como um todo, se constituiria de fato numa ampla limitação dos direitos fundamentais e sociais, e na ilimitada liberdade da especulação privada. Essa tese resultou na desconcentração espacial da industria, fenômeno esse já sentido pela classe trabalhadora de países do “primeiro mundo”, como EUA e França, aonde o nível de desemprego chegou a índices nunca antes vistos. Aqui no Brasil o efeito foi mais devastador, pois nos tornou ainda mais dependente do consumo de uma cara tecnologia produzida no exterior, e desempenhou uma função secundária na nossa produção industrial e tecnológica. Além da queda da nossa produção industrial, cresceu o agronegócio, se tornando o setor mais dinâmico da economia, cedendo assim espaço para votação e aprovação de leis que retirava direitos fundamentais dos trabalhadores. Veio então o arrocho salarial e os episódios mais aterradores de corrupção da história do nosso país, só que não mostrados pela mídia tradicional. Na época, o então Procurador Geral da República Geraldo Brindeiro, ficou mundialmente conhecido como “ENGAVETADOR GERAL DA REPÚBLICA”, pois dos 623 inquéritos que recebeu da Polícia Federal, apenas aceitou 60 denúncias, e quase todas de partidários da oposição, engavetando o restante, e a própria PF não fazia um terço das investigações que hoje faz, não havia pressão da mídia, não havia denúncias por parte de revistas de ampla circulação ou de canais abertos de TV, nós não éramos avisados. Veio então as privatizações, foram entregues para o capital estrangeiro importantes setores da economia e da segurança nacional, como a Eletrobrás, a CSN, a Telebrás e a Vale do Rio Doce, foi também o fim do monopólio da Petrobrás, começando aos poucos uma privatização de dentro pra fora, onde se terceirizaram inúmeras funções internas para que, a preço de ouro, serviços de novas empreiteiras fossem contratados, surgindo daí uma nova oportunidade de corrupção, com licitações livres ou compradas por capitais estrangeiros; atualmente um dos braços dessa investigação de corrupção se chama Lava Jato. Quase ninguém na época correu para passeatas ou para pedidos de impeachment (apenas alguns parlamentares e movimentos sindicais). Éramos e somos manipulados.

A vitória de Lula na corrida presidencial de 2004 foi meio que uma resposta ao descontentamento da política econômica e as reformas neoliberais. Com um cenário favorável e usando de seu tradicional populismo, Lula conta com vultuoso aumento de receitas, e assim a repartiu parte para projetos sociais e parte na administração do capital financeiro. Agradou em médio prazo a gregos e troianos, mantendo a política iniciada pelo governo tucano e criando mecanismo de distribuição de renda para cidadãos que antes o Estado só comparecia para reprimir e prender. Ganhou assim avaliações positivas das agências de classificação de risco, especulou com títulos da dívida pública e construiu uma imensa reserva de dólares, distribuindo os ganhos com o capital e com a classe social mais necessitada. Inaugurava-se assim uma nova fase populista do governo PT, com forte base em políticas sociais compensatórias, como o Bolsa Família por exemplo, cujo objetivo, ainda que camuflado, seria o de manter famílias inteiras nessa dependência com o estado, diante do medo de perderem o pouco que possuem caso o governo fosse derrotado e tivéssemos o retorno da política neoliberal do PSDB de Aécio, Serra ou Alkmin.

E deu Certo, Dilma Rousseff  foi eleita com essa promessa do continuísmo das políticas sociais e com a esperança de concessões ainda maiores de arrecadação e transferência para a base social do país. Todavia, sem o carisma e o poder de negociação do ex-presidente, a nova administração do executivo federal sucumbiu pela crise que já atingia inclusive países que já contavam com um sólido aparato industrial, e com a pressão cotidiana dos meios de comunicação e de algumas alianças partidárias mal escolhidas, Dilma ampliou a chamada política neoliberal começada em 1998 por Fernando Henrique, com corte de orçamentos públicos e manutenção do pagamento da dívida, ampliando o lucro dos bancos e do capital financeiro, na tentativa de amenizar os efeitos da crise mesmo que comprometendo metade do orçamento da união. O tiro saiu pela culatra, a presidenta não conseguiu os incentivos que necessitava, e bancadas conservadoras do parlamento, como a evangélica, a da bala e a do agronegócio se uniram para impedir que se aprovassem projetos que propiciassem alguma forma de crescimento social para o país.
Aproveitando-se da crise já instalada, avançavam propostas reacionárias no congresso nacional, tendo a frente o deputado Eduardo Cunha, apoiado pelos setores mais conservadores da sociedade. Diante de ataques diários da mídia, relacionados à corrupção, inúmeras propostas de deputados da direita tentavam retirar  ou colocar em risco os direitos básicos das mulheres, da classe LGBT , da comunidade indígena e dos trabalhadores em geral. Nesse processo de se desdemocratizar através da supressão de direitos básicos, e apoiado numa propaganda cada vez mais forte de denuncias de corrupção (sendo elas verdadeiras ou não) Eduardo Cunha dá início ao processo de impeachment da presidenta Dilma, processo esse que além de não contar com mobilização sindical, não representa o interesse dos trabalhadores.

O que começou como um movimento de interesses legítimos, como o aumento das passagens de ônibus, as manifestações passaram a assumir um caráter conservador, capitaneado pela grande mídia, que aos poucos - e em doses muito homeopáticas, - foi alterando o sentido das mesmas. Se a juventude se demonstrava insatisfeita com a conjuntura política como um todo, a propaganda veiculada em massa mostrava quase que exclusivamente um repúdio apenas direcionado a figura da presidenta. E a necessidade legítima da construção de uma verdadeira alternativa política para uma real transformação e mudança de poder, direcionada a uma verdadeira melhoria do cenário nacional, se perdeu para passeatas totalmente manipuladas cujas propostas chegavam ao absurdo da ideia intervenção militar ou da entrada a força na chefia do executivo do candidato derrotado no recente processo eleitoral democrático.

 O que acontece no Brasil de hoje e é repetido em redes sociais, é a tentativa de um golpe friamente calculado pela oposição e apoiado pela mídia, onde se denuncia o que antes era abafado e tentam nos passar uma ideia de falsa guerra contra uma corrupção de somente um partido político. E nesse processo te convocam para participar de passeatas, onde o que querem é troca de poder, para assim, dar a entender que a corrupção está sendo combatida; e o que na verdade, o que vai se trocar é somente o grupo de corruptos no poder, e para pior (já que você ficará sabendo menos). Todavia, o que eles JÁ conseguiram e a gente ainda não se tocou, foi a total alienação dos que se prezam em sair as ruas nas passeata para pedir um impeachment objetivando a troca dos corruptores, já que qualquer voz de liderança e mudança que poderia surgir delas, já se calou, ao entender que quem alimenta os protestos são os mesmos que alimentaram aqueles outros que sucederam ao  golpe de 1964.