22.2.17

Chopp Podo Clube - Ata



Não parece não, mas Régulus com seu despretensioso evento fetichista travestido de chopinho para podólatras, começa a dar seus primeiros importantes passos para se firmar como uma importante festa na cena do BDSM carioca.  Quem é desatento pode não ter assimilado, mas todos os grandes eventos fetichistas que passaram ou passam pela cidade maravilhosa, começaram desse modo, (aparentemente) meio largado, do tipo “vou fazer por fazer, somente pra ver os amigos curtindo”, e depois, quando se menos espera, criou-se aquela puta festa .  Se a verdade é não essa, ou se houve alguma exceção a regra, eu não sei, mas o fundamental é saber que no fundo do fundo, para aquele que organiza um evento fetichista aberto ao público, a coisa é séria desde a sua estreia! Há todo um trabalho feito com carinho e dedicação por trás daquele momento prazeroso que é a festa em si, e o que é pior, quem está de frente é aquele que normalmente menos se diverte. E quando me perguntam porque eu nunca organizei seriamente uma festa BDSM a resposta é essa: “Pés e trample para mim é somente prazer; assim como não pago pelo fetiche, não me admito lucro com ele. O dia que eu organizar alguma coisa vai ser nesses termos, e pode anotar que continuarei me divertindo bem mais que trabalhando, já que minha profissão é outra”.  Não digo isso me desfazendo daqueles que tentam ganhar seu dinheirinho honesto com o movimento BDSM; sejam as Dommes cobrando por suas sessões ou os organizadores lucrando com a bilheteria, o fetiche é um negócio que pode ser fonte de renda para qualquer um que dele consiga uma abertura para tal, existe procura e consumo. Todavia, e aqui entre nós, é raro alguém conseguir ganhar algum dinheiro organizando festa fetichista no Rio de Janeiro, por mil fatores que não vêm ao caso, é mais fácil sair no prejuízo que no lucro.

Foi o melhor Chopp Podo Clube que tivemos, pelo menos no quesito Rainha isso é inquestionável, a qualidade estava acima da média. Mas é claro, por ser uma festa voltada a podolatria, as outras práticas que não têm relação com os pés femininos, ficam mais infrequentes.  Aconteceu sim um spanking aqui e alí, ou uns tapas na cara acolá, mas é na podolatria que a festa se garantiu, e se garantiu bem. 

Sai do trabalho mais cedo, não porque estivesse tão ansioso assim para a festa, mas nesse dia meu escritório encerrou os trabalhos antes da hora, coincidentemente. Então cheguei 16:10 no barzinho em frente ao Klandestino (bar que acontece a festa) e comecei e beber sozinho. Tonhão e Lilith me diziam por WhatsApp que estavam chegando, mas demoravam muito! O Garçom me ofereceu uma cerveja chamada Adriática, que era de AMBEV e era puro malte, e etc... perguntei se era boa e ele desconversou, disse que não bebia cerveja há algumas semanas e que essa era nova no bar. Somente quando abriu a garrafa e encheu meu copo foi que me confessou que quase nenhum cliente havia gostado do sabor, e que a Adriática estava meio que emperrada nas vendas. Sou muito vira-lata em se tratando de cerveja, gosto de todas (exceto a Bavária, ninguém merece), e até a Glacial geladinha costuma descer numa tarde ensolarada; e com a Adriática não foi diferente, derrubei o primeiro copo pra dentro e achei boa, encorpada e forte; então decidi ajudar a liberar espaço na geladeira do cara, e fui pedindo da cerveja. Só que começaram a chegar os amigos fetichistas e a mesa começou a encher, e a minha querida Adriática, coitadinha, foi reprovada por unanimidade pelo restante dos amigos.  Entramos na festa quase 18:30.

Se não me falha a memória fui eu que abri a noite com o violento e maravilhoso trample da lindíssima Rainha Zillah, tendo como coadjuvante a minha querida amiga Rainha Red Hands. Foi uma play bem forte, Rainha Zillah se apoiava na mão da Red Hands para dar altos pulos, muitas vezes na minha região genital e em alguns momentos com um pé só, onde a distribuição do peso ficava restrita ali, duro de aguentar! Mas logo vinha a retribuição e ela passava as macias solas dos pés na minha boca e no meu nariz para eu sentir de perto cheiro e sabor dos seus poderosos pés,enquanto Red Hands pisava com vontade nas minhas mão e braços.  Depois dessa play, estouraram plays por todos os lados, sendo quase todas de podolatria.  Com a autorização do anfitrião Régulus, fiz uma massagem nos macios e bonitos pés da sua digníssima esposa. Na hora que acabei achei que ele não tivesse gostado de eu ter tocado nos pés da sua mulher, mas logo a seguir essa minha impressão se dissipou, já que alguns podos não só massagearam os pés dela, como beijaram, cheiraram e chuparam. Fiquei, pois, de consciência limpa.

Infelizmente não poderei narrar mais nenhuma play porque não me re,cordo direito delas, e as que ainda consigo lembra, não sei o nick daqueles que dela participaram. Lembro da Lilith em cima do balcão do bar, onde fiz uma massagem nos seus pés, e também que outros podos foram lá para adora-los. Tinha um rapaz mandando bem no trample, acho que a Rainha Demônia fez uma bela performance com ele.  Ronald e sua Rainha estavam presentes, essa com os pés tremendamente belos, mas não me recordo se fizemos play. Fui pisado por uma menina grávida simpaticíssima, acho que foi dela o pulo que me fez voltar a sentir minhas costelas, pezinhos fofinhos e macios. Outra Rainha também me pisou, e bastante, mas infelizmente esqueci seu nome, uma mulher bonita, e com pisadas bem fortes. A festa esteve lotada de plays desse tipo, mas infelizmente não tenho mais memória para ser preciso nas informações. Prometo que da próxima vez volto a carregar no bolso papel e caneta e assim tomar as anotações mais importantes. E também vou tentar escrever o texto mais cedo, quando se passa muito tempo entre a e festa e a essa ata, muita coisa já foi esquecida.
Obrigado a todos pelo carinho de sempre, e parabéns ao Régulus pelo evento. Vida longa ao Chopp Podo Clube. 


"São poucos os amigos que ainda tem rosto, as mulheres são o que foram faz já tantos anos, as esquinas podem ser outras. Esses caminhos foram ecos e passos: mulheres, homens, agonias e ressurgimentos, dias e noites. Agora posso esquecer, chego ao meu centro. Breve saberei quem sou"
(Jorge Luiz Borges)

26.1.17

Podo Chopp Club - Edição de Verão - Terça Feira



Queridos e queridas fetichistas,

É com muito prazer que anúncio a quinta edição do “Chopp Podo Club”, desse fez um delicioso Happy Hour voltado para tirar do virtual um grupo que cresce a cada dia nas redes sociais, e de dar a chance de novas pessoas se adentrarem ao nosso prazeroso universo fetichista.


A proposta é aquele chopinho delicioso e gelado pós-trabalho, direcionado a uma boa conversa e uma boa prática daquilo que mais gostamos: podolatria, trample e dominação. Tudo isso no coração do centro da cidade, no Klandestino Bar, bem coladinho à Bolsa de Valores e ao lado da estação das Barcas na Praça XV
E você não precisa ser do grupo para comparecer e curtir o evento (eu, por exemplo, não estou nesse grupo), mas já sei o que me espera: pessoas com os gostos semelhantes aos meus, gente receptiva, pista de dança, espaço para as plays e é claro, segurança, sigilo e chopp gelado. Então amigos, que tal um encontro happy hour na próxima terça-feira? Nos vemos lá!

Terça-feira, 31 de Janeiro – Klandestino Bar - Rua do Mercado 25, Praça XV, Centro – Rio de Janeiro.

A partir das 18 horas, até a meia noite!
 Entrada: HOMENS R$ 20,00 / MULHERES R$ 5,00

Realização Regulus
Maiores informação – 96775 4546
Censura 18 anos

Fetish Lab "Ice" - Ata



Já não resta mais dúvida, a Fetish Lab é atualmente a festa BDSM mais importante que temos no Estado do Rio de Janeiro, o único lugar que podemos ter a certeza que a maior parte dos amigos do meio estarão juntos no mesmo espaço. Hoje não temos mais uma grande festa quinzenal, ou mesmo mensal (como eram a Exótic e a Delírium), e o surgimento dos grupos de WhatsApp acabou por separar ainda mais um público que já era desunido, surgindo as famosas panelinhas dos amigos que entre eles mesmos organizam seus pequenos e médios eventos para o selecionado público pertencente aquele determinado grupo. Julinho com sua Lab anda fazendo a diferença: estruturou a festa de uma forma tão peculiar, que levou o BDSM para um público que, apesar de não ter familiaridade com as práticas, o recebeu de braços abertos, seja curtindo fazer as plays, ou mesmo apreciando quem as esteja PRATICANDO. Hoje temos um evento que acredito ser diferente de qualquer outro no mundo, onde se misturam diferentes tribos que, apesar de termos uma maioria BDSM, se adequam ao ambiente fetichista sem dogmas ou preconceitos; e beijar os pés e ser pisado dentro de uma boate com restante do público dançando ao redor, passa a ser tão natural como se estivássemos beijando na boca depois de um flerte. Essa é a Fetish Lab. E esse é o Rio de Janeiro!
Marquei de chegar mais cedo em Botafogo para conversar com Tonhão exatamente sobre esse problema de termos um longo e penoso espaço entre uma festa e outra. Era para entramos em alguma solução e tentar resolver o problema, seja organizando nós mesmo uma festa, seja apoiando algum novado com boas ideias e intenções, mas o papo acabou não rolando porque a mesa que estávamos fazendo a concentração encheu de uma hora para outra, chegando pessoas queridas e amigos que não víamos há muitos anos, dentre eles o casal Lúcia e Saulo, que aparentemente pensam em realizar um evento. Tomara!  O papo estava bom, mas o cara do bar, como sempre, expulsou todo mundo para fechar o estabelecimento e fomos para a festa. Vale relembrar que eu estava muito feliz, já que estava sem dores na costela e praticamente em forma para realizar a play que mais gosto, o trample!

Dessa vez não me jogaram no chão e me pisaram assim que entrei na casa, conduta tradicional e costumeira da Lab. Acho que a menina que fazia isso demorou a me achar, mas fui eu que abri a noite com a belíssima Rainha Mariane, fomos para o palco e fizemos um belo e forte trample, que foi pra deixar todo o público a vontade pra fazer o que bem entendesse dali para a frente. E foi exatamente isso que aconteceu, começou a pipocar play pra todo o lado, e as práticas mais comuns eram as velas, o spanking, o sufocamento e é claro o trample. E para esse texto não ficar longo demais, farei uma simples sinopse das coisas que pude presenciar:

Rainha Lindinha e Peccatore fizeram um trample tão sensacional e estranho ao mesmo tempo, que em determinado momento eu os interrompi para saber se o rapaz estava bem. Ela pisava forte e sem pena, e ele parecia fazer força com os braços para tira-la de cima, mas ao mesmo tempo sorria, como se estivesse tudo dentro dos limites do consensual. Era visível que ele não estava aguentando, mas estava gostando(?!), e quando me sinalizou que estava legal eu parei de atrapalhar a ótima play. Peccatore, BB Carioca e Mário foram os grandes nomes da festa, infelizmente não dá mais para acompanhar esses caras no chão, mas tento fazer minha parte.
Lembram do Ronaldo, um cara gente boa que frequentava a festa com uma Rainha que tinha um dos pés mais lindos do meio? Então, ele está de Rainha nova, e os pés dessa Rainha são tão lindos quanto os da sua ex. Esse cara deve realizar algum concurso na casa dele ‘das mulheres com pés mais lindos do bairro’, e escolhe a campeã do torneio para namorar. Tive a honra de fazer um trample com ela, Rainha Isabel, que pisa firme e com vontade. Mais tarde um pouco ela deu uns fortes chutes no saco do BB Carioca e acho que também o pisou.
Do lado de fora da casa, ou seja, na varandinha, Rainha Paty fazia uma verdadeira festa a parte com suas velas. Ela montou uma mesa com vários tipos diferentes de vela e quem quisesse saia com os braços e o corpo coberto de cera. E tinha fila, a maioria de mulheres, iam lá e recebiam milhares de pingos quentes pelo corpo.
Rainha Raposa, uma fofura de menina, fez um belo trample com meu amigo Heinsenberg, e ao seu lado as Rainhas Atha e Demônia destruíam o BB Carioca. Essas duas Rainhas fizeram também uma linda play de sufocação com o Rômulo. Logo a seguir Rainha Lindinha fez um belo trample no Mário e no Peccatore, e no centro da sala o Mestre Fernandez fazia uma bela e dolorosa performance de spanking com sua escrava. No interior da boate, em um sofá localizado num canto escuro, duas mulheres tinham seus pés adorados por um feliz podólatra, e encostada na parede, outra Rainha pisava em um escravo enquanto as pessoas dançavam ao redor sob o som de Júlio Bessa. Foi aí que convidei a minha querida colega Lúcia para trample: e quem sabe, sabe! Acho que há mais de dez anos não fazíamos uma play juntos e parecia que fazíamos todos os dias. Lucia subiu com a maestria de sempre, e com competência e autoridade pisou forte como sempre fez. Quem é Rainha não perde a majestade (agradeço mais uma vez ao Saulo pelo companheirismo de sempre).  Revi também minha grande amiga Lailai Calavera que parece que desaposentou e agora se chama Kahkah.
Agora ao meu ver o melhor momento da festa, protagonizado por BB Carioca e uma linda mulher chamada Isabelle. Pela primeira vez num evento BDSM, Isabelle provou que não precisa de muito conhecimento teórico para deixar um cara de quase dois metros caído no chão ao seus pés e um público ao redor apaixonado. Ruivinha natural e praticante de artes marciais, a menina deu um show à parte.  Com chutes fortes e perfeitos e depois de derrubar o adversário no chão, acabar com ele através de altos pulos, Isabelle mostrou o poder feminino de uma forma violenta e sexy. Ao terminar, BB Carioca quase morto e muito feliz, pronunciou a seguinte frase: “ Qual a possibilidade que você tem na vida de ser destruído por uma linda ruiva, faixa preta em Taekwondo e de All Starr vermelho? ’’
Rainha Demônia, linda como sempre, me pisou tanto que me fez lembrar a costela quebrada novamente, deu um pulo forte que me obrigou a ser cuidadoso dali em diante. Ela começou de bota, depois ficou de meia e me fez cheirar as solas de seus pés descalços depois de muitas horas calçada. Depois disso amarelei para o trample da Rainha Lindinha, pois minha costela já estava doendo. Então ela arrumou uma graciosa sub e começou a chicoteá-la no salão, nesse momento ela me mandou deitar no chão e falou para que a sub me pisasse enquanto apanhava. Fui para o chão e a menina me pisou com vontade, já subindo com um dos pés no meu rosto. Como era levinha, aguentei de boa. Lindinha continuava a aplicar o chicote em suas nádegas, quando de repente a sub me deu três fortes chutes no rosto, na forma de pisões. Quase desmaiei, fiquei tonto na hora, não sei se alguém tirou a menina de cima de mim, ou se foi lindinha que mandou ela parar, mas quando me recuperei, ela já estava agachada ao meu lado pedindo desculpas. O fato causou certa polêmica na festa, mas felizmente não aconteceu nada de grave comigo. E para encerrar minhas peripécias na noite, fiz dois tramples: um com a Bela Nanda Hell, e outro com a pequenina Nathália, que antes de mim fez um belo trample no anfitrião Julinho.  Saí de lá as cinco da manhã e muita play ainda rolava.
Não posso deixar de falar da linda Rainha Paula Marques, que mais gostosa que nunca, arrancou suspiro de homens e mulheres, e no seu cantinho curtiu muito podo aos seus pés.

Agradecimentos:
Sou profundamente grato ao carinho que recebi de todos vocês no momento do meu quase nocaute; a preocupação de todos com minha saúde e integridade física, em especial a Rainha Mariane que literalmente me deu colo logo após os chutes, o que me ajudou e muito a poder continuar na festa. A Rainha Nahama pela experiência, pelas dicas e maturidade que sempre transmite. A Minha eterna amiga Rainha Red Hands, por me trazer em segurança pra Niterói, tonto de porrada e bebida, não sei se teria condições de vir sozinho (e ao sub dono do carro que teve a paciência em voltar para buscar meu celular). Ao meu amigo Mestre Kimbaku, que sempre teve uma preocupação de pai comigo nos momentos que me machuquei ao longo desses anos de chão, e que dessa vez não foi diferente, mesmo tão ocupado com suas belas subs Roberta G e Luna F. Ao Tonhão, pela confiança e amizade. Ao Julinho, que veio aos poucos e emplacou uma das festas mais sensacionais que temos. Vida longa a Fetish Lab.

Ps. Texto foi publicado sem correção por falta de tempo, perdoe os erros!