22.5.15

O Extremo Asiático




Se vocês pararem para prestar atenção, os filmes de terror mais criativos, e também os mais impressionantes, estão vindo do cinema asiático. Já há alguns anos países como Japão, Coreia, e Tailândia tomaram conta do gênero, e quando os Estados Unidos emplacam algum sucesso, normalmente é uma refilmagem ou uma imitação das idéias orientais. Semana passada eu estava dano uma olhada na filmografia de um diretor sul-coreano que gosto muito, e que na verdade nem é especializado em terror, o Chan-wook Park (que dirigiu a trilogia sobre vingança “Old Boy”), e descobri que dirigiu um curta metragem que eu nem sabia que existia, chamado “Cut”, um terror de 40 minutos que fala sobre um psicopata que invade a casa de um diretor de cinema de quem é fã e faz um jogo sádico com ele e sua família. O tema me interessou. Procurando saber mais, descobri que esse curta foi lançado junto com outros dois em um pacote chamado “Três extremos”, ou seja, três curta metragens de três diretores consagrados do cinema asiático: sendo os outros o Fruit Chan de Hong Kong e o famoso Takashi Miike do Japão. Achei o filme na Internet e baixei. Na verdade todos são bons, o primeiro é o Japonês, fala sobre duas irmãs contorcionistas que trabalham num circo e uma põe fogo no mesmo quando a outra está presa dentro da caixa em que trabalha. O terceiro filme, que é o do diretor que me levou a busca inicial, é o mais fraco, apesar de também ser bom, entretanto é muito sanguinário, muita mutilação pra pouco tempo filme.
Mas vamos ao que interessa e ao porquê desse texto sobre filme de terror em um blog fetichista. É que o segundo curta me surpreendeu, se chama "Dumplings”, e apesar de não ter nada explicitamente fetichista, é um filme que possui alguns quesitos que me chamaram a atenção.

Voltando um pouco no tempo, há alguns anos, eu fuçando a Internet, achei um site em que o fetiche em questão era a mulher mastigando, o ato de comer era explicito, com foco especial na mastigação. Alguns vídeos eram com comida de verdade e outros eram montagens, onde a mulher reduzia o homem ao tamanho de um bombom e o mastigava com gosto. Esse fetiche tem nome, mas não sei qual é e estou com preguiça de procurar, contudo o tema envolvia a mulher gigante e o pequeno homem indefeso. Mas voltando ao filme em questão, o roteiro fala de uma mulher muito rica, que descobre um lugar onde vende uns bolinhos que fazem rejuvenescer, e ela vai até o local, experimenta o quitute e vira cliente assídua do lugar. Quem quiser surpresa na hora de assistir ao filme pare de ler esse texto nesse momento, pois a partir de agora entrarei no mérito da questão e contarei o desenrolar dos acontecimentos. Seguindo aos fatos: a mulher rica realmente percebe que o bolinho dá resultado, e fica curiosa com o ingrediente usado no recheio dele, pois é bem macio e com algo crocante no meio, que dá uma consistência diferente de tudo que ela já degustou. Resumindo: um certo dia ela chega sem avisar na tal casa e vê a dona do estabelecimento fazendo aborto em uma jovem menina, e descobre que o que estava comendo era nada mais nada menos que fetos humanos. E vocês acham que ela desiste de rejuvenescer por conta disso? Que nada, o prazer pessoal em se ver mais bela e jovem é superior ao fato de bebezinhos serem mortos antes do nascimento para servirem de vitamina, e a câmera está lá para mostrar seu rosto de prazer ao quebrar com os dentes os ossinhos crocantes que fazem parte do recheio do bolinho, que mais parece uma placenta do que um salgadinho normal. O diretor ainda tem a gentileza de toda hora filmar os pés da mulher que faz os bolinhos, sua solas são mostradas mais de uma vez e em closes provocativos. Ficaram impressionados? Bem vindos ao cinema de horror asiático.


Ficha técnica:
Título Original: Saam gaang yi / Three... Extremes 
Ano de Lançamento: 2004
Direção: Chan-wook Park,  Fruit Chan e  Takashi Miike
País de Produção: Japão, Coreia do Sul, Hong Kong
Duração:125 minutos

17.5.15

Exótic - Kinkland - Ata




Sensualidade é a palavra mais próxima que encontrei para definir o que foi essa última edição de Exótic. Não que tenha sido muito diferente das anteriores, ou que tenha tido performances mais lights, nada disso. Acho que foi o fato de não estar tão cheio que fez a festa adquirir uma essência mais íntima, uma possibilidade de maior aproximação e contato entre as pessoas. O flerte esteve em evidência, assim como a delicadeza dos toques, seja em uma massagem nos pés ou nas costas de uma Rainha, ou mesmo nas mãos dadas e nos abraços daqueles que não se viam há muito tempo. E foi também um evento de “mudança de safra”, ou seja, muita gente das antigas não foi, mas em compensação novas caras surgiram, algumas até surpreendendo com magníficas plays que deixariam muitos veteranos de queixo caído. Até mesmo os shows que a Exótic costuma apresentar adquiriram um tom mais informal, acontecendo em horas não programadas e quase totalmente na base do improviso, no tesão momentâneo do ato. A salinha dos fumantes estava bem disputada, parecia que dentro dela as pessoas se conheciam, se identificavam e já saíam para mostrar suas plays. Era como que um local de pré-produção de práticas, de busca de afinidade e de parceria para a realização de fetiches em comum. Alguns não aguentavam e praticavam fetiche no próprio quartinho, onde fiz minha primeira massagem com alguns beijinhos nos pés da sensual Rainha Perséfone, quase abrindo os trabalhos da noite. E foi nesse clima de sensualidade que a Rainha Camille Dame abriu com chave de ouro a festa pisando de forma magistral no Peccatore. Eles usaram aquele espacinho que parece uma jaula para fazer o trample; bom que dá apoio, e ruim que tira um pouco a visão dos que querem assistir.
A Rainha do Peccatore, Nanda Hell, me disse que essa edição foi a melhor de todas em que ela já foi, achou a galera incrível e o espaço perfeito para uma festa BDSM. Sim, dessa vez alguns nomes brilharam na festa. Não quero com isso dizer que outros não fizeram bonito, não é isso. Mas teve uma dupla que se sobressaiu em relação aos demais na suas práticas. Refiro-me ao meu amigo Karioca BB e a lindíssima Camille Dame. Ambos roubavam a cena onde quer que estivessem e principalmente quando atuavam juntos. A play dos dois, onde prevaleceram os chutes, foi impecável! Ela o deixou literalmente caído no chão ao final do massacre por uns bons dez minutos, eu quase fui lá saber se o nocaute era definitivo, mas ele se levantou nessa hora. E antes disso o Karioca já havia dado um show à parte dentro da salinha, primeiro com a Rainha Lótus, que chutou seu saco com a sola dos scarpins até cansar. E depois com uma linda menina (inédita nos eventos) que se posicionou como verdadeira lutadora e aplicou uns golpes violentíssimos sobre seu corpo. Essa menina, que merece um parágrafo especial, foi em companhia da Demonia Tenebris e de mais uma amiga, que também nunca havia pisado numa de nossas festas. Ambas se esbaldaram, mas essa que aplicou a coça no Karioca esteve perfeita em tudo que participou, seja no trample, nas massagens e até nos golpes profissionais que aplicava de vez em quando em quem pedia.
Por falar em golpes profissionais de artes marciais, me convenceram a levar um chute da Rainha Red Hands; ela foi a que mais me convenceu: “ah, vamos Quaquá, deixa, vou pegar leve com você”. Levei uma porrada frontal na barriga que quase voei na parede. Seu chute entrou certeiro, acho que a canela bateu no estômago no mesmo momento em que o peito do pé atingia minhas costelas. Parei, não quis mais. Não sei como Mário, Peccatore e o próprio Karioca conseguem aguentar uma sequência interminável de chutes como esse. Como eu disse, a noite teve seus momentos. Por falar em convencimento, a Rainha Camille meio que me intimou a ir pra parede para me bater com a sua tala. E não adiantou eu choramingar pedindo clemência, levei umas seis chibatadas bem dadas nas costas. Depois disso tirei uma conclusão, acho que o medo elimina um pouco a dor. Eu estava tremendo, conheço essa Rainha como ninguém, e sabia que não viria moleza. Mas as pancadas não surtiram o efeito de dor que eu esperava. Ou será que foi o tesão que eliminou a dor? Ou ambas as coisas? Ah, eu sei lá!
No trample tentaram me detonar de salto fino, minha irmã Lótus subiu com tudo, tentei aguentar, me concentrei, cruzamos nossos olhares, percebi seu sorriso misto de prazer e maldade e pus a mão em suas pernas para tentar em vão diminuir o peso todo em seus calcanhares. Ela cedeu e desceu sorrindo, dizendo que não sou mais como antes. Na próxima surpreendo de novo, ainda era cedo, eu estava frio. Descalça pôde brincar como bem entendesse, dançar, pular e chutar meu rosto. Mário se deitou ao meu lado e a Rainha Demonia pisou nele, depois deu espaço para suas duas amiguinhas entrarem no jogo. Mário de se deu bem, duas gatinhas em cima dele. Quatro na verdade, se contarmos com  Lótus e com a Demonia. Não subiram ao mesmo tempo, mas valeu o show. Depois também fui pisado pela Rainha Demonia, e que pés gostosos  essa mulher tem, parece que foram feitos para o trample (como assim? Vocês podem estar se perguntando, ah, nem eu sei explicar).
Rainha Jade está de visual novo, digamos que uma Rainha intelectual, de óculos de grau, penteado versátil e botas pretas de cano longo. Deu vontade de cheirar aqueles pés tapados o dia todo em botas de couro, mas me contive depois que descobri que ela abriu o pulso de seu escravo durante uma play. Colocamos gelo no braço do rapaz! Ele tá bem! Cheirar pezinho fica pra próxima. Jade levou uma amiga que partiu os corações dos podos. Apesar de Atena ainda não ter escolhido ser ou não uma Rainha, seus belos pezinhos fizeram um baita sucesso. Eu apenas consegui massagear suas mãos e suas costas, de tão disputada que era. Queria um trample, fica também pra próxima.
Por falar em massagem, estou virando o massagista oficial de festa, perdi as contas dos ombros que apertei. Uma das amigas da Demonia me disse que eu ficaria rico se abrisse uma clínica de massagem em Ipanema. Vou pensar na proposta!
Como sempre Mestre Rasputin deu um show de shibari com suas escravas, e no segundo andar, um casal que nunca tinha vindo às festas fez uma incrível performance onde ela o dominava. Ele foi amarrado na cadeira, despido e espetado por vários desses pregadores de roupa, apanhava também! A Deusa era linda e sensual e deu seu show à parte. Uma pena que essa play não foi vista por quase ninguém, estavam todos lá em baixo ou dentro da salinha dos fumantes. Acho que além de mim apenas o cara do bar presenciou a cena.
Mário serviu de poney para a Rainha Nanda Hell e para a Lótus. Depois Lótus me prendeu em uma cadeira e chicoteou meu peito, disse que adorava usar o chicote na parte do peito e da barriga, encerrou a cena me dando uma chicotada no rosto.
Não entendi bem uma aposta feita entre o Pervertedor e a Rainha Camille Dame cujo debate girava em torno de qual o estilo musical mais adequado para a prática do trample. Ela defendia o Funk e ele o Rock. Nessa discussão me puseram no chão e fui pisoteado por ela ao som de Eletro Pop. Não me importa em nada a conclusão que devem ter tirado sobre trilha sonora, o que tenho pra dizer foi que ganhei o mais espetacular trample da noite. Camille subiu de salto, ensaiou um passinhos, mas logo os tirou, e o que se sucedeu foi aquele trample esbanjando sensualidade que essa Deusa faz como ninguém. Eu não queria mais sair do chão, por mim ficava até amanhecer, e ela deve ter dançado umas três ou quatro músicas em cima de mim. Não pulou, mas o trample foi firme, com vontade, com muita disposição de ambas as partes. E assim encerrei minha noite, saí da lá por volta das 4 da manhã e a festa ainda rolava em ritmo acelerado, com muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.

Vocês devem estar achando estranho essa ata sair logo no dia seguinte ao da festa, já que as vezes demoro até uma semana para postar. Mas é que meu computador está pifando, está nos momentos finais de uma longa trajetória comigo. Hoje calhou de eu conseguir ligá-lo, coisa que vem sendo cada vez mais rara de acontecer. Por isso, resolvi perder uma hora do meu precioso de domingo, e aproveitando que meu fluminense está levando uma goleada no Brasileirão, larguei a cama e vim trabalhar. Desculpe os erros, não vai dar tempo de correção, saiu tudo num fôlego só e ainda com o gostinho na boca dos pés da Camille Dame.
Se eu sumir é por falta de computador, mas estou vivo.
Mês que vem tem mais!
 

Se deseja uma estrela de primeira grandeza escolha o simplório, é o que digo, não busque senão na aberração a sinceridade, e no disparate a franqueza” (Eucanaã Ferraz)

8.5.15

Sábado - Exòtic - Kinkland - Lapa - RJ



Amigos e amigas fetichistas,

Está chegando à hora de mais uma super edição da: "Exòtik Fetish Fest” agora com o tema – “KINKLAND". E muita atenção, o evento será no SÁBADO, dia 16 de maio, a partir das 23 horas e no já conhecido espaço CASTLE OF VIBE, localizado na Avenida Gomes Freire, 814, Lapa – RJ.

Venha se divertir nessa grande festa fetichista, onde teremos um excelente espaço liberado para qualquer prática fetichista: Trample, adoração de pés, Spanking, Torturas de todo o tipo, Poney Boy, Velas, Voyerismo, Shibari, Dog Play, Cross Dresser, Bondage, CBT, Suspensão e performances obscenas! Muita gente bonita já confirmou presença.

Mais uma vez curtiremos nossos fetiches no aconchegante espaço do Castle of  Vide, novamente a casa escolhida para abrigar essa grande festa, em que o local é super discreto e temático. Teremos o DJ Finno e Akira Shibari tocando a noite som dos anos 80, Eletro Pop, House, Tribal, Goth, Trip Hop, e Rock'n'Roll, além de vários filmes BDSM e fetichistas selecionados por mim e pelos experientes VJs Mário Tapete e Severin Mountty.
Haverá ainda Fetish Shows e as variadas performances de BDSM onde você pode ser o personagem principal, então não perca!

Ingressos no local:
Homens 60 Reais (Com nome na lista pagam somente 50 Reais)
Mulheres 40 Reais (com nome na lista pagam somente 20 Reais)
C. D. 40 Reais (a noite toda)

Lista amiga: Existem três o opções para colocar seu nome na lista e arranjar o desconto:
1-     Colocando o nome na página do evento no Facebook
2-     Mandando um SMS com o seu nome para: 21 9 9784 6948
3-     Mandando um e-mail para mim até as 18 horas do dia da festa – quaternado@yahoo.com.br

Dress Code (opcional) : All black, Máscaras, Fantasias em Geral, Fetish, Couro, Latex, Lingerie, Vinil, Style Sexy, Goth e Zentai

Informações: 21 9 9784 6948    
Lótus Produções Fet
* Proibido fotografar
* Sujeito à lotação e alteração sem aviso prévio.
* Classificação etária 18 anos

24.4.15

Exótic Luxury - Ata



Se não fosse pela Rainha Lindinha eu não teria ido ao esquenta, primeiro porque não estou mais bebendo como antes – nas noites que resolvo beber não tomo mais do que cinco cervejas – e segundo porque não aparece ninguém pra me acompanhar. Já teve época de eu insistir para que a galera chegasse mais cedo e tal, principalmente quando a cerveja é cara na festa – o que prevalece em tempos atuais, oito reais uma long neck – mas não estou mais disposto a encher o saco de ninguém pra chegar antes, só assim não me preocupo mais com horário, antes eu me importava, mas as coisas mudaram. Só deixo o pedido pra galera que cuida do bar da festa pra tentar baixar o preço da loirinha gelada, ou então colocar uma mais popular, a Itaipava por exemplo, que é bem aceita pelo menos frescos. No esquenta dessa última sexta-feira tomei três cervejas sem álcool enquanto esperava companhia. Rainha Lindinha chegou quase em cima da hora de entrar pra Exótic, com uma sandália de salto magnífica e já cheia de cerveja na cabeça, flertou com um rapaz da mesa vizinha e teve sua cerveja paga por ele, pediu-o ainda para beijar o seu pé, mas teve esse pedido negado, não era um podólatra. Contudo, era gente boa, quase pedi para pagar as minhas também. Chegamos na festa às vinte três e trinta.

A Turma chegava aos poucos, da escada já observei toda a beleza da minha maninha Lótus, que estava com uma roupa provocante, sensacional. Sua alegria era contagiante, a expectativa de um grande evento transcendia em seus olhos. Na pista de dança a galera já ensaiava os primeiros passos, foi ali que abracei o casal mais charmoso do BDSM carioca, meus amigos Dom Bianco e sua sub Sofie Bianco, ao seu lado a sempre bela Rainha Camille Dame. O piso superior estava quase vazio, mas a tal salinha que o pessoal usa pra fumar estava tomada de gente, parecia que todo mundo estava ali, inclusive já rolava a primeira play da noite: Rainha Perséfone tinha seus pezinhos adorados pelo experiente Bruno Podo. O ambiente era agradabilíssimo, peguei minha primeira cerveja e fui saber das novidades com meu amigo Mário, que lembrou dos tempos em que eu não fugia dos rigorosos tramples onde as mais malvadas mulheres subiam com todo o tipo de sapato de salto fino. Recordamos juntos quando a Rainha Frigg me detonava sem pena e com saltos de agulha, e às vezes em que eu saia das festas com o corpo parecendo uma peneira, de tanta marca redonda que os saltos deixavam. Parecia que meu amigo Mário estava prevendo, a noite ainda mostraria isso, foi à festa em que mais fui pisado dessa forma nos últimos anos, e meu corpo voltou a parecer peneira, ainda guardo marcas hoje, uma semana após o evento.

A festa pode ser divida em antes e depois da turma de São Paulo Chegar, eles deram um gás fenomenal na festa. Rainha Naja e sua turma, uma galera animadíssima que já chegou conquistando espaço. Com eles um rapaz simpaticíssimo começou a brincadeira de tapas na cara, estava acompanhado de uma loirinha linda, que ainda parecia um pouco aprendiz das nossas técnicas, mas com certeza empolgada com o momento e com o evento, estapeava o rosto do parceiro com força, dando lugar também para que as outras Rainhas de Sampa batessem, e a festa daí por diante tomou um ritmo bem frenético.
Todavia, antes disso acontecer, um tal de Marco roubou as cenas com suas plays de Spanking. Lembro de ver Rainha Lindinha e Deusa Lótus batendo pra valer nele. Depois disso foi à vez da Rainha Fabiana usar seu chicote, e a forma como ela o chicoteava dava tesão: era firme, sexy, poderoso.
Fui pro chão para ser pisado pela Rainha Lótus e por uma Rainha que ficou responsável pelos shows da noite, visto que as tequileiras não estavam presentes na casa. Lótus já começou subindo de sandália no meu rosto, depois caminhou assim pelo meu corpo sem nenhuma pena. Logo a seguir deu apoio para que a outra Rainha também subisse de sandália. Ao mesmo tempo em que me pisavam faziam uma provocação, passando o salto próximo ao meu rosto e pescoço, ameaçando pisar nos locais mais sensíveis e perigosos.
Assim que essa play terminou deu-se início a uma espécie de show, em que os protagonistas eram eu e essa outra Rainha. Ela me pôs sentado numa cadeira bem ao centro do salão e começou um jogo provocativo, que consistia em vir me beijar, mas ao invés disso me bater com o chicote. Depois puxou meus cabelos e subiu com os dois pés nas minhas coxas, o que me valeu uma extraordinária mancha roxa que me enfeita até o presente momento. Encerrou a sessão me batendo no rosto e chamando algumas mulheres da plateia para repetir o ato.
O que se sucedeu a esse show foi uma performance linda de Shibari entre o Mestre Rasputin e sua escrava Lety, que pararam a festa em uma linda exibição de nós e cordas. Depois disso ele me pediu para que limpasse com a língua os perfeitos pés de sua Sub, o que claro, fiz com todo o prazer. Agradeço mais uma vez aqui pela oportunidade.
Falando em adoração de pés, não posso deixar de citar meu amigo Dinho que estava azarando as solinhas das gatas presentes. O cara se seu bem, beijou muito, mas muito pezinho bonito na festa. Toda hora eu o via caído de boca em algum. Destaque pra uma linda Deusa cujo nick era Camilla Salander (salvo engano). Tinha também uma linda mulher, que acho que é switcher – já explico o por quê – com os pés lindíssimos, que de vez em quando escolhia um sortudo para adorá-los, não tive essa sorte. Todavia, em um momento da festa ela me pôs ajoelhado na sua frente e me fez chupar seus dedos da mão, todos eles. Depois me pediu para bater no seu rosto, o que fiz, e assim que bati levei um tapa ainda mais forte do que o que dei. Por isso acho que era switcher. Sempre a vejo, foi nosso primeiro contato físico.

A festa chegou no seu auge lá pelas duas da madrugada, rolava play em todos os espaços, em qualquer cantinho disponível. Fazendo um paralelo com o rock, imaginem Beatles e Stones no comecinho dos anos de 1960 tocando no mesmo espaço minúsculo do Cavern Club, cada um de um lado.  O momento era mais ou menos esse pro BDSM do Rio de Janeiro, Camille Dame e Rainha Naja fazendo altas exibições de trample no mesmo andar, no mesmo momento, ao som de umas rápidas batidas que o DJ Finno soltava como uma perfeita trilha sonora para o ato. Quem estava lá viu!
Meus tramples com salto se intensificaram mais ou menos nessa hora. Foi posto no chão e Rainha Naja subiu com toda à vontade do mundo, ainda chamou suas amiguinhas para uma ajudinha. Fui massacrado da cabeça aos pés, em um ritmo alucinante. Depois disso Naja mandou que tirassem seu calçado – eram botam vermelhas de salto muito alto, cujo couro se estendia até a altura de seus joelhos – e assim, descalça, subiu com ambos os pés nos meu rosto. As solas me esmagavam as faces, e ali debaixo eu podia sentir o maravilhoso odor de seus pés após uma longa jornada dentro de sapatos. Assim fiquei por algum tempo. Depois outros podos foram chamados para o chão e outras rainhas também vieram pisar. Como eu era o único a aguentar os saltos das Deusas, eu era o mais cobiçado dos tapetes, fui destruído (que falta não faz o Gaúcho e o Nelson nessas horas. Mário sumiu se despedir).
Sex Lady, num cantinho próximo ao bar, tinha suas lindas solas beijadas pelo Podomá, para completar o cenário paradisíaco que o Castle Of Vibe proporcionou aos seus convidados.
No piso superior havia rolado alguma play muito hard, o chão estava sujo de sangue, o que demonstrava que o chicote devia ter entrado em ação bonito, pena que não vi o que aconteceu. Lá fora, no tal fumódromo, mais podolatria rolava.
Tenho que abrir um parágrafo pra comentar sobre as figuras sensacionais de Pedro Luiz e Stefano. Eu tenho que tirar um final de semana pra passar com esses caras, a implicância de um com o outro lembra os momentos hilários de Laurel e Hardy nos famosos filmes do “Gordo e o Magro”, apesar daqueles serem ambos magros. Diverti-me muito com o caso do chocolate que haviam prometido para uma Rainha, e ambos discutindo de verdade em quem recaía a culpa pelo esquecimento. Mas o melhor foi quando a Rainha Naja pegou uma menina como escrava e a levou pro meio salão, usando e abusando da “baunilha” em questão. Durante a play, Pedro Luiz parou do meu lado pra ficar dizendo: “olha, minha amiga baunilha! não queria vir porque se dizia baunilha, não curte nada de BDSM, baunilhinha pura, olha só”, isso enquanto a Rainha Naja dominava a menina com muita sensualidade. Acabei sendo chamado para participar do que ocorria, Naja me fez engatinhar de quatro atrás da amiga “baunilha” do Pedro Luiz e ir beijando as solinhas dela, e ainda fez a gatinha me pisar, o que foi realizado com um sorriso de orelha a orelha - essa baunilha vai longe. Durante essa brincadeira Rainha Naja furou o pezinho em algum caco perdido pelo chão, fui cuidar das solinhas da Deusa: limpei com papel molhado e passei gelo... Must the show go on!
A festa ainda estava cheia e com muita coisa boa acontecendo, mas já iam dar cinco da manhã e estou velho pra chegar em casa com dia claro. Tive que me retirar. A noite foi perfeita. Parabéns maninha!
Anotem aí na agendinha a próxima festa, Exótic “Kinkland”, dia 16 de Maio, excepcionalmente em um sábado . Cada edição melhor que a outra. Não percam!



Estou encerrado em mim mesmo, fora de alcance Antes eu me importava, mas agora as coisas mudaram” – Bob Dylan

10.4.15

Exótic - Luxury - Sexta-feira



Amigos e amigas fetichistas,

Está chegando à hora de mais uma super edição da: "Exòtik Fetish Fest” agora com o tema – “LUXURY". O evento será na próxima Sexta-feira, dia 17 de abril, a partir das 23 horas e no já conhecido espaço CASTLE OF VIBE, localizado na Avenida Gomes Freire, 814, Lapa – RJ.

Venha se divertir nessa grande festa fetichista, onde teremos um excelente espaço liberado para qualquer prática fetichista: Trample, adoração de pés, Spanking, Torturas de todo o tipo, Poney Boy, Velas, Voyerismo, Shibari, Dog Play, Cross Dresser, Bondage, CBT, Suspensão e performances obscenas!. Muita gente bonita já confirmou presença.
Dessa Vez curtiremos nossos fetiches no aconchegante espaço do Castle of  Vide, novamente a casa escolhida para abrigar essa grande festa, em que o local é super discreto e temático. Teremos o DJ Finno tocando a noite som dos anos 80, Eletro Pop, House, Tribal e muito Rock'n'Roll, além de vários filmes BDSM e fetichistas selecionados por mim e pelos experientes VJs Mário Tapete e Severin Mountty.
Haverá ainda Fetish Shows e as variadas performances de BDSM onde você pode ser o personagem principal, então não perca!

Ingressos no local:
Homens 60 Reais (Com nome na lista pagam somente 50 Reais)
Mulheres 40 Reais (com nome na lista pagam somente 20 Reais)
C. D. 40 Reais (a noite toda)

Lista amiga: Existem três o opções para colocar seu nome na lista e arranjar o desconto:
1-     Colocando o nome na página do evento no Facebook
2-     Mandando um SMS com o seu nome para: 21 9 9784 6948
3-     Mandando um e-mail para mim até as 18 horas do dia da festa – quaternado@yahoo.com.br

Dress Code (opcional) : All black, Máscaras, Fantasias em Geral, Fetish, Couro, Latex, Lingerie, Vinil, Style Sexy, Goth e Zentai

Informações: 21 9 9784 6948    
Lótus Produções Fet
* Proibido fotografar
* Sujeito à lotação e alteração sem aviso prévio.
* Classificação etária 18 anos

Da concentração – Faremos nosso tradicional esquenta no bar do Gerson (fica na esquina da Rua do Lavradio com a Riachuelo), bem perto do local da festa. Chegarei lá por volta das 22:30. Quem quiser chegar antes e já começar uma birita e um papo sobre fetiche, é só chegar. Conto com vocês!

2.4.15

L I V R E



A vida de Cheryl Strayed definitivamente não é aquela que gostaríamos de ter, mesmo sabendo das suas qualidades de perseverança, disciplina e crescimento interior.  Abusada pelo avô paterno dos três aos cinco anos de idade, passou por momentos terríveis até superar o trauma. Depois se envolveu com heroína, e mais tarde perdeu sua principal aliada, sua mãe, levada por um câncer feroz e devastador, praticamente na
mesma época em que se divorciava do marido. Quase sem amigos ou contato com familiares, Strayed que nunca havia sequer acampado ou feito trilhas, decidiu empreender sozinha uma viagem a pé de mais de mil e oitocentos quilômetros pelos Estados Unidos, saindo a partir do deserto de Mojave para atravessar a Califórnia e o Oregon, até chegar ao estado de Washington, no Norte do país. Essa aventura foi contada em livro, que virou best seller e adaptada para o cinema: Livre.

O que me fez gostar tanto desse filme (eu ainda não li o livro), foi à forma como o diretor focou atenção para o lado humano da personagem vivida por Reese Witherspoon, que vê a morte da mãe como um divisor de águas entre o que viveu e o que ainda pode viver, buscando refúgio em si mesma e partindo para uma arriscada aventura na solidão. A autoanálise é uma das mais belas e incríveis qualidades do ser humano, que nos permite uma ampla visão do nosso mundo interior em sintonia com o cotidiano, e quando bem realizada nos faculta um confronto direto com o que pensamos e o que realmente somos, atingindo dúvidas, desestruturando (in)certezas e clareando pontos obscuros que dificultavam a busca pelo que idealizamos certo, ético ou justo, ou seja, um dos degraus para a tão almejada felicidade. Strayed chega a um ponto limite, questionando se a continuidade da sua vida da maneira como está, lhe trará um futuro feliz.
A não linearidade do roteiro é o ponto estratégico para não tirarmos a atenção nem os olhos da tela. Com as informações aparecendo em doses homeopáticas vamos percebendo o porquê da escolha em sair sozinha para uma peregrinarão por desertos, montanhas e locais inóspitos. A opção da solidão pode ser a melhor escolha dentre as possibilidades que nos é apresentada, e nem sempre estar acompanhado ou estar sozinho é critério a servir de base para a felicidade. Mas a história ainda vai um pouco além, o que a faz ainda mais interessante, já que a repetitiva vida em sociedade pode não ser suficiente para o ideal de superação que Strayed necessita, e mesmo tomando certas precauções de sobrevivência, ela não deixa de se lançar em uma reconstrução de seu “eu” interior passando por momentos de extrema dificuldade e risco de morte, como fome, sede, frio e uma abstinência quase total das facilidades da vida em comunidade.

Para os cinéfilos podólatras que assistem aos filmes sempre empenhados em ver os pezinhos das atrizes, esse pode ser frustrante e broxante. A primeira cena é a de Reese Witherspoon escalando com dificuldade uma montanha, e ao chegar num ponto relativamente seguro, ela tiras as botas e as meias, e o que surge é um pé roxo, um dedão ensangüentado e uma unha quase solta, que é retirada a sangue frio e aos berros. Mas para compensar essa cena horrível, em um dos flashbacks que remontam a história, o pezinho limpinho e macio da atriz é focado por alguns segundos sendo esfregado nas costas do companheiro (nada de especial ou excitante).

“Livre” é um filme biográfico, um drama sobre lição de vida e reciclagem, mas acima de tudo é um filme intenso, profundo e inteligente, e nos mostra que em algum momento da nossa vida a mudança pode ser necessária, e certamente isso nos vai ser mostrado de forma clara, bastando que tenhamos sensibilidade para um estudo de nós mesmos. E aí será a hora de decidir se vamos nos desligar de um passado com trilhas já determinadas ou vivermos um futuro sob novas perspectivas.

22.3.15

Exótic Obscene - Ata



A gente tem que voltar a fazer a concentração. É muito bom reunir a galera na mesa do bar antes da festa e já começar o nosso esquenta, a bebedeira, o papo sobre fetiche e tudo o mais. Dessa vez tive que ir pra festa sozinho, minha Rainha teve um imprevisto em cima da hora e não pode comparecer. Fiquei lá no bar do Gerson solitário. Quando a gente ta bebendo é tranqüilo ficar uma hora sentado sozinho, mas sem álcool é foda, o tempo não passa. Levei o segundo caderno do jornal pra ler, mas acabei com ele dentro do ônibus, então fiquei com cara de paisagem me distraindo com os pedintes e os vendedores ambulantes em rodízio na minha mesa. Essa tarefa de não beber é tranqüila nos dias de semana, mas final de semana com todo mundo se cachaçando do seu lado é hard. Eu sabia que não ia agüentar passar a noite de sexta-feira puro, mas quis esperar pra tomar uma cerveja dentro castelo, e assim o fiz, quando acabou meu guaraná zero fui pra festa. O garçom ficou meio puto porque ocupei sozinho uma mesa disputadíssima, na esquina da rua, por 40 minutos, e só gastei 4 reais. Deixei o troco de um real de gorjeta e acho que ele me mandou tomar no cu em sussurro. Da próxima vez vamos fazer o esquenta lá, já deixo anotado aqui, vai ser dia 17 de abril, sexta-feira. Como a festa abre às 23 horas, to pensando em chegar às 22 horas no máximo, quem puder apareça, o bar do Gerson fica na esquina da Rua Lavradio com a Riachuelo, na verdade ali é o começo da Lavradio, bem perto da Castle of Vide, onde vai ser novamente o evento. O bar tem bom preço, e uns petiscos legais.

Cheguei e a festa já estava cheia, que ótimo, peguei fila com prazer, gaúcho chegou logo atrás de mim e ficamos de papo no aguardo para entrar. Um quesito que faz diferença no Castle Of Vibe é o atendimento. Todo mundo é gente boa. Não se importam nem um pouco com o que rola na festa, pelo contrário, parecem curtir, e ás vezes até dançam e incentivam práticas, isso faz a diferença.
Entrei e já fui falando com os amigos, logo já tinha umas plays rolando, em geral adoração de pés, lembro de ver Perséfone beijando as belas solas da Deusa Isodama, e mais outro casal que não conheço. A salinha que da acesso a minúscula área dos fumantes já estava cheia, e perto do bar umas pessoas disputavam espaço para assistir uma cena de dominação em que parecia haver também sexo nela, um cara dominava sua escrava e parece que a penetrava, mas não enfiei a cara pra ver se era simulação ou real, mas que a coisa estava caliente estava! Logo embaixo, no andar principal, as pessoas já dançavam no salão e Lady Sex tinha os pés beijados por Marcos Podo.
Um pouco depois a anfitriã Lotus anunciou a apresentação das tequileiras. Uma cadeira foi posta no centro do salão, uma pessoa era escolhida e a tequileira bagunçava o coreto. Lembro que o primeiro a ser pego foi o Malpodo, ela jogou a bebida em sua boca, subiu com os dois pés em suas coxas, e sacudiu sua cabeça entre as pernas. Depois foi a minha vez*, a tequila desceu quente, eu estava sem beber uma gota de álcool há dias, e aquilo já me vez tonto quase que instantaneamente, minha cabeça foi sacudida pelas mãos dela e fui liberado. Mais duas ou três pessoas foram também escolhidas para a bricadeira.
Antes que o povo se dispersasse foi à vez da brincadeira do “tapetão humano”: eu*, Gaúcho e Malpodo deitamos no chão e fomos pisados por uma das tequileiras, primeiro de salto e depois sem. A tequileira encheu minha boca de bebida mais uma vez, começou a me pisar e depois alguém a chamou e por algum motivo ela saiu. Ao voltar, parecia que havia se esquecido que já tinha me dado tequila e encheu minha boca mais uma vez, dessa vez tanto que até transbordou, molhando meu pescoço e cabelo, ela nem se deu conta, levantou e começou a dançar em cima de mim, seguindo os passos para cima dos dois amigos que estavam no chão ao meu lado. Quando levantei pareceu que a performance tinha animado a festa, começou a pipocar play por todo o canto, uma mais bacana que a outra. Percebi que não podia tomar cerveja, estava ficando bêbado, me prometi que não fico mais bêbado. Comprei uma água.
Agora duas hards plays: a primeira protagonizada pela Rainha Red Hands e pelo meu amigo Carioca BB. Muito chute no saco, e como a Deusa em questão é lutadora de kickboxing, as porradas eram profissionais. Depois de muito chute, ela passou a socar a barriga e as costelas, com golpes rápidos e certeiros. Na mesma sala, do outro lado, uma linda e cruel cena de spanking acontecia: encostada em uma das paredes, uma mulher apanhava de outra. Com o tempo às nádegas começaram a sangrar, e no final, a que batia, espalhou o sangue com as mãos e deu uma lambidinha, como pra mostrar que quem manda no pedaço é ela. Lindas plays! Nesse momento Mário carregava Rainha Jade nas costas, cujos belos escarpins em seus pés ficavam apoiados em baixo de seus braços.

No primeiro andar mais animação, Rainha Lindinha fez um sensacional trample no Gaúcho, andou muito nele. Peguei essa play pelo meio, então não vi se antes ela havia subido de salto alto ou não, ela caminhava descalça. Fui chamado pro chão*, e também fui pisoteado com vontade, com muitos pulos e chutes.
Dessa vez a festa contou com umas figuras importantes do meio BDSM, além do meu brother Fidel, estavam presentes o Maligno e a Letícia Carvalho. Maligno é de SP, fizemos muito trample juntos na época em que ele vinha ao Rio como representante de uma das festas de lá, um cara muito gente fina que chamou a atenção das gatas pela fantasia de policial, com boina e tudo. Rainha Letícia eu ainda não conhecia, mas todo mundo sabia quem era, ficou o tempo todo rodeada de fãs e troquei rápidas palavras com ela, que pareceu ser uma simpatia de pessoa. Teve seus pés beijados por muitos podos. Resumindo, a presença dessas pessoas foi um sucesso enorme.
Um desconhecido também chamou a atenção, era um garoto que devia ter no máximo 20 anos, estava igual pinto no lixo aos pés das mulheres, mais feliz que criança em parque de diversão. Teve uma hora em que perdeu os óculos pelo chão, acenderam as luzes e foi um tal de aparecer celular em função lanterna para ajudar na busca, acabou que fui eu que achei, devolvi o sorriso do rosto do menino que voltou para suas Deusas do momento.
Uma Rainha loira que volta e meia está na festa com seu escravo pisou nesse garoto, como ele não agüentou muito tempo eu fui pro chão* no lugar dele. A Deusa em questão me pisou muito, subiu com vontade e dançou muito em cima de mim.
Por falar em dançar, tenho que dar os parabéns ao DJ Finno, dessa vez ele se superou. Mandava as músicas certas na hora certa, a pista de dança só parava na hora que tinha que parar para dar espaço à alguma performance programada. Dancei muito ao som de vários ritmos ( dancei não, me sacudi, porque todos sabem o fracasso que sou em me requebrar).
Rolou também os parabéns, Rainha Sapphire e Índia GG comemoraram mais um ano de vida. O bolo era uma delícia, todo mundo que estava no salão provou.
Muitas outras plays rolaram, a festa não parava. Fiz* um trample no meio do salão com a Rainha Donatela, ela me pisou descalça. Depois fiquei sabendo que ela havia quebrado o salto, será que foi pisando em alguém? Se foi queria ter visto. Gaúcho também fez uma longa cena de trample dentro daquele espaço que parece uma gaiola, quem lhe pisou sensualmente foi a Sex Lady.
Uma cena bonita foi a de uma Sissy (é assim que se escreve?) interpretando uma canção. Ela dançou e cantou certinho uma famosa música conhecida pelo público em geral e em especial pela animada turma do LGBT, um show à parte.
Foram distribuídos pirulitos na festa.
Sai de lá quase às 5 da manhã. As plays ainda rolavam sem perspectiva de acabar. Não parava, ninguém desanimava.

Quero agradecer mais uma vez a todos pelo carinho de sempre, vocês são sensacionais. Um beijo especial na minha maninha Lótus, meus parabéns pelo mega sucesso dessa festa, uma das melhores dos últimos tempos. Um grande abraço nos amigos Pedro Luiz e Maligno. Esse último sempre acompanha de longe as atas.
Mês que vem tem mais, não percam!

* Todas as plays que fiz nessa festa foram previamente aprovadas pela minha Rainha Camille Dame, cujo contado se dava por telefone, tecnologia whatsapp.