12.6.18

Fetish Lab - 4 anos - Sábado!


Amigxs fetichistas chegou a hora, a Fetish Lab faz quatro anos de vida!!


E parece que foi ontem o começo de tudo! Nesses quatro anos de vida a Lab conseguiu subir ao topo dos eventos fetichistas nacionais e se firmar entre as melhores festas que já tivemos. E esse aniversário vem para arrasar, para bater recordes!

Mantendo a proposta de trazer a mais alta qualidade musical e de muita variedade em performances, esse evento promete mais uma vez divulgar para um amplo público todos os prazeres das nossas noites fetichistas, enriquecendo e ampliando cada vez mais o BDSM na nossa cidade.
Dessa vez, a fim de abrigar a nata Fetichista carioca, a LAB invadirá novamente o delicioso e alternativo espaço de Botafogo: A casa da Matriz!

A Fetish Lab, como sempre, vem lotada de belas performances de trample, Shibari, Poney play, Bondage, Spanking, velas e muito mais, tudo isso ao empolgante som fetichista dos melhores Djs , todos mandando o que tem de melhor no Rock and Roll, Classic Rock, Industrial, Synth e outros. Teremos ainda pistas e shot s Drink para os 50 primeiros!

Então, anotem a data, é nesse sábado, 16 de junho das 23:30 as 6:00. O novo endereço é A Casa da Matriz: Rua Henrique de Novaes , 107, Botafogo - Rio de Janeiro , RJ

Ingressos:

 AntecipadosR$ 25,00 (1°Lote) Limitado - www.sympla.com.br
 Na hora R$ 40,00 na lista até 1h
 Após 1h ou sem lista R$ 50,00

* Para pôr o nome na lista basta confirmar presença na página da festa no Facebook
Nos vemos lá!

23.5.18

Compacta Mas com Cara de Gigante

Sabe, seria muito chato se eu não fizesse nenhum comentário sobre a última Fetish Lab. Minha falta total de tempo nesses dias que já passam de um mês desde o acontecimento do evento me deixam com a sensação de descumprimento de dever, como uma omissão injustificada. Mas juro para vocês que a falta de tempo misturada com o lapso de memória são os fatores de não ter saído ainda absolutamente nada sobre a festa.
Mas como me sinto um pouco responsável pelo acontecimento dessa edição especial da Lab, já que pedi com insistência que a festa já poderia ser mensal há alguns anos, não posso deixar esse vazio no blog, como se a festa não houvesse ocorrido ou até mesmo dando a entender que foi ruim ou com público pequeno, já que foi exatamente o contrário.

Até nossa tradicional concentração no barzinho antes da festa foi um sucesso. Sem um prévio ajuste, os amigos foram se ligando, trocando mensagens pelo WhatsApp e em pouco tempo tínhamos um grande grupo de colegas fetichistas que não se viam há muito tempo. 

Me parece que Julinho finalmente compreendeu que tem Ibope para fazer a fetish Lab nos moldes como sempre fez, e daqui pra frente em todos os meses do ano. E que não precisa de edição nenhuma compacta para experimentar frequência de público. A galera já provou que lota qualquer espaço e a única reclamação justificada que rola até hoje é que dessa vez a casa era minúscula demais para todos os ingressos disponibilizados.  E de fato, para ser pisado eu tinha que me enfiar entre as pernas das pessoas e conseguir um espaço mínimo no chão, e muitas vezes tropeçavam em mim ou derrubavam minha cerveja. Para conseguir espaço no palco a gente tinha que enfrentar uma fila igual a das lotéricas em dia de pagamento de aposentado. Então o espacinho que arrumávamos, mínimo fosse, era disputado protegido com unhas, dentes e pés.

Para os poucos que não sabem, a Boate La Cicciolina, na Avenida Princesa Isabel, em Copacabana, já foi um dos “inferninhos” mais conhecidos da cidade maravilhosa. Era um espaço diferenciado, porque não havia quartinhos para você fazer os programas, você tinha que procurar um hotel pelas redondezas. Todavia, mulheres lindas lá compareciam e davam ao local um charme especial de uma boate para adultos com um cardápio variado de possibilidades. A Lab ao marcar território nesse espaço tão conhecido e apreciado pela boemia libertina carioca, ainda que de modo suave e tímido, foi reverenciada por todos os espectros que assombram e contestam a soberania de um ambiente anteriormente devasso. De modo tímido, responsável, porém desregrado, a libido tomou conta dos seus participantes com uma intensidade jamais vista em nossas festas, e o público dessa vez pode presenciar cenas de BDSM picantes e intimidades mais lascivas.

De resto, tivemos um evento dos mais fantásticos, que varou madrugada adentro, e que só começou a esvaziar com o nascer do sol. Nem a superlotação e a falta de cerveja popular ao cair da manhã desanimou os fetichistas. Depois do palco, em um corredor ao estilo “Laranja mecânica” pessoas se agrupavam coladas umas nas outras na realização de tudo que é tipo de prática BDSM e fetichista; qualquer desavisado, ou mesmo um curioso, que por acaso entrasse no local por engano e presenciasse aquilo, perderia de vez qualquer inocência sexual cultivada como modelo de sociedade durante todos os anos de sua vida.

Em junho a Fetish Lab comemorará 4 anos e haverá a festa mais espetacular que já ousamos fazer. Se prepare!

  

14.4.18

Chegou a hora da FETLAB SESSIONS em Copa!

Amigxs fetichistas, depois de muita insistência finalmente nossas preces foram atendidas , a FETISH LAB acaba de lançar seu evento mensal , é a vez da COMPACTA edição “SESSIONS”

Dessa vez, em um espaço menos, e com capacidade limitada, a FETLAB SESSIONS  vem para preencher esse vazio de festas pelo qual passa nossa Cidade Maravilhosa, porém com toda a bela estrutura e qualidade das já conhecidas FETISH LABs trimestrais,
Mantendo a proposta de trazer a mais alta qualidade musical e de muita variedade em performances, esse evento promete mais uma vez divulgar para um amplo público todas os prazeres das nossas noites fetichistas, enriquecendo e ampliando cada vez mais o BDSM na nossa cidade.

A FETLAB SESSIONS, vem lotada de belas performances de trample, Shibari, Poney play, Bondage, Spanking, velas e muito mais, tudo isso ao empolgante som fetichista dos melhores Djs , todos mandando o que tem de melhor no Rock and Roll, Classic Rock, pop e outros.
Será um evento RESERVADO à 150 pessoas devido a capacidade e o conforto da casa, e a maior parte dos ingressos já está se esgotando antecipadamente pelo site da SYMPLA (ENTÃO CORRA , só restam 18!). Apenas 50 ingressos estarão reservados para serem vendidos na bilheteria no dia do evento.

Então, anotem a data e o novo endereço:
Próximo sábado, 21 de abril, das 23:30 as 6:00. O novo endereço é A BOATE LA CICCIOLINA: Av. Princesa Isabel, 185 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ- Rio de Janeiro , RJ

R$ 40,00 - na hora como nome na lista ( Somente 50 unidades)

Nos vemos lá! Faremos a tradicional concentração em algum barzinho por perto, para já entrarmos no clima fetichista!

13.3.18

O pequeno problema é o grande intervalo!


Não da para saber o que se passa por dentro da cabeça das pessoas; o pensamento é um dos poucos recursos onde a tecnologia não se adentrou afim de quebrar essa nossa nobre intimidade. Ainda bem né? Vamos deixar que apenas terapeutas especializados consigam, com nossa devida autorização, ingressar nos complicados labirintos da nossa mente para se inteirar inclusive daquelas intimidades que nós próprios compulsoriamente esquecemos. A cada avanço tecnológico mais frágil fica a defesa de nossa intimidade. No momento em que escrevo esse texto, laboratórios estadunidenses trabalham duro para criar a mosca espiã, que será um inseto minúsculo, robotizado, cuja capacidade de filmar com áudio, sem ser notado, será peça fundamental nas guerras e nas ações contra o tráfico de entorpecentes e o terrorismo. E é claro, o próximo passo será a venda do produto no e-bay, cuja exigência inicial será um termo onde o consumidor assinará um contrato com rígidas cláusulas de assunção a inviolabilidade da privacidade alheia (que não será respeitada), e que logo o próprio capital ávido pelo consumo se encarregará de primeiramente atenuar, para depois anular.  Mas essa fofa mosquinha-chip ainda não terá o acesso direto à nossa mente, apenas aos imediatos desdobramentos físicos dela. Portanto, ainda não inventaram um link, ou uma mosca, capaz de se conecta diretamente ao nosso cérebro.

Se nesse momento existisse esse link, mesmo eu que não sou uma pessoa muito antenada em redes sociais, e que não me ligo muito nos afazeres comuns diários de conhecidos próximos, teria a curiosidade de acessar. Me inscreveria uma única vez e me conectaria no cérebro do organizador da Fetish Lab. Jamais esmiuçaria seu íntimo fetichista, e também não teria curiosidade de saber suas preferências nas eleições presidenciais de 2018. Meu único propósito seria saber o porquê do seu desinteresse em ganhar fama e dinheiro em um evento que tem tudo para ser o melhor do país. E olha que se eu começar a olhar o meu próprio umbigo, poderei já ter essas respostas antes mesmo de me adentrar em cérebro algum, já que foram inúmeros os parceiros, e até mesmo os desconhecidos, que me fizeram altas propostas de parceria para levantar um evento BDSM de peso aqui no Rio de Janeiro, e eu sempre declinei por duas razões: a) não tenho felling para misturar negócio e prazer, festas fetichistas têm um peso muito grande no meu rol de diversão, e jamais vou dar preferência a um possível lucro sopesando meus momentos de tapete; b) não tenho tempo e odeio facebook, e consequentemente não poderei correr atrás de espaço, de fazer as devidas divulgações e de agitar as mais básicas funções que um evento de grandes proporções exige, e com total razão meu sócio ficaria puto para caralho em só me ver no dia da festa aos pés das Rainhas, e bêbado. Mas o caso específico da Fetish Lab é diferente, o organizador já passou o aperto inicial das primeiras edições, tem um excelente público fiel que só vem aumentando, tem o carisma necessário para segurar qualquer onda negativa, e o mais importante, da plena conta de unir negócio e prazer no mesmo ato. O que será que ele ainda está esperando para se firmar no mercado cultural da cidade do Rio de Janeiro? Para ter seu evento anunciado nas páginas do Rio Show do caderno do O Globo de Sexta-feira? E sim, porque não, de lucrar? Virar empresário dessa coisa louca que é o BDSM que no começo do século não dava lucro, mas hoje o dá! Precisarei de um link com acesso ao seu cérebro para obter as repostas...

A última edição da festa foi em uma casa grande, de dois andares e com vários ambientes, e mesmo assim, ficou pequeno pela altíssima quantidade de gente. O local, denominado “ Casa da Matriz” segue o estilo colonial moderno e foi adaptada para eventos noturnos, com um American Bar no rés do chão seguido por outros cômodos que em outras épocas deveriam ser usados como a sala de jantar, sala de estar e um pequeno escritório. No segundo piso, onde antigamente ficavam os quartos, a Lab transformou em espaço para plays, além de uma pequena boate. Na verdade, a organização não se preocupou em estabelecer regras de plays ou especificar seus denominados lugares. O público mesmo foi fazendo o que queria onde bem entendesse, e desse modo as próprias performances demarcavam naturalmente seus locais comuns de prática. Por exemplo, o espaço destinado ao trample ficou sendo no segundo andar, onde havia um mastro daqueles de boate onde as dançarinas se apoiam para dançar ou fazer “Strip Tease”, conhecido como “queijo”. Acho que esse local foi destinado a isso a partir do meu trample, onde a Rainha Fada me pisou, seguido de outras duas meninas, e que continuou sendo palco quase que exclusivo dessa prática (apesar da Rainha Lindinha ter ali feito um spanking em uma sub). Bem ao lado, no quarto vizinho, onde havia uma quantidade grande de bancos e cadeiras para o pessoal se sentar, foi onde aconteceu a maior parte das adorações. E em baixo, próximo ao bar, havia a parte da sessão de velas pelo corpo, alguns spanking, e até mesmo a prática de Poney e podolatria. Entretanto, nada se firmava ou acontecia em algum lugar específico, todas as plays eram itinerantes, e podíamos ver spanking na espaçosa varandinha, e trample no chão da boate. A quantidade de participantes foi tão grande, que eu que conheço uma quantidade absurda de frequentadores, passava em locais onde várias plays aconteciam em simultaneidade e nenhum dos adeptos me era familiar. Claro que vários amigos e lindas deusas que já conheço estavam por lá, todavia, a Fetish Lab, de modo recorde, como nunca antes visto, tem englobado e atraído um público muito maior do que já imaginamos ter, e isso me dá uma visão de estar mais que na hora da Lab alçar um voo sem precedentes na nossa longa história de eventos do tipo.
Conheci pessoas interessantíssimas, como um casal que curtia se beijar enquanto eu massageava e beijava os pés da esposa. Ou mesmo um casal e uma menina de Niterói que estavam aprendendo a brincar em público, e ambas as mulheres me pisaram. Brinquei mais uma vez de ser Dom com a linda gringa mascarada como escrava (dessa vez ela estava sem máscara, mas de coleira), e fui pisado por quem quisesse me pisar, com o único pressuposto de pertencer ao gênero feminino. Ajudei um amigo bêbado a sair do banheiro, conversei com grandes parceiros e fui embora, rachando Uber, com duas Rainhas amigas maravilhosas da minha terra. Meu único lamento é saber que não temos ainda uma data para próxima brincadeira, que pode ser daqui a três longos meses. Até lá, é esperar que alguém tenha a divina ideia de fazer um encontro, ou uma festinha, simples que seja, para que possamos fazer o que o Rio de janeiro inteiro carece nesse momento: MAIS EVENTOS!

12.3.18

Fetish Play Minas - em BH - 16/03


Olá amigos e amigas fetichistas!

Nessa sexta-feira, dia 16 de março, as partir das 22 horas, Belo horizonte será a capital nacional do fetiche, a Fetish Play Minas, comandada pela maravilhosa Rainhas Ellen está volta na sua mais nova edição. Então anotem aí, o local é Lotus Lounge BH, localizado na Rua Pitangui n° 1682 – Floresta (esquina com a Rua Jacui).



Entrada antecipada:
Mulheres R$ 20,00
Homens R$ 30,00
Na hora R$ 50,00

Não fiquem de fora, uma noite agradável e prazerosa lhes espera!
Contato: rainha.ellen.rainha@gmail.com

24.2.18

Sábado - Fetish Lab - Botafogo\RJ



Amigxs fetichistas, chegou a hora, a FETISH LAB novamente alçando vôo , é a vez da edição “BODY AND SOUL I'M A FREAK!”



Dessa vez, afim de abrigar a nata Fetichista carioca, a LAB invadirá um delicioso e alternativo espaço em Botafogo: A casa da Matriz!

Mantendo a proposta de trazer a mais alta qualidade musical e de muita variedade em performances, esse evento promete mais uma vez divulgar para um amplo público todas os prazeres das nossas noites fetichistas, enriquecendo e ampliando cada vez mais o BDSM na nossa cidade.

A Fetish Lab, como sempre, vem lotada de belas performances de trample, Shibari, Poney play, Bondage, Spanking, velas e muito mais, tudo isso ao empolgante som fetichista dos melhores Djs , todos mandando o que tem de melhor no Rock and Roll, Classic Rock, Industrial, Synth e outros. Teremos ainda pistas  duas de dança, e  Shots  para os 50 primeiros! 


Então, anotem a data, é nesse sábado, 03 de Março das 23:30 as 6:00. O novo endereço é A Casa da Matriz: Rua Henrique de Novaes , 107, Botafogo - Rio de Janeiro , RJ



Ingressos:

 AntecipadosR$ 25,00  - https://goo.gl/RRYjr6

 Na hora R$ 30,00 na lista até 1h

 Após 1h ou sem lista R$ 40,00

* Para pôr o nome na lista basta confirmar presença na página da festa no Facebook

Nos vemos lá!

23.11.17

Fetish Lab - Ata



Querida Festa BDSM,
Nos conhecemos há tantos anos, nos encontramos centenas de vezes, a maioria aqui no Rio de Janeiro, mas também em outros estados, como São Paulo e Minas Gerais. Foram poucos os nossos desencontros e menores ainda nossas decepções. Sei que você faz mais parte da minha vida do que eu da sua - apesar dessa lógica já ter sido inversa - mas sinto orgulho de ter sido e ainda ser o responsável por essa sutil mudança, que na verdade não quer dizer muita coisa para nós dois e muito menos para o restante das pessoas que também a amam. Suponho que soe engraçado ouvir dizer que alguém te ame, visto que o amor normalmente é usado entre pessoas, seres vivos semoventes que cultuam sentimentos desse tipo, que podem ou não ser recíprocos e duráveis. E pode ser que esse seja o ponto do xis da questão desse amor: a duração, já que não sinto isso todos os dias. Por exemplo, eu amo meus pais todos os dias, você só naqueles momentos especiais em que estamos juntos, que atualmente andam sendo mais esporádicos ainda. Mas ainda quero sentir mais vezes, porque é diferente pra caralho, é como se fosse um estado latente que fica sufocado e ao mesmo tempo em plena abolição, louco para extravasar logo. E quando está chegando a hora parece que mais inflamado fica, querendo romper com qualquer barreira de pudor e preconceito, fugir de todas as  convenções sociais que esse mundo do caralho tenta nos prender. E de repente, como se a pressa nunca houvesse existido, estamos lá juntos novamente, envolvidos, e subitamente tudo fica diferente, as cores, os contatos, os sabores, os olhares; a liberdade perfeita bem ali ao nosso alcance, não somente para ser usufruída, mas especialmente para ser modificada, para pegar o tom, as cores e os sabores que nós mesmo escolhermos. Um mundo feito a nossa própria imagem, complacente a nosso espírito. 

E depois dessa introdução meio louca, meio apaixonada, você deve estar se perguntado o porquê de eu estar direcionando esse texto a você, já que sempre escrevo sobre você e nunca para você. Eu poderia te dar inúmeras justificativas, mas vou direto ao ponto, e futuramente talvez eu discorra ou comente sobre as demais. É porque esse é meu último e primeiro texto. Último porque parei com as atas (apesar do cabeçalho ainda conter o termo), e primeiro porque continuarei a escrever sobre os eventos e demais coisas do BDSM, mas sem aquela obrigatoriedade que eu mesmo me impunha.  Agora é no relax mesmo, sem correções, anotações e/ou cronologias. Já são tão escassas nossas noites juntos que se eu ficar perdendo tempo com papel, caneta e lembrança, vou te curtir ainda menos.
Na nossa última noite juntos, por exemplo, a caneta estourou no meu bolso dentro do ônibus, e ainda sujou meu papel de anotação, aí tive que parar no botequim, único lugar aberto naquela hora da noite na Lapa, me fazer de simpático com o dono do bar, rir das suas piadas sem graças, elogiar o pastel de vento frio dentro da estufa desligada, para no final perguntar se ele vendia caneta (que eu já sábia que não), e choramingar de necessidade por uma, até ele se comover e me presentear com uma das que ele usa no caixa. Deu certo, mas foi foda. Depois mudei de bar porque Tonhão estava do outro lado da rua com Lavínia e sua irmã linda pintada de coelhinha. Chegou mais gente, acho que foi o Giovani, mas não lembro ao certo. Depois de beber umas geladas com essa turma fui ao seu encontro, mas tinha um amontoado de gente na porta. E os organizadores montaram duas filas, uma para aqueles que já tinham adquirido os ingressos via internet, e outra para aqueles que ainda iriam compra-lo. Você estava muito requisitada naquela noite, e ainda por cima de espaço novo, enorme. E carioca adora isso.

Engraçado que no passado eu idealizava que você fosse exatamente do jeito que você é hoje, um evento cujo tema principal fosse o BDSM, mas sem aquelas barreiras e liturgias que alguns organizadores insistem em impor. Adoro chegar e ver gente nova, de outras tribos, olhares curiosos, flertes entre raças completamente distintas. Dessa vez, o organizador Julinho acertou em tudo, 100% nas escolhas (exceto a fila enorme, mas não é culpa dele se você bombou mais que o esperado). O que achei mais legal foi que os três andares se completavam apesar de serem bem distintos. Os adeptos mais frequentes do BDSM tomaram conta do terraço, lotou o espaço. O andar do meio era o limbo, frequentado por todos, trilha sonora mais elaborada para gostos refinados e um espaço maior para as performances. E o andar de baixo ficou tomado por uma turma mais “santinha”, sem quase nenhuma play e uma trilha sonora que vagava entre o pop rock e o funk.  Mas foi nesse espaço mais baunilha que a Rainha Branca de Neve abriu os trabalhos da noite, acho que antes mesmo de eu chegar, visto que mal coloquei os pés dentro do lugar e ela já estava com dois podólatras apaixonados fazendo seus devidos deveres. Os trabalhos BDSM em si acho que quem abriu fui eu, sendo pisado rapidamente pela Rainha Cris, e depois naquele trample inicial com a mesma Rainha que quando me vê nessas festas logo me joga no chão e já me pisa. Logo depois disso uma Rainha com um lindo rosto que expressava maldade me mandou beijar seus pés, e eles estavam sujos. Raramente uma Rainha é ousada a esse ponto, de ir a uma festa fetichistas para ter os pés adorados e não os limpar antes. Lembro que na antiga Festa Desejo lá no Catete no comecinho desse século, a bela Rainha Stephany fazia isso, depois nunca mais vi alguém fazer, provavelmente pelo fato de acharem que ninguém vai se disponibilizar para limpas seus pés nesse estado, o que pessoalmente acho improvável: a podolatria abrange um leque enorme de adeptos e temos os gostos mais variado para todos os tipos de pés em qualquer estado. Bem, para resumir, limpei os pés dela com minha língua, depois fui tomar uma cerveja, comprei uns tíquetes, dei um para a Rainha Demônia e comecei a beber de leve. Dessa vez não fiquei bêbado, bebi pouco e muita água. Inclusive segurei a onda de algumas pessoas, entre elas a pequena e linda Luana, e uma mulher que estava trêbada lá no primeiro andar. Essa estava hard, com dificuldades até de parar de pé. Avisei ao barman para não servir mais álcool para ela e comprei uma água com meu próprio dinheiro. Ela se recusava a se hidratar. Quando a gente está nesse estado a gente quer mais álcool, sei como é isso. Mas não me dei por vencido, fui lá e insisti, dava de beber diretamente na boca dela, já que ela se recusava a segurar a garrafa. Depois ficou achando que eu a estava cantando, e insinuou que era uma estratégia minha “cuidar” das garotas que passavam mal para poder ficar com elas.  Não sei se fui grosso, mas respondi que nem a minha última intenção seria a de ficar com ela, e ela me olho meio de desdém, pegou a garrafa e começou a beber por conta própria. Meia hora depois voltei e ela parecia melhor, estava atracada aos beijos com Tarantino, que pareceu não ter se incomodado muito com o estado alcoólico dela.

Tinha gente lá que eu não via há anos, inclusive uma loirinha que era sub de algum dominador das antigas e havia desaparecido dos eventos, ela pediu para me pisar e fomos para o X que ficava localizado no vão de ferro entre o primeiro e o segundo andar. Me pisou bastante e com muita experiência. Depois a Karol me pisou a pedido de outra mulher, que disse que eu era resistente, e que era o cara do trample – fama do passado que ainda me persegue. Um pouquinho depois disso minha fama de ser bom de chão poderia ter voltado, fiz um trample violentíssimo com a Rainha Layla e mais uma amiga dela que foi pela primeira vez. Elas me pisaram de maneira tão intensa que pareciam não se importar comigo. Não pisavam caminhando como se estivessem andando em alguém, pisavam com força, como se testassem minha resistência ao máximo. Pena que pouca gente presenciou, foi incrível. Isso, é claro, já diminuiu uns cinquenta por cento da minha bateria, e partir daí já me segurei um bocado para aguentar o restante da noite.
Fui olhar os acontecimentos e beber com os amigos, assisti a Lavínia fazer um trample fodástico com Karioca, e as várias plays que a Linda Rainha Raposinha fazia em quem a desafiasse. Assisti o Mário quase ser morto sob os pés da Demônia, com aqueles saltos que pareciam que atravessariam o peito do tapete. E também presenciei um belo Shibari seguido de Spanking do Mestre Akira em sua escrava. Servi de apoio para os pés de uma Rainha sedutora, que depois me fez lamber suas solas. Bebi cerveja com o maravilhoso e belo casal Peccatore e Nanda Hell, essa última fantasiada sinistramente de zumbi -  era de dar medo -, e acreditem, a maquiagem conseguiu deixar aquele rostinho lindo e delicado em algo realmente assustador.  No segundo andar, durante um spanking qualquer, uma gatíssima pediu para eu massagear seus pés, o que atendi prontamente, e também massageei as “patinhas” sedutoras da linda coelhinha, irmã da Rainha Lavínia. No final, para fechar a noite com chave de ouro, pedi um trample à Rainha Raposa, mas eu já estava com a bateria no vermelho e pedi arrego logo no início.

Já amanhecia o dia quando tive que me despedir de você, sem saber quando vou te ver novamente. Mas tem promessa do seu retorno com a Rainha Lothus na Éxótic, e Julinho já me confidenciou te trazer de volta no ano que vem em mais uma dessas Labs maravilhosas e inesquecíveis. Mas pelo visto, só em 2018!
Sentirei saudades, espero que outras pessoas se animem e que possamos a voltar a nos ver como era antigamente, mensal, e quiçá quinzenal.
Querida Festa BDSM, me despeço, te aguardando ansiosamente.

Quaquá

Niterói, 23.11.17