12.1.17

Chopp Podo Club - Ata



Essa festa merecia um texto muito mais rico e detalhado do que esse que agora aqui escrevo, e sinceramente, não querendo tirar o corpo fora e nem atenuar meu lado preguiçoso de sentar e fazer esta ata, a causa de tanta demora foi a data da festa! Porra, dezesseis de dezembro, coladinha ao Natal, ano novo, recesso do trabalho (que acabei viajando), meu aniversário e agora um retorno turbulento ao trampo com essa crise bizarra que assombra o nosso estado. Minha pressa em escrever a ata também acaba atrapalhando a mesma, mas quero posta-la ainda hoje, dia doze de janeiro, porque na semana que vem já anuncio a Fetish Lab do Julinho, que acontecerá no dia vinte e um desse mês. Então peço desculpas ao Regulus por essa ata vergonhosamente incompleta e incapaz de passar aos leitores os reais acontecimentos daquela prazerosa noite de sexta-feira.
Agora falando da festa, acho que foi um divisor de águas, que finalmente estamos voltando com boas festas fetichistas, e principalmente para o público voltado a podolatria. Para vocês terem uma ideia, as massagens nos pés das Rainhas já começaram no meio da rua, ali bem em frente a Bolsa de Valores com os bares ao redor totalmente lotados. E neguinho nem se importava se tinha alguém olhando ou criticando, e já se ajeitava confortavelmente aos pés de alguma Rainha e fazia o que tinha que fazer. Eu também entrei no jogo e massageei os pés de uma Rainha, mas infelizmente não guardei seu nome. E por falar nisso, perdi meu papel com as anotações da festa, então quase não entrará nomes aqui nesse texto. Esqueci de quase tudo, bebi todas!
Fiz bastante trample, e me parece que já estou curado e que posso me divertir a vontade, contudo, ainda tenho medo dos pulos, então evito isso! É claro que depois da festa, senti dores na região quebrada da costela, mas nada que me faça ter me arrependido do que fiz. Estou de volta!
Lembro de ter segurado as mãos da Rainha Demônia para que fizesse um belo trample, e se não me engano quem estava embaixo era o BB Carioca. Ela pisou e pulou bastante nele. Tinha outra rapaz mandando muito bem no chão também, foi pisado por várias Rainhas e não amarelou nem um segundo. Não me lembro de mais coisas, mas a festa estava muito divertida, tinha adoração para tudo que era lado, e apesar da presença do meu grande amigo Fernandez, o evento foi basicamente Femdom, não lembro ter visto nada contrário.
Parabéns ao Regulus pelo evento, que tenhamos muito mais Chopps Podo Clubs nesse ano que se inicia, a comunidade podólatra e as Rainhas de pés lindos merecem!

13.12.16

Chopp Podo Club - Sexta-Feira - Praça XV



Queridos e queridas fetichistas,

É com muito prazer que anúncio a quarta edição do “Chopp Podo Club”, um evento que volta para tirar do virtual um grupo que cresce a cada dia nas redes sociais, e de dar a chance de novas pessoas se adentrarem ao nosso prazeroso universo fetichista.
A proposta é aquele chopinho delicioso e gelado pós-trabalho, direcionado a uma boa conversa e  uma boa prática daquilo que mais gostamos: podolatria, trample e dominação. Tudo isso no coração do centro da cidade, no Klandestino Bar, bem coladinho à Bolsa de Valores e ao lado da estação das Barcas na Praça XV.

 E você não precisa ser do grupo para comparecer e curtir o evento (eu, por exemplo, não estou nesse grupo), mas já sei o que me espera: pessoas com os gostos semelhantes aos meus, gente receptiva, e é claro, segurança, sigilo e chopp gelado. Então amigos, que tal um encontro happy hour na próxima sexta-feira? Nos vemos lá!
Sexta-feira, 16 de Dezembro – Klandestino Bar - Rua do Mercado 25, Praça XV, Centro – Rio de Janeiro.
A partir das 22:00 horas.
 Entrada: HOMENS R$ 40,00 +  Consumação / MULHERES R$ 15,00 + Consumação


Realização Regulus
Maiores informação – 96473 3513
Censura 18 anos

28.11.16

Encontro Fetish Club - Quinta Feira - Cinelândia

Queridos amantes do BDSM,
  
É com muito prazer que comunico a vocês a realização do último encontro de 2016  do Grupo Fetish Club, que ocorrerá nessa próxima quinta-feira, dia primeiro de dezembro, à partir das 18 horas, no tradicionalíssimo "Bar Amarelinho" no coração da Cinelândia!
Apesar da popularidade do referido lugar, o encontro fetichista será na salinha dos fundos do Bar, estrategicamente escolhido para que os presentes possam interagir numa boa e conversar sobre o nosso prazeroso mundo do BDSM.
Então não fique de fora e venha conhecer gente interessante com os gostos parecidos com o seu. Saia do virtual!

Maiores informações: (21) 98412 0452 - Domme Afrodite

7.11.16

Fetish Lab - Ata



  Primeiramente quero pedir desculpas ao meu grande camarada Julinho pela demora desse texto. E também, é claro, aos meus leitores que ainda visitam esse abandonado blog em busca de notícias e novidades em festas ou nos bastidores do BDSM carioca.
  Em segundo lugar gostaria de deixar claro que essa ata terá pouco da Fetish Lab em si. Essa demora na publicação se deu por inúmeros motivos: falta de tempo, falta de lugar para escrever, saúde abalada, viagens, etc.…, mas nenhum desses motivos é maior do que o meu esquecimento dos acontecimentos da noite de 21 de outubro. Vamos por parte...
  Me deu uma porra de uma dor até agora meio que inexplicável no pé e no joelho direito. Mas não estou aqui para voltar a falar de dor, nem vou mais citar nenhum capítulo da novela “costela esquerda quebrada” para que esse blog não saia do prazeroso mundo do fetichismo sexual, para entrar no chatíssimo mundo das lesões e inflamações. A consequência disso (das dores nos membros inferiores) foi que me passaram um anti-inflamatório fortíssimo e eu não estava podendo beber. Por sinal, eu nem estava com condições de ir ao evento, e quase que não fui. Mas sabe como é né? podólatra mesmo doente rola na cama em dia de festas fetichistas! Então fui, e nem a “fantasia” de Quáquá usei, abandonei meu traje de regata e calça jeans (ou nesse caso em específico a famosa camiseta do Frankenstein tema da festa), coloquei a primeira camisa de manga menos feia que estava à mão e parti para a festa, no meu pior momento em vinte anos para esse tipo de evento, me achando fora de ritmo e de forma, quase um forasteiro que se predispõe a ir a um lugar sem saber o que ele pode oferecer de bom, sem saber se vai se dar bem ou se o vexame é certo.
  Sem poder beber bebi; e entornei todas! Talvez tenha sido a mistura do Bi-profenid com o toragesic, o dorflex, a cerveja e a caipirinha que tenha me causado a estranha amnésia que esmaeceu os acontecimentos dessa Lab da minha mente. Então vou ser didático até o ponto em que as coisas ainda funcionavam normais na minha linha torta do tempo das lembranças:

1.       Peguei uma Uber e desci em frente ao bar que costumo fazer a concentração, e para minha alegria Fidel estava lá. Não lembro sobre o que conversamos, estávamos bebendo cerveja e Rainha Lindinha chegou com a felicidade de sempre. Depois chegou a Rainha Penélope, fiz uma massagem na sua mão, mas logo Lindinha queimou o filme dizendo “Quaquá já vai começar com a mesma lenga-lenga”; e foi chegando mais gente, lembro da Rainha Psique, e se não me engano do Fagundes. Sr. Observador também chegou, foi bom ver o retorno de um amigo antigo de muitas batalhas. Havia uma roda de gente na minha frente bebendo e conversando sobre BDSM, não conhecia alguns, e outros rostos não eram estranhos. Não lembro como acabou a concentração, mas sei que encontrei Alessandro e Julinho no bar, e esse último me emprestou uma máscara branca e me pediu cuidados com ela. Entrei na festa mascarado, com camisa lilás e adesivo do Marcelo Freixo no coração, fui reconhecido, e a mesma garota que sempre me pisa quando me vê, não se fez de rogada, me jogou no chão e me pisou com força, descalça. Ela ignorava que eu estava debaixo de seus pés e conversava com as amigas como se estivesse em pé no chão, acho que abri a noite.

2.       Pedi uma cerveja e matei no gargalo em menos de três minutos, voltei ao bar e pedi outra, o barman me avisou que a caipirinha estava naquela promoção de pagar uma e beber duas, nesse instante Malpodo chegou para pedir uma cerveja e eu ofereci minha segunda caipirinha para ele, com a condição de que quando acabássemos de beber ele pagaria a próxima rodada, ele topou. Demorei a acha-lo novamente, e quando o encontrei a promoção já havia terminado, então ele comprou apenas uma e dividimos em dois copos. Justo!

3.       Não sei muito bem a ordem das coisas, mas havia três ou quatro Rainhas que me fizeram ajoelhar e beijar seus pés e sapatos, uma delas aproveitou que estava quase deitado ao chão e pisou na minha cabeça, me forçando a deitar completamente, lembro que algumas delas me pisaram, outras que passavam também pisavam ou simulavam que colocavam o peso, não sei ao certo quantas me pisaram. Quando consegui levantar fui para a boate e dancei um bocado, tinha muita gente dançando e pulando, o pessoal era bem receptivo, eu parava na frente de qualquer pessoa e dançava com ela, tinha uma roda de amigos meio que dançando abraçados, entrei no meio deles como se fizesse parte do grupo e pulei no mesmo ritmo, devem ter pensado, ´quem é esse doido?  Lembro de ter Dommes chicoteando subs lá dentro.  A festa estava muito cheia, acho que foi a Fetish Lab mais cheia que já tivemos.

4.       Tinha play acontecendo para todo o lado, fui lá para o palco ver uma mulher que pisava num rapaz, ela punha o peso do salto no saco dele, pelo menos tentava encontrar essa região para pisar, ela era muito bonita, e logo que acabaram eu pedi para ser pisado por ela, que me perguntou se eu aguentaria de salto, eu menti, disse que sou o cara que mais aguento salto naquela festa, então ela me pisou muito, não pedi água, acho que a marca que tenho no peito foi do salto dessa moça, casal muito simpático. Na boate encontrei Rainha Lindinha Descalça e descabelada, me deu uns chutes na barriga e no braço, acho que ela consegue levantar a perna e chutar mais alto do que eu. Todavia, o que ela queria mesmo era me pisar, respondi que naquele momento estava sem condições, e era verdade. Continuei dançando a alguém derrubou minha garrafa cheia de cerveja no chão, mal havia comprado, fiquei puto, o cara nem de desculpou.

5.       Me falaram que fui pisado mais algumas vezes, e que quando estava deitado no palco eu parecia não me encontrar espiritualmente ali, só o físico estava presente. Não me lembro sequer der ter deitado no palco nessa festa. Mas sei que teve uma hora, lá pelas três da manhã, que uma mulher me jogou bebida na boca, era a moça que distribui aquele drink que a festa disponibiliza de graça, e que nas outras edições eu mesmo ajudo a servir. Lembro de ter sentido a bebida percorrer todo o meu corpo, de me dar uma confortável revigorada, então fui no bar e comprei mais uma cerveja e um energético, misturei e bebi em três ou quatro goladas, olhei ao redor e não parecia ter ninguém conhecido.  Vi o casal Peccatore e Nanda Hell, acho que estavam fantasiados de alguma coisa, maquiagem sinistra.  Falei com eles, e depois só me lembro de estar na portaria contando dinheiro para pagar a conta. Sei que voltei de Uber porque apareceu o registro e a nota fiscal no meu celular.  Quando acordei na manhã seguinte não me lembrava onde estava minha roupa, minha carteira e meu celular, cada peça de roupa estava jogada em um canto diferente da casa, meus outros objetos estavam em locais que não costumo colocar, tipo, dentro do armário. Julinho me mandou um áudio no dia seguinte perguntando se eu estava vivo, respondi que sim, e que estava em recuperação. A pergunta que não quer calar: será que fiz alguma merda ou paguei algum mico? Até agora nenhuma reclamação foi feita. A festa deve ter virado a noite.

Parabéns ao Julinho e a toda equipe de organizadores da Fetish Lab, graças a vocês é que posso dizer em alto e bom tom que o Rio de Janeiro tem sim uma festa fetichista foda, e duvido que alguém de outras regiões possa se gabar de algo tão grandioso. Que seja mensal!

Eu escutava passos, ela estava descalça, e pressentia os rostos anoitecidos lá fora, meu coração era um pêndulo entra ela e a rua. Eu não sei com que forças me despedi de seus olhos, me libertei de seus braços. Ela ficou nublando de lágrimas sua angustia, atrás da chuva e do cristal, porém incapaz de gritar: espera-me, vou contigo” (Miguel Otero Silva)